A Oriflame entrou na perfumaria de nicho com duas novas propostas que apostam as fichas todas na criatividade, na autoria e em matérias-primas de qualidade. Conheça as novidades.
A Oriflame atirou-se de cabeça para um território que, ainda hoje, parece reservado a poucos. Sim, falamos da perfumaria de nicho, na qual a marca promete atuar sem reverências excessivas, discursos herméticos e, sobretudo, a preços acessíveis. A nova coleção Top Scents está, por isso, no limbo entre o luxo e a democratização, sendo assinada em colaboração com a Givaudan, uma das instituições mais influentes da perfumaria global, responsável pela formação de autores de várias fragrâncias conhecidas.
A nova linha é uma espécie de laboratório criativo aberto. Sete perfumistas emergentes, de diferentes geografias e culturas, foram convidados a interpretar briefings desenvolvidos pela marca, num processo competitivo acompanhado por mestres perfumistas, entre eles Calice Becker. É um processo pessoal, uma vez que cada fragrância parte de memórias, emoções e experiências individuais, transformadas em composições que procuram equilibrar a sua expressão artística com aquilo que hoje é relevante e procurado.
“Queríamos criar fragrâncias únicas e memoráveis, que respondessem totalmente ao briefing, mas também a uma experiência pessoal”, explica Emma, Key Account Manager, Fragrance & Beauty – Fine Fragrances Sales da Givaudan, à MAGG. “Cada perfumista questionou-se sobre como podia trabalhar uma matéria-prima ou um universo olfativo de forma nova e inesperada“, acrescentou. Foi aqui, precisamente, que a noção de nicho começou a ganhar outro andamento.
Longe da ideia tradicional de exclusividade ou distribuição limitada, este universo é, hoje em dia, “mais sobre liberdade criativa e autenticidade”, sublinha a responsável. “Continua a ser sobre a qualidade e a mestria, mas com uma interpretação mais aberta e diversa”, adianta ainda. A coleção da Oriflame apropria-se dessa definição e traduz-a num formato mais acessível, sem abdicar da complexidade olfativa, com a promessa de recorrer a matérias-primas de qualidade e a moléculas inovadoras para garantir profundidade, caráter e distinção.
Essa ambição de equilibrar a integridade criativa e a acessibilidade é, aliás, o ponto central de todo o projeto. “Começámos cada fragrância com uma visão clara e padrões de qualidade intransigentes”, explica Emma, acrescentando que “os ingredientes e as tecnologias” permitiram manter a complexidade do processo “sem diluir” o que torna a perfumaria de nicho “especial”. Entre essas ferramentas estão soluções desenvolvidas pela Givaudan, como Inteligência Artificial aplicada à criação olfativa ou técnicas capazes de reproduzir cheiros da natureza.
O primeiro capítulo desta coleção apresenta duas interpretações distintas desse equilíbrio. O Rose Mode, criada por Julie Noé, revisita a rosa com uma abordagem menos previsível, cruzando notas florais com acordes mais texturados e inesperados. “Uma homenagem” à sua casa em Provença, diz à MAGG, “onde as rosas selvagens florescem a cada primavera ao lado das ameixeiras”, explica a perfumista, acrescentando que lhe deu “um toque de elegância parisiense, refletindo a cidade que hoje” a inspira.
Já o Neon Oud, assinado por Andrea Montanari, parte de um dos ingredientes mais emblemáticos da perfumaria oriental para construir uma composição mais luminosa e contrastante. “Quis criar uma interpretação moderna e envolvente do oud, inspirada na tradição oriental, enriquecida pela luminosidade e pela doçura inesperada do morango”, afirma. A fragrância joga precisamente com esses contrastes e cria uma ponte sensorial entre diferentes referências culturais.
Ambas as fragrâncias utilizam a construção de tensão como elemento emocional. “Ao trabalhar contrastes entre matérias-primas e acordes, os perfumistas criaram uma tensão cativante, que se torna o fio condutor da coleção”, explica Emma. É essa tensão que permite que as fragrâncias sejam simultaneamente distintas e fáceis de usar. A par disso, ao assumirem-se como unissexo, estas propostas reforçam também uma mudança mais ampla na indústria, longe das caixinhas em que costumávamos viver.
“Projetos como este mostram que qualidade e criatividade podem coexistir com acessibilidade – e isso pode despertar curiosidade e criar novas ligações com o mundo das fragrâncias”, remata a representante da marca. As duas primeiras fragrâncias já estão disponíveis por 45,99€, sendo que se encontram com uma redução relativamente aos 59€ de PVPR, conforme se vê no site. Há novos lançamentos previstos para julho e novembro.

