Beleza, idade e pressão da imagem. Cláudia Vieira diz que “é muito agressiva a necessidade de parecer bem”

Cláudia Vieira fala de beleza com a mesma naturalidade com que fala de tempo: sem pressa de a definir de forma rígida e com a consciência de que tudo vai mudando ao longo dos anos. Leia a entrevista.

Há figuras públicas cuja relação com a imagem acaba por se tornar quase uma narrativa paralela da própria vida. Cláudia Vieira é um desses casos, não por exposição deliberada, mas porque mais de duas décadas em televisão fizeram com que a sua evolução fosse acompanhada e projetada para lá do ecrã. Hoje, a forma como fala de beleza surge menos condicionada pelos filtros visíveis e mais pelos invisíveis – os sociais – que continuam a definir expectativas sobre como uma mulher deve envelhecer quando vive sob observação constante.

“Eu lido [com o envelhecimento] como se lida com a vida, com a aceitação. É mesmo uma das características que eu acho que nós devemos ter, mas devemos ter de forma consciente”, diz a atriz, de 47 anos, à MAGG. A ideia que aqui se desenha não é a de resignação nem de passividade perante o tempo, mas antes a de uma aceitação ativa: reconhecer o envelhecimento como parte inevitável do percurso, sem abdicar do cuidado nem da intervenção possível, mas também sem a ilusão de um controlo absoluto sobre aquilo que muda.

Essa aceitação, no entanto, está longe de ser linear. Cláudia Vieira descreve-a como um movimento constante entre equilíbrio e fricção, onde há dias em que tudo parece alinhado e outros em que a imagem devolvida pelo espelho não acompanha o estado interior. A diferença, sublinha, está menos no resultado e mais na forma como se escolhe lidar com ele.

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“Há dias que aceitamos melhor que outros. Há dias que eu gravo um vídeo e penso: não me apetece pôr nada, não me estou a sentir bem comigo própria”, admite, sem dramatizar o momento, mas também sem o suavizar. É nesse território mais instável que a imagem pública ganha outra densidade, sendo que deixa de ser apenas aquilo que se mostra e passa a ser também aquilo que se tenta gerir em silêncio.

Para quem trabalha com o corpo e o rosto como matéria-prima profissional há 20 anos, o espelho deixa de ser apenas pessoal e passa a ser também instrumento de trabalho, avaliação e exigência contínua. Por isso, a relação com a própria imagem deixa de ser totalmente estável, mesmo quando, por fora, tudo parece controlado. Cláudia Vieira reconhece essa dualidade sem lhe atribuir um peso excessivo, mas também sem a desvalorizar.

“É verdade que, a nível da imagem, é muito agressiva a necessidade de parecer bem, de estar bem, de nos sentirmos bem. Especialmente quando trabalhamos com a nossa imagem, com o nosso corpo”, admite. “Por isso, a minha premissa é cuidar o melhor possível sempre, primeiro porque não tem de ser difícil cuidarmos de nós e, depois, porque gosto de mim”, frisa. 

Assim, a resposta a este contexto constrói-se de forma metódica. Ao longo dos anos, a atriz foi desenvolvendo uma relação mais informada com a própria pele, menos baseada em tentativa-erro imediata e mais numa leitura progressiva de sinais. O conhecimento passou a fazer parte do cuidado e o cuidado deixou de ser apenas cosmético.

“Há uma coisa que eu valorizo muito que é a saúde: a saúde da minha pele, a saúde do meu cabelo e essa preocupação faz em realmente eu ter uma pesquisa de saber o que é que está a alimentar, o que é que está a prejudicar”, admite. A beleza, neste registo, aproxima-se mais de manutenção do que de transformação, mais de continuidade do que de correção.

Esse interesse pelo funcionamento interno da pele levou-a também a aproximar-se da dimensão científica da cosmética, um território que nos últimos anos ganhou um peso crescente na forma como os produtos são apresentados e escolhidos. Já não se fala apenas de resultados visíveis, mas de mecanismos, moléculas e processos, num contexto em que o consumidor está cada vez mais informado e exigente.

Cláudia Vieira parece fazer parte desse grupo, especialmente tendo em conta que é a cara da gama Revitalift Laser, da L’Oréal Paris. Este retorno à marca, depois de ter trabalhado com a mesma há uns anos, levou-a a contactar diretamente com os laboratórios da insígnia e a experimentar a linha ao longo de várias semanas, agora reforçada com a introdução do Revitalift Laser Sérum Anti-Idade com Melasyl.

Foi muito interessante perceber como é que a pesquisa é feita, como é que a análise de determinados ingredientes funciona uns com os outros, como é que provoca uma textura mais suave”, refere.“Eu estou mesmo muito satisfeita e é muito fácil para mim aconselhar tudo e todos a experimentar”, acrescenta.

No fim, sublinha que a experiência prática acabou por ser determinante. Na sua leitura, a combinação entre os produtos que já conhecia e a nova fórmula traduziu-se sobretudo numa mudança visível da pele, que ficou com menos manchas e uma luminosidade mais consistente. “E isso [o brilho] é saúde, é vida”, remata.

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