Médica passava receitas de Ozempic para falsos diabéticos e foi detida. Lesou o Estado em cerca de 3 milhões de euros

Graça Vargas foi detida por emitir milhares de receitas de medicamentos destinados ao tratamento da diabetes a utentes que não tinham a doença. Saiba tudo.

A Polícia Judiciária deteve a endocrinologista Graça Vargas, suspeita de ter emitido milhares de receitas de medicamentos destinados ao tratamento da diabetes, como Ozempic, Victoza e Trulicity, a pessoas sem diagnóstico da doença. O objetivo seria permitir que estes utentes obtivessem comparticipação pública apenas para fins de emagrecimento.

Akon foi detido pela polícia. Descubra a razão que fez com que o cantor fosse para a esquadra
Akon foi detido pela polícia. Descubra a razão que fez com que o cantor fosse para a esquadra
Ver artigo

A operação, conduzida pelo DIAP Regional do Porto, incluiu buscas ao consultório da médica e em várias entidades associadas ao caso. Segundo a investigação, Graça Vargas declarava falsamente que os utentes eram diabéticos, garantindo-lhes acesso a medicamentos cujo custo é em grande parte suportado pelo Serviço Nacional de Saúde. Entre 2012 e 2023, as prescrições da médica ultrapassam 9,7 milhões de euros, revelou a “CNN Portugal“.

As autoridades identificam-na como a maior prescritora nacional deste tipo de medicamentos, responsável por mais de 5,2 milhões de euros em comparticipações do Estado, correspondentes a quase 66 mil embalagens dispensadas a 1.914 utentes. Deste total, 57% não teria qualquer indicação clínica para estes medicamentos.

Em 2022, Graça Vargas terá prescrito mais de 804 mil euros em Victoza, Trulicity e Ozempic. Já nos primeiros dois meses de 2025, as comparticipações atribuídas às suas receitas somavam 72.856€, período em que terá emitido 506 receitas de Ozempic.

A investigação aponta também para o envolvimento de uma segunda médica, de um advogado e de uma clínica. As autoridades realizaram as buscas a um escritório de advogados, a um estabelecimento de saúde e a duas empresas, localizadas em Albufeira e no Funchal, além de gabinetes de contabilidade em Santa Maria da Feira e Lousada.

A Polícia Judiciária confirmou que os suspeitos poderão ter causado ao Estado um prejuízo que pode atingir três milhões de euros através de comparticipações fraudulentas.

Fale connosco

Se encontrou algum erro ou incorreção no artigo, alerte-nos. Muito obrigado.
Scroll to Top