Como vai funcionar o sistema de alertas para perigos do coronavírus criado pela Apple e Google (que funciona por Bluetooth)

Já há mais pormenores sobre o sistema que poderá vir a alertar-nos para vários riscos. Trata-se de uma solução de notificações de exposição, desenvolvida pelos dois gigantes tecnológicos.

Não está num filme de Steven Spielberg, Christopher Nolan ou David Cronenberg, nem num episódio de “Black Mirror”, por muito que pareça. Isto não é ficção científica, é mesmo verdade. “Esteve exposto ao coronavírus? Contacte as autoridades de saúde” pode ser a notificação que, dentro de poucas semanas, milhões de pessoas poderão receber no seu smartphone, caso, de facto, se tenham cruzado com alguém infetado pela COVID-19 nos 14 dias anteriores.

As primeiras imagens (pode ver abaixo) deste sistema de notificações de exposição (que será adaptado a cada país) foram já divulgadas pela Apple e Google a um grupo de jornalistas restrito, da qual fez parte o “Expresso“, que adianta que as duas empresas norte-americanas estão a desenvolver o sistema, juntamente com programadores (onde se encontram portugueses), Instituições de Saúde, Organizações Não Governamentais (ONG).

Como é que vai funcionar? O sistema funcionará por Bluetooh, não fazendo recurso do GPS ou dados de localização dos utilizadores, de modo a salvaguardar a privacidade dos cidadãos. Depois, são as autoridades de saúde pública de cada país que desenvolvem as suas próprias aplicações, decidindo que notificações serão acionadas, que mensagens serão mostradas e qual a abrangência do sistema.

De qualquer modo, o sistema de notificações de exposição só é ativado com o consentimento do utilizador, podendo também ser desativado a qualquer momento. Ou seja, se se aproximar de uma pessoa infetada, receberá um alerta. Essa mesma pessoa infetada terá de comunicar na app que está infetada, para que os outros possam ser avisados. Mesmo tratando-se de um caso positivo para a infeção, é sempre a pessoa que decide se quer receber as notificações e se quer alertar a app para o seu diagnóstico.

Em todos os casos, a identidade será sempre protegida dos restantes utilizadores e não será revelada à Google ou Apple — apenas as autoridades oficiais de saúde terão acesso a esta informação, explica o jornal, que termina alertando que quando a pandemia passar, o sistema será todo desativado.

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