Puxavam o cabelo e davam chapadas às crianças. Funcionárias de infantário no Seixal acusadas de maus-tratos

Segundo a acusação, as arguidas puxavam os cabelos das crianças, pisavam-lhes os pés e empurravam-nas contra cadeiras. Ao que tudo indica, as vítimas tinham apenas 3 e 4 anos.

Uma educadora de infância, duas auxiliares de ação educativa e a diretora de um infantário no Seixal, no distrito de Setúbal, estão a ser acusadas pelo Ministério Público de maus-tratos e ofensas à integridade física das crianças que frequentavam o espaço, depois de se conhecer os abusos físicos e psicológicos que faziam às vítimas. Ao que tudo indica, de acordo com as informações obtidas pelo jornal “Correio da Manhã“, as crianças tinham apenas entre os 3 e os 4 anos.

O caso remonta a 2024, altura em que os abusos terão ocorrido durante um largo período de tempo. Segundo a acusação, as arguidas puxavam os cabelos das crianças, pisavam-lhes os pés e empurravam-nas contra cadeiras, além de lhes darem várias “chapadas na cara, cabeça, barriga e nádegas”. No entanto, os abusos não eram só físicos: pelo que o meio de comunicação apurou, as auxiliares, diretora e educadora de infância também recorriam ao abuso psicológico.

“Eu não quero um filho assim atrasado mental como tu, retardado, palhaço, anormal”, “Anda lá, atrasado”, “És um nojo, cheiras mal, a tua mãe não te muda a roupa, essas pretas cheiram a catinga”, foram algumas das frases transcritas, ditas pelas arguidas às várias crianças. Sabe-se também que uma das vítimas tem um atraso na fala e uma perturbação do espectro autista, pelo que estaria assim mais propício a sofrer os abusos das mulheres.

“A arguida agiu com a intenção de causar sofrimento físico e psíquico às vítimas, sabendo que ao usar da violência física e ao gritar-lhes, de forma reiterada, atingia tal resultado, causando-lhes dor, medo e ansiedade, como sucedeu, e que dessa forma os tratava de forma cruel e desumana”, também se lê nas transcrições. A situação começou então a ficar estranha quando as crianças deixaram de querer ir para o infantário, e a acusação baseou-se nas câmara de vigilância da sala e em testemunhos. 

O julgamento está previsto acontecer no Tribunal do Seixal, mas ainda não existe qualquer dia marcado para que tal aconteça. No entanto, sabe-se que o Ministério Público não terá pedido o afastamento das arguidas do estabelecimento, e que a diretora ainda se mantém à frente do infantário. Todas estão a ser acusadas de 10 crimes no total de ofensa à integridade física qualificada e maus-tratos.

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