Há cada vez mais jovens a usar o YouTube como escola (e os pais aprovam)

Um novo estudo revela que a plataforma se tornou num pilar fundamental na educação em Portugal. Entenda tudo.

Unsplash

Se o seu filho passa horas no YouTube, talvez não esteja apenas a ver desafios virais. Um estudo recente realizado pela Public First, divulgado esta terça-feira, 5 de maio, revelou que a grande maioria dos pais em Portugal com filhos entre os 11 e os 17 anos considera o Youtube um pilar fundamental no percurso de aprendizagem dos seus filhos.

De acordo com os dados, o YouTube transformou-se numa espécie de “sala de aula secundária”. Cerca de 63% dos pais consideram que os vídeos de criadores educativos são um recurso de aprendizagem altamente acessível e uma forma económica de complementar a educação dos seus filhos. 

“Em Portugal, os criadores não estão apenas a fazer vídeos; estão a disponibilizar um suporte académico essencial e de alta qualidade em que os alunos confiam agora para navegar na sua educação formal”, afirma Filipa Brigola, Responsável de Assuntos Governamentais e Políticas Públicas da Google Portugal em comunicado.

A curiosidade não tem limites, mas existem disciplinas que dominam as pesquisas na plataforma. Quando se trata de apoio académico, as prioridades dos pais são Matemática (39%), História (31%) e Ciências (25%). 

O fenómeno é tão expressivo que 72% dos pais admitem que os filhos já aprenderam algo no YouTube que eles próprios desconheciam.

O estudo indica ainda que 83% dos jovens conseguem encontrar conteúdos úteis por iniciativa própria, muitas vezes ajudados pelo sistema de recomendações da plataforma, que é valorizado por 78% dos encarregados de educação para descobrir novos criadores educativos. 

Marco Neves, professor e criador de conteúdos com mais de 21 mil subscritores, apoia esta visão, notando que os vídeos funcionam como um “círculo virtuoso” que incentiva a leitura de livros e conversas presenciais.

De forma a acompanhar este crescimento, o YouTube lançou também um “Guia para Criadores Adolescentes”. Desenvolvido em parceria com organizações como a UNICEF e a Save the Children International, o objetivo é ajudar os produtores de conteúdo portugueses a criar vídeos que promovam a resiliência e o bem-estar do público mais jovem.

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