Os 7 melhores documentários de crime para ver na Netflix

Desde fanáticos religiosos a assassinatos misteriosos, há de tudo um pouco para ficar colado ao ecrã numa maratona de episódios.

O mistério em redor do assassinato de uma freira serviu como base para o documentário "The Keepers"

Netflix

Depois de lhe mostrarmos os melhores stand-ups para ver na Netflix, chegou a altura de ficar a conhecer aqueles documentários de crime capazes de o deixar colado ao ecrã e em pulgas para conhecer mais sobre as histórias insólitas, macabras e aparentemente inacreditáveis.

É o caso da de Brian Wells, um homem aparentemente normal que, um dia, entrou num banco com uma espingarda improvisada e uma bomba presa ao pescoço e que, momentos mais tarde, viria a explodir em frente às dezenas de estações de televisão que estavam a acompanhar o assalto insólito. É esta a história do documentário “Génio do Mal”, que revela uma conspiração mirabolante e um crime que ainda hoje levanta muitas dúvidas por envolver tantas figuras — e todas elas com os seus motivos. Mas é só uma das opções.

A MAGG reuniu 6 outras para garantir que nesta quinta-feira feriado, 1 de novembro, tem muito com que se entreter.

“Sou Um Assassino”

Nesta série documental, os intervenientes são alguns dos assassinos mais famosos do mundo que aceitaram o convite da plataforma de streaming para falar dos seus crimes, do que motivou os seus atos, e de como é viver no corredor da morte há vários anos. Através de uma perspetiva honesta e cruel, o espectador tem acesso às mentes depravadas de alguns dos assassinos mais violentos dos Estados Unidos que, apesar da situação em que se encontram, nunca chegam a mostrar verdadeiro arrependimento.

“Sou Um Assassino” conta com uma primeira temporada de dez episódios.

“The Confession Tapes”

E se todas as confissões de alguns dos crimes mais mediáticos ou violentos tivessem sido coagidas, forçadas ou adulteradas? É esta a pergunta que o documentário “The Confession Tapes” lança ao espectador. Como? Mostrando seis casos de possíveis condenações falsas, onde os especialistas em lei criminal e psicologia mostram como um determinado caso, que até então era dado como certo, podia ter levado outro rumo se tivesse sido considerada a hipótese de estar assente em depoimentos adulterados.

A série documental estreou em 2017 e foi recebida muito bem pela crítica internacional.

“The Staircase”

“The Staircase” conta a história de Michael Peterson, um escritor norte-americano cuja vida sofre uma reviravolta quando encontra a mulher sem vida no fundo das escadas da casa que partilhavam. Apesar de ter ligado de imediato para os serviços de urgência, isso não impediu de ter sido acusado de ter morto a mulher num processo de investigação que demorou cerca de 16 anos.

Michael Peterson esteve preso até 2017, altura em que foi libertado por falta de provas. O documentário da Netflix vem dar a conhecer novos desenvolvimentos de um caso que, ainda hoje, está envolto em mistério e histórias mal contadas. Para isso, são reveladas informações inéditas da investigação, bem como alguns dos segredos do escritor norte-americano.

“The Keepers”

“The Keepers” é talvez o documentário que mais vezes foi comparado a “Making a Murderer” por se focar numa história repleta de detalhes obscuros e complexos e que, ainda hoje, não estão resolvidos. A investigação tem como base o desaparecimento, em 1969, da irmã Cathy Cesnik, freira e professora numa escola secundária em Baltimore.

A freira, de 26 anos, desapareceu sem deixar rasto durante uma noite e foi encontrada em novembro de 1970 já sem vida e com um crânio esmagado. A sua morte, sabe-se agora, poderá ter estado ligada a um caso de escândalo sexual que afetou a escola secundária e que implicava vários padres que, receosos que Cathy os denunciasse, terão organizado o seu assassinato.

“Génio do Mal”

O documentário “Génio do Mal” dá a conhecer a história estranhíssima em redor de Brian Wells que, em meados de 2003, entrou num banco armado com uma espingarda improvisada e uma bomba presa ao pescoço. Quando saiu do banco, com uma quantia milionária, a polícia cercou-o e Brian Wells admitiu que tinha sido chantageado e obrigado a assaltar o banco contra a sua vontade.

Três minutos depois da chegada da Brigada Anti Bomba, o explosivo foi acionado e Wells morreu instantaneamente e em direto, visto que eram vários os canais de televisão que se encontravam a acompanhar o assalto. Quem estaria por trás daquela conspiração? E por que tinha sido Brian Wells o escolhido? As respostas estão todas neste documentário, que mostra uma conspiração absoluta que envolve vários intervenientes.

“Wild Wild Country”

Foi o segundo documentário da plataforma de streaming a seguir ao sucesso de “Making a Murderer”. Falamos de “Wild Wild Country”, uma série documental que conta a história do líder espiritual Bhagwan Shree Rajneesh, mais conhecido por Osho, que se mudou da Índia para os Estados Unidos e criou uma cidade utópica no deserto de Oregon.

Não demorou muito até que os habitantes locais e os protegidos de Osho entrassem em conflito, dada as práticas do culto que consistia em vestir roupas vermelhas, em fazer meditações frenéticas à base de gritos e pulos, e de olhar para o sexo sem tabus ou preconceito. A polémica surgiu quando Sheela, braço direito de Osho, afirmou ser culpada de tentativa de homicídio e envenenamento de centenas de pessoas com salmonela.

“Making a Murderer”

A série acompanha Steven Avery, um cidadão norte-americano que vê a sua vida mudar quando, em 1985, é condenado a 32 anos de prisão pelos crimes de agressão sexual e tentativa de homicídio. Foi ilibado em 2002 devido a uma nova série de provas que comprovavam que não podia ter sido Steven o responsável pelos crimes, mas o dano estava feito e já ninguém conseguiria alguma vez recuperar os anos perdidos.

Em 2005 tudo volta a mudar, quando é acusado de matar uma fotógrafa local. Desde então que Steven está a cumprir uma pena de prisão perpétua apesar de, como mostra o documentário “Making a Murderer”, haver vários indícios de que não é culpado dos crimes de que é acusado. A história é complexa e cheia de detalhes muito mal contados.

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