Um novo estudo revela que as sestas constantes, especialmente durante a manhã, podem ser um sinal de alerta. Saiba tudo.
Para muitos, a sesta é o momento sagrado do dia. No entanto, o que parece ser um simples descanso, pode ser um alerta enviado pelo corpo. De acordo com a revista “People”, um estudo recente, indica que as sestas frequentes e matinais estão associadas a taxas de mortalidade mais altas em adultos.
O estudo publicado no JAMA Network Open, esta segunda-feira, 20 de abril, analisou dados de 1.338 adultos (com 56 anos ou mais) ao longo de 19 anos e as conclusões são preocupantes para quem exagera no sofá. Os dados deste estudo foram recolhidos através de wearables (dispositivos como smartwatches), o que permitiu uma monitorização precisa.
A investigação descobriu que não é apenas o facto de dormir durante o dia que conta, mas sim quando e quanto tempo o fazemos. Segundo os investigadores, os idosos que tiram sestas excessivas entre as 9h e as 19h apresentam taxas de mortalidade mais elevadas.
O detalhe que mais sobressaiu foi que a sesta matinal é apontada como a mais perigosa. Quem tem o hábito de dormitar durante a manhã parece enfrentar problemas de saúde subjacentes mais graves, como inflamação crónica, em comparação com aqueles que deixam o descanso para depois de almoço.
O estudo sugere que estas sestas frequentes não são propriamente a causa direta da morte, mas sim um sintoma de que algo não está bem. O “sono a mais” pode indicar sinais precoces como o Alzheimer, hipertensão arterial e redução da capacidade de dilatação dos vasos sanguíneos e o ritmo circadiano desalinhado, que é quando o nosso relógio biológico se desregula e o sistema nervoso simpático fica sobrecarregado.
