O escândalo que envolve Mette-Marit e Jeffrey Epstein deixou de ser apenas um problema da Casa Real e tornou-se um caso político. Saiba tudo.
A revelação de que a princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit, manteve contactos com Jeffrey Epstein está a provocar uma crise institucional no país, com repercussões que já ultrapassam a Casa Real e entram diretamente no campo político.
Depois de o caso ter sido amplamente divulgado pela imprensa internacional, o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, reagiu publicamente e acusou a futura rainha consorte de “falta de discernimento”. A posição do chefe do Governo é considerada rara e sem precedentes na relação entre o poder político e a família real, revelou o “Correio da Manhã“.
De acordo com Kjetil B. Alstadheim, comentador político, a reação do primeiro-ministro reflete o impacto do escândalo junto da opinião pública. “Acho que muitos cidadãos estão surpresos e decepcionados, e isso ilustra a gravidade da crise que a Casa Real enfrenta”, afirmou.
O analista sublinha ainda o carácter excecional das declarações de Jonas Gahr Støre. “Nunca vi um primeiro-ministro criticar um membro da família real dessa maneira. É inédito”, acrescentou. Para Kjetil B. Alstadheim, o episódio pode ainda comprometer o futuro apoio a Mette-Marit, admitindo que “é difícil saber se ela manterá o apoio do público daqui para frente”.
A princesa já tinha pedido desculpas em 2019 por ter mantido uma relação com Jeffrey Epstein. No entanto, essas explicações não esclareceram por completo a extensão dos contactos mantidos, um ponto que voltou agora a ser questionado.
Na imprensa norueguesa, as críticas intensificaram-se nos últimos dias. A revista “Se og Hør”, especializada em assuntos da realeza, manifestou surpresa pelo facto de esta informação ter sido mantida em sigilo, apesar de existir a convicção de que os documentos acabariam por se tornar públicos.
