Esta é a segunda vez em duas semanas que a apresentadora e a estação televisiva são alvo de queixas. Desta vez, a causa foi um comentário feito por Cristina Ferreira sobre a violação em grupo a uma jovem de 16 anos.

Cristina Ferreira e a TVI estão, novamente, no centro de uma polémica que acaba com queixas na Entidade Reguladora da Comunicação (ERC) – e tudo por comentários que, aos olhos de muitos, foram inapropriados e sem fundamento. Esta é a segunda vez em duas semanas que a apresentadora e a estação televisiva são alvo de queixas, depois de terem sido acusados por vários espectadores de compactuarem com a “violência psicológica” que estava a acontecer à concorrente Eva, do “Secret Story 10”.
Agora, a queixa segue por causa dos comentários que Cristina Ferreira fez sobre o caso da jovem de 16 anos violada por quatro rapazes influencers, algo que aconteceu em fevereiro de 2025. Ao que tudo indica, os quatro rapazes, que têm entre 18 e 21 anos, estão a ser julgados por violação agravada, quatro crimes de ofensa à integridade física e 27 crimes de pornografia de menores, sendo que o caso foi então novamente comentado no “2 às 10”. No entanto, não da melhor maneira.
“Mesmo que ela tenha dito para parar, quando são quatro que estão naquela adrenalina de estar a fazer sexo com uma rapariga, alguém entende que ela não quer mais?”, questionou Cristina Ferreira no programa. Este comentário fez explodir as redes sociais, com várias caras conhecidas a criticarem a apresentadora e a sua posição sobre a situação. Os influenciadores Kiko is Hot e Inês Rochinha foram dois de muitos, assim como a ativista Francisca De Magalhães Barros, Clara Não e Paula Cosme Pinto.
No Instagram, a ativista partilhou até a sua queixa feita à ERC, e deu o exemplo do que escrever caso mais alguém quisesse seguir o mesmo caminho. “Partilhem e deixem a vossa queixa”, escreveu, deixando depois os contactos da associação e explicando os pontos fulcrais da situação. “No decorrer do programa ‘2 às 10’, durante o segmento que abordava comentar sobre o caso da violação de uma menor por 4 adolescentes em Loures, verificou-se uma conduta de banalização de um crime de violação”.
“Especificamente: Usar termos altamente pejorativos para comentar o caso e não saber a diferença entre violação e uma relação sexual consentida. Considero que o conteúdo acima descrito viola os seguintes princípios: Princípio da Dignidade da Pessoa Humana (…), Lei da Televisão e dos Serviços Audiovisuais (Lei n.º 27/2007) (…) e Código Deontológico dos Jornalistas (….)”, disse também Francisca De Magalhães Barros, pedindo depois à ERC que proceda à análise da emissão e que aplique sanções.
“Submeto esta queixa para que se garanta uma comunicação social que respeite os direitos fundamentais e a ética pública”, rematou a ativista na sua publicação. Nos comentários, foram vários os internautas que apoiaram a queixa feita e que admitiram ter também feito uma, e a artista Sónia Tavares também deixou a sua posição. “Se a nossa justiça banaliza este tipo de crime ao aplicar penas ridículas deixando os criminosos praticamente impunes, como é que mentes mais ignorantes não o hão de fazer?”.
