Novo estudo do Conselho Nacional de Educação (CNE) sugere uma reforma que funde o primeiro e segundos ciclos, criando um ciclo de seis anos de forma a criar “equipas educativas estáveis”.
Ao longo de vários anos os alunos do primeiro ciclo tiveram um único professor que lecionava todas as disciplinas (Português, Matemática, Estudo do Meio). No entanto, depois de um estudo do CNE, o Ministério da Educação quer criar um bloco único do primeiro ao sexto ano já no próximo ano letivo 2027/2028.
No documento divulgado, os peritos envolvidos defendem a “necessidade de transitar de uma coadjuvação passiva para uma colaboração efetiva no planeamento e na sala de aula, permitindo uma gestão integrada do currículo, que dê sentido às aprendizagens e combata a dispersão”.
O objetivo desta alteração é acabar com o “choque” que as crianças sentem quando passam do quarto para o quinto ano. Isto porque é precisamente nesta altura que saltam de um ambiente protegido e mais familiar para um horário com 10 a 12 disciplinas, lecionadas por professores diferentes.
Esta medida, anunciada pelo Ministério da Educação em janeiro, defende que a alteração permitirá melhorar a aprendizagem e combater o insucesso escolar, e faz parte de um plano mais vasto de reorganização da rede escolar.
