Insólito. Família passa 12 horas a preparar funeral de idoso dado como morto em Leiria. Afinal, estava vivo

O idoso tem 81 anos e a família alega que lhe terá sido notificada a morte do mesmo. Hospital nega ter feito qualquer chamada a comunicar o óbito.

Uma família de Pombal, em Leiria, viveu um episódio insólito: passou 12 horas a organizar o funeral de um idoso de 81 anos, internado no Hospital de Santo André, depois de ter sido informada do falecimento do mesmo. No entanto, a família acabou por descobrir, apenas ao final do dia, que o idoso estava vivo.

De acordo com o “Correio da Manhã“, o primeiro contacto do hospital aconteceu na manhã de sexta-feira, 25 de outubro, altura em que foi transmitida a notícia do falecimento do idoso. A família procedeu então à notificação de uma funerária local, que se viu envolvida numa série de tentativas para confirmar o óbito junto do hospital.

Recorrendo a chamadas e e-mails, a funerária terá ficado sem respostas, pelo que os funcionários da mesma decidiram deslocar-se ao hospital, onde aguardaram pela libertação do corpo entre as 14 horas e as 18h30. Na altura, foi-lhes explicado pelos clínicos que o processo estava atrasado devido a uma greve, sendo sugerido que voltassem no dia seguinte.

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Apenas às 21 horas desse dia é que um médico contactou a família para informar que o idoso tinha sido transferido das Urgências e continuaria internado. Foi nesse momento que os familiares do doente ficaram surpreendidos ao saber que este, afinal, estava vivo, embora com um prognóstico reservado.

Face ao imprevisto, a funerária, que já tinha procedido à marcação das cerimónias fúnebres, acabou por cancelá-las. Já o hospital negou ter feito qualquer chamada a comunicar o óbito, garantindo que o único contacto nos registos ocorreu na quinta-feira, 24 de outubro, quando foi informado à família o estado de saúde do idoso, acrescenta o “Correio da Manhã”.

A par disto, a Unidade de Saúde Local de Leiria referiu ainda que, perante o sucedido, será implementada uma nova medida. Esta passará pela confirmação obrigatória dos documentos oficiais de óbito antes de qualquer agendamento de cerimónias fúnebres pelas agências funerárias da região.

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