Estado de emergência de Novembro terá muitas limitações para se evitar um “dezembro agravado”, alerta Marcelo

Marcelo Rebelo de Sousa revela que novembro “é um teste” para as medidas que serão aplicadas em dezembro — mês de Natal. Este sábado o Governo reúne-se em Conselho de Ministros extraordinário para decidir as novas medidas.

Após o Parlamento aprovar o projeto de decreto do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, este falou ao País a partir do Palácio de Belém sobre o novo e quarto estado de emergência em Portugal que vai entrar em vigor já na próxima segunda-feira, 9 de novembro, e prolonga-se durante 15 dias, até 23 de novembro.

De acordo com o Marcelo Rebelo de Sousa, este novo estado de emergência será “muito limitado, sem confinamentos compulsivos” e “largamente preventivo”, uma vez que o objetivo principal é prevenir o crescimento da pandemia. A prevenção tem ainda em vista usar o mês de novembro como “um teste” para “evitarmos todos um dezembro agravado” e “com medidas mais drásticas”, avança o Presidente da República.

Para já, entre as novas medidas de contenção da pandemia que dura há oito meses, Marcelo Rebelo de Sousa revela que pretende-se, por exemplo, alargar os rastreios e despistes, ação feita em colaboração com as “excelentes Forças Armadas”.

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No decreto que formulou, o Presidente da República sugeriu ainda que o Estado recorra aos sistemas privados e sociais de saúde se for caso disso, mas “sempre com justa compensação”. “O objetivo visado é garantir a todos, [doentes] COVID e não COVID, os legítimos direitos à vida e à saúde”, acrescentou no comunicado.

Entre as medidas apresentadas e aprovadas no projeto de decreto encontra-se ainda a restrição da liberdade de deslocação, “designadamente nos municípios com nível mais elevado de risco”, e “durante determinados períodos do dia ou determinados dias da semana” e a imposição de controlos de temperatura corporal e testes de diagnóstico do novo coronavírus para acesso a determinados espaços.

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O estado de emergência teve aprovação esta sexta-feira, 6, da Assembleia da República com votos a favor do PS, PSD e CDS-PP, abstenções de BE, PAN e Chega e votos contra de PCP, PEV e Iniciativa Liberal, e este sábado, 7, vão ser decididas as medidas numa reunião do Governo em Conselho de Ministros extraordinário.

O estado de emergência entra em vigor na próxima semana e será alvo de reavaliação no final de novembro, “na sua existência, no seu âmbito e no seu conteúdo”, revela Marcelo, que deixa ainda um alerta sobre o facto de o desafio não se limitar ao mês de novembro, “nem em dezembro, nem muito provavelmente nos primeiros meses de 2021”.

A primeira vez que o estado de emergência foi aplicado em Portugal, foi a 19 de março e vigorou até 2 de maio, com duas renovações consecutivas, por um total de 45 dias.

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