A exposição “Antes dos Gigantes” é a nova atração do Dino Parque Lourinhã, que recria um ecossistema com cerca de 150 milhões de anos, reunindo espécies descobertas em Portugal.
Esqueça a ideia de que todos os dinossauros eram do tamanho de prédios. Muito antes de o T-rex dominar o planeta e o imaginário de Hollywood, os seus antepassados eram criaturas ágeis, discretas e de menor dimensão e várias delas viviam no território que hoje conhecemos como Portugal. Esta é a premissa do “Antes dos Gigantes”, a grande novidade do Dino Parque Lourinhã para 2026.
O maior museu ao ar-livre da Europa inaugurou este mês uma nova área de exposição, integrada no percurso do parque, trazendo 20 novos modelos de animais pré-históricos à escala real. O cenário, desenvolvido em torno de uma cascata realista, recria um ecossistema do Jurássico Superior com cerca de 150 milhões de anos.
A nova exposição funciona quase como uma fotografia de um momento congelado no tempo. A nível científico, a grande aposta do parque foi cruzar as descobertas fósseis feitas na Lourinhã com o património paleontológico da antiga mina de carvão da Guimarota, em Leiria. O local atualmente encontra-se inacessível, mas esconde alguns dos achados mais importantes do País.
Um dos grandes destaques da exposição é o Aviatyrannis jurassica. Este animal encontrado na região de Leiria é considerado por vários paleontólogos como um dos parentes mais antigos da linhagem do Tyrannosaurus rex.
A grande diferença é que tinha pouco mais de um metro de comprimento e provavelmente precisava de caçar em grupo para conseguir sobreviver. “Nem todos os dinossauros eram enormes, e mesmo gigantes como o T-Rex tiveram antepassados pequenos e que, muito provavelmente, viveram em Portugal”, explicou Simão Mateus, Diretor Científico do Dino Parque Lourinhã.
