Ashley Graham, modelo e ativista corporal, considera que os medicamentos à base de GLP-1 para a perda de peso são uma “bofetada na cara”. Veja o que disse.
Os novos medicamentos para emagrecer, muito usados por todo o mundo e também em Hollywood, estão a dividir opiniões. Se por um lado há quem veja os medicamentos à base de GLP-1 como uma solução milagrosa, por outro há quem critique o método. É o caso de Ashley Graham, que os considera uma “bofetada na cara”.
Conhecida por promover a inclusão na indústria da moda e defender a aceitação do corpo de cada um e do amor próprio, a modelo plus size norte-americana falou abertamente sobre a tendência em expansão, a qual tem motivado várias celebridades a partilhar as suas experiências com medicamentos para a perda de peso.
Os medicamentos à base de GLP-1 já ajudaram milhões de americanos a perder peso. Segundo a Academia Nacional de Medicina, o medicamento imita uma hormona natural que ajuda a regular o apetite e os níveis de açúcar no sangue. Geralmente são prescritos para ajudar a controlar os níveis de açúcar no sangue em pessoas com diabetes tipo 2 e para ajudar na perda de peso, reduzindo o apetite e aumentando a sensação de saciedade.
A modelo e influenciadora digital, de 38 anos considera que “é realmente desanimador” a magreza ser algo crucial no mundo do entretenimento e da moda. “Houve um movimento que se estava a ir ao encontro da aceitação do corpo, à positividade, a todos serem quem querem ser. E agora está a ir pelo lado oposto, o que parece ser uma chapada na cara das mulheres que sentiram que tinham uma voz”, afirmou à “Marie Claire”, citada pela “People”.
No que toca ao mundo da moda, a modelo e mãe de três filhos espera que se trate apenas de uma tendência que desapareça. “A moda acompanha os tempos — e os GLP-1 são uma tendência. Sei que há, e continuará a haver, mulheres que serão consideradas de plus-size para sempre”, disse. “Este medicamento não vai fazer desaparecer toda uma categoria de mulheres”, acrescentou.
Ainda assim, Ashley Graham não considera que o aumento da utilização do GLP-1 seja uma reviravolta total no que toca à positividade corporal, salientando que, ao longo da sua carreira, viu muitos avanços para as mulheres pluz-size na indústria.
A modelo, que acaba de lançar uma coleção da JCPenney destinada a clientes plus-size, diz que não vai parar de ter o seu papel de ativista. “Por que razão iria parar agora e por que razão ficaria zangada com o trabalho que fiz? Baixo a cabeça e concentro-me nas mulheres com quem construímos a comunidade”, afiança.
A ativista diz que é muito importante “continuar a defender que as mulheres de todas as formas, tamanhos e origens tenham roupa que lhes assente bem para que as pessoas que não têm confiança em si mesmas passem a ter”, acrescentando que a sua comunidade não se resume a “apenas a mulheres com curvas”.
