O “melhor festival do Mundo” regressa a Cascais. Tudo o que precisa de saber sobre o Chefs on Fire deste ano

O Chefs on Fire Cascais regressa ao Parque Marechal Carmona, prometendo uma edição mais ambiciosa e com novidades que querem consolidar o estatuto de um dos festivais gastronómicos mais relevantes do Mundo.

Chefs on Fire

Ainda nem entrámos no verão, mas não há foodie ou apreciador de boa comida que se preze que não esteja já a fazer as contas para saber quanto tempo falta para setembro. Afinal, é a 19 e 20 desse mês que regressa o Chefs on Fire Cascais, a edição mãe daquele que já é, pelo menos para o seu fundador (e para os milhares de pessoas que fazem do conceito um sucesso ano após ano), o melhor festival do mundo.

“Não tenho de vergonha de dizer que acho que o Chefs on Fire era o melhor festival do País até o ano passado. Neste momento, o Chefs on Fire, em qualquer métrica real, está entre os melhores festivais do mundo, se não for o melhor festival do mundo neste momento”, afirmou Gonçalo Castel-Branco, fundador do festival, esta segunda-feira, 27 de abril, no Chefs Lunch, evento que dá o mote para a oitava edição.

“Ouvimos isso de chefs que estão aqui que já foram cozinhar a outros festivais incríveis que existem, ouvimos de jornalistas que fazem reportagens no mundo inteiro. Portanto é uma ótima altura para não parar e continuar a apostar, continuar a garantir que o evento cresça internacionalmente.”

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E foi justamente por colocarem o pé no acelerador que 2026 vai ser o ano de consolidar a revolução que foi a edição do ano passado. O Chefs on Fire saiu do espaço da Fiartil e mudou-se para o Parque Marechal Carmona, em Cascais, e pôs a fasquia lá no alto. O local tornou-se quase um parque de diversões para quem gosta de comer, dividido em cinco áreas distintas, com atividades, música e um ambiente incomparável.

“A verdade é que temos crescido um bocadinho todos os anos e a nossa intenção nunca foi isto, nunca pensámos numa coisa deste tamanho. Mas o ano passado não foi um bocadinho, foi um processo que demorou anos a preparar. De como é que se transforma uma coisa que é íntima num sítio muito especial, muito bonito, noutra coisa maior, sem perder o DNA do que era aquilo. Sem tornar o evento num festival de comida, porque o Chefs On Fire é muito mais do que isso”, explicou Gonçalo Castel-Branco.

A edição de 2025 levou o evento “para outro patamar de promoção nacional e internacional”, sendo o maior palco de talento gastronómico português no mundo, e os números não enganam. 15 mil pessoas visitaram o Chefs on Fire Cascais num recinto quatro vezes maior que o anterior, onde foi possível provar comida de 60 chefs e bites (pratos de restaurantes), com três palcos internacionais, tudo espalhado por cinco zonas de evento — Palácio, Praia, Prado, Bosque e Quinta. Não faltaram talks, workshops e até uma praia onde, sim, podia mesmo tomar banho, bem como uma zona kids de meter inveja a qualquer outro festival.

O que pode esperar da edição deste ano?

O espaço mantém-se o mesmo e todos os caminhos vão dar ao Marechal Carmona a 19 e 20 de setembro. No entanto, e apesar da máxima “em equipa que ganha, não se mexe”, o Chefs on Fire vai ter novidades.

Mas vamos ao que permanece igual. O recinto vai continuar a dividir-se nas mesmas cinco zonas (Palácio, Prado, Bosque, Praia e Quinta), e os mergulhos na Praia são incentivados.

“O ano passado, infelizmente, não tivemos tempo de praia e a maioria das pessoas não percebeu algumas coisas. Por exemplo, nós tínhamos uma zona onde as pessoas podiam mudar de roupa, pôr calções ou fato de banho, dar um mergulho na praia e depois podiam tomar um duche e voltar para dentro do recinto outra vez. Este ano, se estiver tempo de praia, por favor, vão dar um mergulho a meio do dia”, disse Gonçalo Castel-Branco.

Gonçalo Castel-Branco
Gonçalo Castel-Branco, fundador do Chefs on Firecréditos: Rita Ansone

O dia Corporate, dedicado às empresas e implementado no ano passado, regressa com um novo formato orientado para clientes B2B (Business to Business, empresas que vendem produtos ou serviços para outras empresas, e não para o consumidor final), e vai aumentar de tamanho para o dobro (acontece fora dos dias do evento principal). De regresso está também o novo modelo de Fine Dining, uma proposta premium num local icónico de Cascais que vai contar com sete chefs.

“É um sítio mágico, os clientes chegam de barco estão a comer ao pôr do sol e a ver o farol. Esta proposta permite-nos dar uma oportunidade a chefs mais focados em Fine Dining”, refere Gonçalo Castel-Branco. Também estes jantes acontecem noutras datas que não a do evento principal, e em 2026, vão durar uma semana.

No que diz respeito às atividades, pode continuar a contar com as Fire Talks, conversas sobre a indústria da gastronomia, com a Escola de Fogo, onde os clientes podem aprender com os chefs a cozinhar no fogo, com a zona de Arts & Crafts, que vai crescer em tamanho, e com a Escola de Fotografia, onde pode aprender a fotografar comida.

Estas atividades são limitadas e carecem de inscrição prévia na plataforma digital onde tem o seu bilhete, e não têm custo acrescido. Conselho de amigo: trate da sua inscrição assim que estas estiverem disponíveis, porque as vagas esgotam rapidamente, principalmente para a Escola de Fogo.

Pode também contar com mais pontos de comida, mais bares de bebidas e mais palcos internacionais (que serão cinco nesta edição), bem como com mais pontos de música, que chegam com novidades.

“Vamos ter pontos de música mais pequenos, concertos escondidos em sítios onde não vamos comunicar, vamos ter uma banda itinerante ao longo do festival. Portanto, vamos ter várias coisas para que a música vá até às pessoas e a pessoa não tenha que se levantar da relva para poder curtir um bocadinho”, refere o fundador do Chefs on Fire.

E vai poder provar comida de que chefs? Espreite a lista

Não há como escapar que o Chefs on Fire têm-se tornado um festival cada vez maior, com muito para fazer durante o dia. No entanto, é igualmente inegável que o talento e a comida dos chefs convidados do evento são o grande chamariz.

Nos dois dias de festival — que este ano contam com 30% de mulheres entre os chefs conviados —, vai poder provar o talento de grandes nomes da gastronomia portuguesa, bem como conhecer as propostas de dois chefs Rising Star.

No sábado, 19 de setembro, a lista de chefs é composta por Zé Paulo Rocha, Elísio Bernardes, João Rodrigues, Pedro Pena Bastos, Gil Fernandes, Tiago Bonito, José Lopes, Lizandra (Rising Star), Filipe Ramalho, Vasco Coelho Santos e Inês Azevedo, Rui Santos, Ana Leão, João Saloio, Miguel Laffan, Verónica Dias e Laura Figueiredo.

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No domingo, 20, é a vez de Paulo Alves, Ricardo Costa, Tiago Penão, Fagner Buzinhani, Louise Bourrat, Matias Natuche, Angelica Salvador, Nelson Soares, João Magalhães, Afonso Dantas, Michele Marques, Vítor Matos, Petter Nystorm (Rising Star), Filipe Manhita e Natalie Inês.

Em breve, serão anunciados os pratos, chefs dos palcos internacionais e bites presentes no festival, bem como outras novidades.

Os bilhetes já estão à venda em diversas modalidades. O passe total para os dois dias do evento custa 200€ por pessoa e inclui 15 pratos e 10 bebidas. Quanto aos bilhetes diários, pode escolher entre o All In, que custa 100€ por pessoa e inclui 7 pratos e 4 bebidas; o Fire/Combo que custa 85€ e inclui 5 pratos e 2 bebidas; e ainda o Fomo, que custa 50€ e garante o acesso ao recinto e concertos, tal como em todas a outras modalidades, mas sem pratos e bebidas, sendo estes adquiridos no local.

Os bilhetes kids são destinados a crianças entre os 6 e os 12 anos, custam 20€ e incluem o acesso ao recinto e à Zona Kids com atividades para crianças, mini-doses e bebidas (até aos 6 anos não pagam, mas não têm acesso às doses e bebidas do espaço crianças).

As portas do recinto abrem às 12 horas e fecham à meia-noite. O Chefs on Fire Cascais acontece a 19 e 20 de setembro, no Parque Marechal Carmona, em Cascais.

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