É chocolate, mas parece alta-costura. O novo (e super luxuoso) ovo da Páscoa da Dior está inacreditável

Parece uma obra de arte, mas comestível. Foi criado pelo chef multiestrelado Yannick Alléno e combina chocolate preto e branco com detalhes icónicos da maison.

Há objetos que nascem para existir entre categorias e há uma insígnia que tem o exemplo perfeito disso. Não é só moda, nem só gastronomia, mas acaba por cair num território quase híbrido, diríamos. Falamos do novo ovo de Páscoa da Dior, que se assume como uma peça que se observa antes de se provar, e que se deseja quase como se fosse um acessório das coleções mais luxuosas da maison.

Para a edição de 2026, a etiqueta francesa voltou a cruzar universos e convidou o chef super estrelado Yannick Alléno a reinterpretar um dos símbolos mais clássicos da época, lê-se em comunicado. Desta união de forças, nasceu uma escultura de chocolate de proporções inesperadas, onde o rigor da alta-pastelaria promete fundir-se com o vocabulário visual da alta-costura.

Inspirado num dos emblemas mais reconhecíveis de Christian Dior, o medalhão adornado com um laço surge meticulosamente reproduzido na superfície do ovo, como se tivesse sido moldado em tecido e não em chocolate preto e branco. O contraste de tons e texturas acrescenta profundidade à peça, enquanto a silhueta escultural reforça essa ideia de objeto couture.

Os famosos lip oils da Dior transformaram-se em fragrâncias leves (e têm frascos deslumbrantes)
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No interior, o ovo revela uma série de pequenas criações que reinterpretam códigos icónicos da casa, como o padrão cannage, os botões de inspiração couture e as iniciais “CD”, que se transformam em chocolates delicados, quase demasiado bonitos para serem devorados. A experiência sensorial constrói-se em camadas, com avelãs torradas, amêndoas, praliné de arroz tufado e sobacha.

Apresentado no 30 Montaigne, a morada histórica da Dior em Paris, onde Christian Dior instalou a sua primeira casa de alta-costura em 1946, mais precisamente no seu jardim, este ovo ultrapassa a ideia de doce sazonal e aproxima-se de uma instalação efémera. Não é somente algo que se compra, mas algo que se descobre, quase como uma extensão do universo Dior para lá do guarda-roupa.

Importa dizer que não se trata de um ovo disponível para compra massificada ou para encomendar online. Esta criação da Dior foi pensada como uma experiência exclusiva, acessível apenas no 30 Montaigne, em Paris, onde pode ser descoberta e degustada por tempo limitado, como se lê no “Sortir a Paris“.

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