Crispin Glover está a ser processado por alegadamente ter mantido uma mulher em cativeiro, forçando-a a trabalhar e a ter relações sexuais com ele.
Crispin Glover, conhecido por interpretar George McFly na saga “Regresso ao Futuro”, foi acusado de agressão, fraude e outros crimes graves numa ação judicial apresentada por uma mulher em Los Angeles.
Segundo o processo, a mulher alega ter sido “essencialmente mantida em cativeiro e usada para sexo e trabalho gratuito” pelo ator de 61 anos. Afirma que Crispin Glover a “atraiu e manipulou para abandonar a sua casa e pertences no Reino Unido” com a promessa de emprego como assistente e um lugar para morar em Los Angeles, revelou a “Sky News“.
“Mas quando a Sr.ª Doe [de Jane Doe, nome atribuídos nos EUA para manter o anonimato] caiu na armadilha, mudou-se para Los Angeles e viu-se numa situação perturbadora, em que o Sr. Glover queria controlar as suas ações, rastrear os seus movimentos e basicamente tê-la como namorada residente/escrava sexual“, lê-se nos documentos do processo.
A mulher afirma ainda que, ao recusar ceder às “exigências cada vez mais bizarras e inapropriadas” do ator, foi despejada ilegalmente e alvo de uma denúncia falsa à polícia, que a apresentava como intrusa ilegal na residência de Crispin Glover. Segundo o processo, o ator terá ainda apresentado uma petição fraudulenta para uma ordem de restrição, rapidamente rejeitada.
O processo relata ainda episódios em que a alegada vítima, muçulmana praticante, tentou ir à mesquita contra a vontade do ator mas foi impedida, sendo alvo de um alegado ataque físico do ator. “Atacou-a, agarrando-lhe o pescoço e estrangulando-a, deixando uma ferida e cicatriz visível no pescoço”.
Na sequência do incidente, Crispin Glover terá chamado as autoridades e solicitado uma ordem de restrição, que a mulher considera “fraudulenta”. Alega ainda que o ator continuou a assediá-la, tentando pressioná-la para manter um relacionamento sexual.
A defesa de Crispin Glover apresentou uma versão distinta dos acontecimentos. Num comunicado, os representantes do ator afirmam que, a 2 de março de 2024, Crispin Glover foi “vítima de uma agressão não provocada” na sua residência em Los Angeles. Segundo a defesa, a polícia investigou o caso e acabou por deter a mulher.
Os advogados garantem que estes factos constam nos registros policiais e na medida protetiva então requerida pelo ator, sublinhando que este irá contestar as acusações “de forma vigorosa” e confia que o processo “demonstrará que estas alegações são infundadas”.
O processo judicial inclui acusações de agressão, fraude, infligir intencionalmente sofrimento emocional, despejo ilegal e violação da Lei de Direitos Civis Tom Bane, alegando que o ator terá utilizado intimidação e ameaças para restringir a liberdade da mulher.
O caso continua a ser analisado em tribunal e está sob investigação pelas autoridades competentes.
