No Coachella, Sabrina Carpenter levou quatro looks assinados pela Dior que transformaram o palco numa verdadeira passerelle. Saiba tudo.

Subir a um palco e cantar qualquer artista consegue fazer, mas poucos são aqueles que constroem um universo inteiro, com argumento, figurinos e uma direção criativa à altura. No primeiro fim de semana do Coachella, foi exatamente isso que Sabrina Carpenter fez, tendo transformado o deserto da Califórnia na Sabrinawood, um cenário repleto de glamour hollywoodesco e o humor afiado da jovem popstar.
Como seria de esperar, o guarda-roupa esteve à altura do espetáculo. Para esta narrativa cinematográfica, que começou com um filme a preto e branco de seis minutos, com Sam Elliott, e incluiu participações de Susan Sarandon, Will Ferrell e a voz de Samuel L. Jackson, Sabrina Carpenter contou com o savoir-faire do atelier da Dior, com quatro figurinos que nos deixaram com vontade de dizer “please, please, please, temos de falar mais sobre isto”.
O primeiro momento foi de contenção, digamos. A artista usou um vestido bordô bordado com lantejoulas, cintado devido à presença de um cinto de cetim, que vinha escondido debaixo uma gabardine no mesmo tom, rematada com uma gola em pele. Era um look que evocava film noir, perfeitamente alinhado com a entrada em palco dentro de um carro vintage, como se estivesse prestes a protagonizar o seu próprio filme.
Veja os looks
Seguiu-se um segundo look mais luminoso, que foi quase um “Espresso” de energia. Falamos de um mini vestido dourado, também bordado com lantejoulas, combinado com mangas em chiffon cravejadas de strass, com um brilho performativo, que já é a assinatura da cantora. Percebemos o fascínio por tudo o que cintile, já que, em palco, as luzes ajudam a amplificar a presença de peças que reluzam.
No entanto, foi no terceiro look que a estética Sabrinawood atingiu o seu pico. Sabrina Carpenter usou um conjunto branco composto por um sutiã em cetim de seda com franjas bordadas, cuecas a condizer e uma saia que misturava diferentes camadas de franjas, tudo acompanhado por luvas em cetim. É burlesco e old Hollywood? Sim. Se é tudo aquilo que gostamos de ver numa pop star contemporânea? Também.
Por fim, o quarto e último visual trouxe um contraste mais sombrio, graças a um body em tule com renda, decote em cetim atado ao peito e franjas bordadas, coberto por uma capa longa em renda com aplicações de strass. Um final dramático (digno de último ato, diga-se), que acompanhou a intensidade crescente do espetáculo e reforçou a dimensão teatral de toda a performance.
Depois de um ano em digressão com “Short n’ Sweet” e de uma passagem pelos Grammys, onde criou a sua própria companhia aérea, a SC Airlines, este Coachella, ao qual vai voltar no próximo fim de semana, marcou um novo patamar na vida da cantora (que sempre disse que só voltava ao festival quando fosse para ser cabeça de cartaz). E os looks não podiam ter acompanhado melhor esta nova era desta jovem estrela, que lhe mostramos em detalhe na fotogaleria.












