As Adidas Superstar acabaram de ganhar uma nova voz e chama-se Bia Caboz

Há ícones que dispensam apresentações. As adidas Superstar são um deles. E, ainda assim, conseguem sempre voltar a surpreender- desta vez, com uma nova protagonista portuguesa: Bia Caboz.

Se ainda não a conhece, é só uma questão de tempo. Natural da Madeira, Bia Caboz tem vindo a destacar-se com um percurso que cruza o fado, ao qual mantém uma ligação profunda, com sonoridades contemporâneas e uma abordagem artística difícil de ignorar.

Há uma identidade clara no que faz, uma tensão constante entre o clássico e o atual, entre contenção e ousadia. Não se limita à música: constrói um universo visual, trabalha a narrativa e pensa cada detalhe como parte de um todo. É isso que a diferencia. E é isso que a coloca num caminho próprio.

Essa mesma lógica encontra eco nas Superstar.

Longe de serem apenas umas sapatilhas “clássicas”, o modelo tornou-se um dos maiores símbolos de cultura urbana.Nasceram no basquetebol, ganharam dimensão no hip-hop e acabaram por atravessar décadas sem nunca perder a relevância. Não vivem de nostalgia, mas sim da capacidade de serem reinterpretadas por quem as usa.

Na mais recente campanha da Adidas, essa ideia ganhou escala global, com nomes como Samuel L. Jackson, Kendall Jenner, JENNIE, Lamine Yamal e James Harden. Diferentes gerações, diferentes áreas, o mesmo ponto de ligação: um modelo que continua (e continuará) a fazer parte da contemporaneidade.

Mas é em Portugal que essa ligação ganha um significado ainda mais especial.

E é esta coerência que torna tudo mais interessante.

Porque quando uma artista não se limita a usar um produto, mas a integrá-lo na sua própria narrativa, o resultado deixa de ser visual e passa a ser sentido.

Veja abaixo o videoclip de “Contramão”.

“É muito especial para mim poder associar-me à Adidas. É uma marca que, tal como eu, tem uma relação muito forte com a tradição, mas que nunca teve medo de a reinventar. Essa ousadia de pegar em algo com história e transportá-lo para novos contextos é algo que me identifica muito e que também está no centro do meu trabalho artístico”, afirma Bia Caboz.

E talvez seja mesmo isso que está a acontecer aqui: duas formas de olhar para o tempo – uma marca que construiu o seu legado, e uma artista que está a construir o seu caminho – a encontrarem-se no mesmo ponto.

Não para confirmar o que já existe, mas para mostrar o que vem a seguir.

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