Tudo começa com o desaparecimento inexplicável de uma investigadora da universidade, e a única pista deixada para trás é uma mensagem encriptada que sugere a existência de um laboratório secreto.
Sempre quis saber mais sobre o nosso cérebro mas nunca encontrou uma maneira divertida? Não se preocupe, a MAGG pode ter a solução. Para celebrar a Semana Internacional do Cérebro, que aconteceu até sexta-feira, 20 de março, a Faculdade de Ciências da Saúde e de Enfermagem da Universidade Católica Portuguesa quis transformar a ciência em diversão, e abriu recentemente uma atividade que promete dar que falar: a The Brain Unlocked, uma escape room inspirada no universo das neurociências.
E promete não ser um daqueles escape rooms secantes: tudo começa com o desaparecimento de uma cientista, e todos os participantes são desafiados a entrar assim numa investigação científica fora do comum. “No ano passado abrimos uma licenciatura em sistemas e neurociência cognitiva, que é muito mais abrangente, e pensámos que uma forma engraçada de promover as neurociências no geral, mas sobretudo esta área e este curso novo”, começou por dizer a professora Filipa Ribeiro à MAGG.
Aqui, tudo começa com o desaparecimento inexplicável de uma investigadora da universidade, e a única pista deixada para trás é uma mensagem encriptada que sugere a existência de um laboratório secreto. “Nós pensámos em desafios que tivessem um componente motor ou psicomotor, desafios no sentido de observação, que é uma coisa que o nosso cérebro faz automaticamente, e desafios que de capacidade de tomar decisões. Ou seja, perante a informação que está no meio, ser capaz de perceber, ser capaz de tomar uma decisão.”
Ou seja, a missão dos participantes é seguir as pistas e descobrir o paradeiro da cientista, enfrentado desafios que exploram diferentes áreas das neurociências: o equilíbrio, a descodificação de códigos e a resolução de enigmas. O objetivo aqui também é trabalhar em equipa e testar raciocínios, até porque, como explicou a professora, também os cientistas usam muito a sua intuição. “Quando aprendemos ciência, temos a tendência para deitar fora a intuição e achar que é tudo muito racional, mas a vida do cientista é muito baseada em intuição”, disse.
“Queremos que os participantes sintam na parte motora, digamos, o nível de precisão a que o nosso sistema psicomotor chega. É uma tarefa que inicialmente parece impossível, mas depois as pessoas conseguem resolver, e este é um dos aspectos. Depois, o outro aspecto mais cognitivo tem que ver com, por um lado, o papel que tem a lógica, na forma como o nosso cérebro pensa, e, por outro, que parece completamente diferente, mas é complementar, que é o papel da intuição”, continuou Filipa Ribeiro, explicando assim os objetivos do escape room.
Desta forma, esta nova experiência promete combinar entretenimento e divulgação científica, aproximando o público de uma investigação sobre o cérebro mais simplificada e, ao mesmo tempo, informativa. A escape room, que conta com apenas uma resposta certa e está ativa às terças e quintas-feiras (mediante marcação), inclui duas salas e está aberta a todo o público na Faculdade de Ciências da Saúde e de Enfermagem, sendo que foi pensada para pessoas com mais de 15 anos. A experiência tem ainda uma duração de uma hora, e fica a 8€ por pessoa num grupo de três.
