Rumámos até ao país vizinho para experimentar a nova ventoinha portátil da marca e pusemo-la à prova num dia de muito calor. Será que passou no teste? Contamos-lhe tudo.
Andar com uma ventoinha portátil num dia de calor intenso em Menorca parece, à partida, uma daquelas ideias que só funcionam na teoria. Se for como todas as outras que experimentámos até à data, há a probalidade de: 1) não ser suficientemente potente; 2) incomodar pelo facto de a termos de carregar; 3) ter um barulho ensurdecedor. Contudo, ao experimentarmos a nova HushJet Mini Cool Fan, da Dyson, sentimos exatamente o contrário.
Este é o primeiro ventilador portátil da marca, conhecida sobretudo pelos seus gadgets de styling capilar, e acompanhou-nos durante um dia inteiro entre almoços ao ar livre – e debaixo de sol, atenção – e deslocações várias pela ilha espanhola, onde estivemos a convite da marca precisamente para testar as novidades. E não há forma mais honesta de pôr um produto destes à prova, com calor constante, pouca sombra e zero paciência para desconforto. Confirmamos, desde já, que tornou o calor significativamente mais fácil de gerir.
A leveza é um dos primeiros detalhes a fazer diferença no uso. A marca diz que pesa apenas 212 gramas e, mesmo sem termos uma balança à frente, podemos afirmar que o dispostivo não se impõe em momento nenhum, seja ao pescoço ou dentro da mala. Não há aquele momento em que começa a pesar, nem a sensação de que se está a transportar um objeto que rapidamente devia ser pousado. Simplesmente desaparece da perceção e isso, especialmente num dia quente, vale ouro.
Ainda assim, há um detalhe que pode baralhar à primeira utilização, sobretudo se não se explorar o produto com calma (sim, confessamos que fomos com muita sede ao pote). Ao ser colocada ao pescoço, através do suporte incluído, a sensação inicial pode ser de alguma deceção, devido ao facto de parecer que o ar não está a apontar diretamente para o rosto, como se faltasse qualquer coisa no design que a marca não teve em consideração.
Ou seja, achávamos, inicialmente, termos tido um daqueles momentos raros em que pensámos em algo que os engenheiros da marca não pensaram e que poderiam retificar numa edição futura do gadget. Que erro, meus amigos. Não é que o equipamento conta com uma cabeça totalmente ajustável, que roda e permite reposicionar o ar de forma precisa, adaptando-se ao corpo? Pois, efetivamente o manual de instruções serve para descobrirmos estas coisas.

É também neste ponto que começa a fazer sentido a lógica de acessório, já que se adapta a diferentes formas de utilização ao longo do dia. Ao pescoço, é a solução perfeita para sobreviver ao calor em movimento, mas o modo estático também não é de descurar. Isto porque traz um suporte de carregamento que, a nosso ver, também serve como uma base para, por exemplo, colocar em cima de uma mesa. Foi isso que fizemos no decorrer de um almoço ao sol e sentimos que tínhamos um pequeno sistema de ar pessoal à nossa frente.
Em termos de performance, o nível de potência não fica atrás da promessa. A marca promete que o fluxo de ar pode atingir até 25 m/s, suportado por um motor brushless que chega às 65.000 RPM. Trocando por miúdos, há força e sente-se. Existem cinco velocidades e um modo Boost, sendo este último o mais intenso e o que mais impressiona num primeiro impacto. Não é subtil, pois sente-se de forma evidente, mas também não entra no território do ruído desalmado.
Aliás, o equilíbrio acústico, digamos, foi outro dos pontos que nos surpreenderam. Em velocidades mais baixas, o som é suficientemente discreto para ficar disfarçado no ambiente, enquanto nos níveis mais altos já ganham uma presença mais audível, sim, mas muito menos aguda do que se poderia antecipar num dispositivo do género. E isso permite com que o possamos usar sem grandes constrangimentos, especialmente se já estivermos num local em que haja barulho.
A bateria acompanha bem esta lógica de utilização flexível. Sem qualquer carregamento adicional após a retirarmos da caixa, foi possível usá-la ao longo de várias horas em diferentes intensidades, sempre em regime intermitente. A marca indica até seis horas de autonomia, depois de um carregamento completo – que demora cerca de três horas via USB-C –, o que encaixa bem na ideia de um objeto feito para sair de casa e acompanhar o dia sem grande planeamento.
Caso queira render-se aos encantos deste gadget, que promete salvar muitas vidas no calor abrasador que já se vai fazendo sentir, convém saber que a HushJet Mini Cool Fan não tem um preço escandaloso, uma vez que se fixa nos 99€. A par disso, está disponível em três acabamentos – Ink/Cobalto, Carnelian/Sky e Stone/Blush.
