“Gangue Rolex”. O que sabe sobre o grupo que assombra as zonas mais nobres de Lisboa (e pode ser o mesmo do ataque a Liliana Filipa e Daniel Gregório)

Assaltos violentos à mão armada em plena luz do dia e em zonas nobres da capital (e não só). Perceba como atua o “Gangue Rolex”.

Liliana Filipa e Daniel Alexandre Instagram

Nos últimos meses, as zonas centrais de Lisboa têm sido alvo de mais assaltos graves e violentos, planeados ao pormenor. O grupo organizado conhecido como “Gangue Rolex” faz-se, maioritariamente, passar por motoristas de entrega ao domicílio, circulando com as típicas mochilas térmicas para passarem despercebidos no trânsito de Lisboa.

Os crimes acontecem em plena luz do dia e com um nível elevado de violência. De acordo com o “Correio da Manhã”, uma das mais recentes vítimas deste gangue foi abordada na zona das Amoreiras e confrontada por um grupo armado com uma arma de fogo e uma faca.

O principal objetivo destes assaltos é roubar artigos de luxo, com especial foco em relógios de marcas como Rolex, Patek Philippe ou Audemars Piguet.

A área de atuação deste grupo organizado centra-se nas zonas de maior poder de compra da capital portuguesa, nomeadamente a Avenida da Liberdade, Avenida Fontes Pereira de Mello, Amoreiras, Avenida António Augusto Aguiar e Campolide. Na grande maioria dos casos, as vítimas são abordadas enquanto se dirigem para as suas viaturas ou quando já se preparam para arrancar com o carro.

O chef e empresário Olivier da Costa, conhecido pelos conceitos de sucesso como Seen, Yakuza, Guilty e XXL, foi uma das vítimas deste gangue. Há cerca de um ano, foi abordado por um grupo de assaltantes encapuzados que levaram o seu Audemars Piguet, no valor de 100 mil euros, e uns meses depois a sua esposa ficou sem um Patek Philippe, no valor de 80 mil euros. 

“Depois de eu ter sido assaltado, e a minha mulher também, passámos a andar de guarda-costas. Isto está impossível. Tenho alguns amigos que também foram assaltados […] O centro de Lisboa está a ficar perigoso”, disse ao “Nascer do Sol”.

A investigação a cabo da PSP e Polícia Judiciária vai mais longe. Suspeita-se que o grupo possa estar por detrás do assalto ao ex-casal Liliana Filipa e Daniel Gregório (ex-concorrentes da “Casa dos Segredos”) no verão do ano passado, bem como a assaltos a joalharias por todo o país, dado que o “modus operandi” é idêntico.

O agora ex-casal viveu um momento de terror na madrugada de 12 de agosto de 2025, em Vilamoura. Enquanto seguiam no seu Ferrari perto do local onde estavam hospedados no Algarve, foram abordados por dois homens encapuzados que seguiam numa mota. Os assaltantes ameaçaram o ex-casal com uma arma, tendo um deles uma mochila de estafeta de comida.

Carlos Moedas, presidente da autarquia lisboeta, não nega o aumento da criminalidade, salientando que é indispensável que entrem mais polícias para a PSP. “Perdemos mais de 1000 polícias nos últimos 15 anos e o Governo deve isso à capital. Precisamos, pelo menos, de 500 polícias de segurança pública”, disse ao “Nascer do Sol”.

Embora a PSP já tenha realizado a detenção de três suspeitos e esteja a vigiar outros suspeitos, o superintendente Jorge Resende, chefe da Área Operacional do COMETELIS, reforça que não há motivo para alarmes e deixa alguns avisos. “Não há razão para alarme, há razão para estarmos atentos. E adotarmos as medidas preventivas, como é óbvio. No caso dos roubos do gangue do Rolex, sabemos pelos testemunhos que foram prestados nas nossas esquadras, as pessoas foram perseguidas durante quilómetros. É preciso estar atento a esses pormenores”, salientou o superintendente Jorge Resende à mesma publicação.

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