Príncipe André abdica de todos os seus títulos reais. Foram conhecidos mais escândalos sexuais

O comunicado foi divulgado na sexta-feira, 17 de outubro, e, ao que parece, foi o próprio príncipe André que decidiu abdicar dos seus títulos reais, incluindo o mais importante, o de duque de Iorque. Entenda.

Depois de o escândalo que o livro de memórias póstumo de Virginia Giuffre, “Nobody’s Girl: A Memoir of Surviving Abuse and Fighting for Justice”, veio trazer à família real britânica por causa dos seus encontros sexuais com o príncipe André, filho da Rainha Isabel e irmão mais novo do Rei Carlos III, parece que o Palácio de Buckingham tomou uma decisão. A partir de agora, o príncipe deixará de usar o seu título e honras reais. Ao que tudo indica, as suas atitudes nos últimos tempos (nomeadamente a amizade com Jeffrey Epstein) têm desestabilizado a família, e isso é algo que não pode acontecer mais.

O comunicado foi divulgado na sexta-feira, 17 de outubro, e, ao que parece, foi o próprio príncipe André que decidiu abdicar dos seus títulos reais, incluindo o mais importante, o de duque de Iorque. “Em conversa com o Rei e com a minha família imediata e alargada, concluímos que as acusações contínuas contra mim distraem o trabalho de Sua Majestade e da Família Real. Decidi, como sempre fiz, colocar o meu dever para com a família e o país em primeiro lugar. Mantenho a decisão que tomei há cinco anos de me afastar da vida pública”, começou por dizer.

Livro de memórias de Virginia Giuffre detalha encontros sexuais (e orgias) com o príncipe André
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Com o acordo de Sua Majestade, sentimos que devo agora ir um passo mais longe. Assim, deixarei de usar o meu título e as honrarias que me foram atribuídas“, acrescentou, reforçando que, como já explicou várias vezes, nega “veementemente” todas as acusações que alguma vez fizeram contra si. Desta forma, e segundo a revista “People“, Sarah Ferguson, ex-mulher do príncipe, também deixará de usar o título de duquesa de Iorque, mas o antigo casal vai continuar a viver na propriedade do Castelo de Windsor e as filhas, Beatrice e Eugenie, também continuarão com os seus títulos.

Esta decisão vem depois de o “The Guardian” ter publicado alguns excertos do livro póstumo de Virginia Giuffre, onde a ativista descreve detalhadamente os seus encontros sexuais com o príncipe André. Aqui, a mulher, que morreu em abril deste ano aos 41 anos, avançou que o primeiro encontro entre os dois durou “menos de meia hora” e que, alegadamente, o duque de Iorque lhe lambeu as plantas dos pés. Já no terceiro ocorreu alegadamente durante uma “orgia” com Jeffrey Epstein, e outras raparigas também menores de idade.

Esta amizade entre o príncipe André e Jeffrey Epstein também não é conhecida apenas agora, uma vez que foi precisamente a descoberta desta relação em 2019 que fez com que o príncipe se afasta-se das suas funções reais. Aliás, as histórias acabam por se interligar ainda mais agora que um email de 2011 foi revelado, onde o príncipe terá dito a Jeffrey Epstein que agora estavam “juntos” naquilo, um dia após ser publicada a famosa fotografia em que André aparece com o braço à volta de Virginia Giuffre.

A mulher decidiu apresentar queixa por agressão sexual na altura, e em janeiro de 2022 a Rainha Isabel retirou os títulos militares e patrocínios oficiais do príncipe André depois de um juiz ter rejeitado a sua tentativa de arquivar o processo de agressão sexual movido por Virginia Giuffre. Os dois acabaram por resolver o assunto fora do tribunal, com a ativista e o duque de Iorque a chegarem a um acordo extrajudicial por um valor não revelado. No entanto, o príncipe acabou também por deixar de ser tratado como “Sua Alteza Real”. Agora, fica também sem os seus outros títulos.

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