A Embaixada do Japão em Portugal partilhou algumas dicas essenciais para enfrentar estas inundações que Portugal tem vindo a passar. Este sábado, 7 de fevereiro, a tempestade Marta ataca o País.
Portugal continua a enfrentar uma das piores catástrofes já sentidas. Depois de todos os estragos que a tempestade Kristin deixou pelo País, nomeadamente na zona de Leiria, a depressão Leonardo veio piorar a situação, trazendo tanta chuva que no passado mês de janeiro, segundo o IPMA, vários indicadores de mau tempo estavam acima da média. Com a chuva intensa a pressionar barragens, foram vários os concelhos que ficaram submersos, e a notícia de uma nova tempestade a aproximar-se não é vista com bons olhos – mas há quem queria ajudar.
Isto porque a Embaixada do Japão em Portugal deixou nas suas redes sociais algumas dicas para quem está a enfrentar esta situação, uma vez que, como escrevem na publicação, o país é conhecido por passar por vários desastres naturais. No Facebook, partilharam quatro dicas que podem servir para superar estas tempestades e cheias, e foram vários os internautas que agradeceram a ajuda. “Da experiência do Japão, um país de desastres naturais, queremos partilhar algumas dicas para se manter em segurança. Estamos convosco”, escreveram.
Ora, a primeira dica é usar ténis e não galochas, uma vez que “se a água entrar nas botas, estas tornam-se extremamente pesadas e dificultam a locomoção em caso de emergência”. Outra regra de ouro é evacuar antes que a água chegue ao joelho, pois “quando a água atinge essa altura, a pressão torna quase impossível para um adulto caminhar contra a corrente”. Posto isto, também deixam a dica de que, se o nível da água subir rapidamente e ainda estiver em casa, o melhor é subir para o andar mais alto.
A terceira dica é usar um “terceiro pé” para caminhar na água, como um cabo de vassoura ou um guarda-chuva para conseguir sondar o chão à sua frente. “Com as cheias, as tampas dos esgotos podem saltar e ficam invisíveis sob a água suja, criando armadilhas que podem ser mortais”, alertam. Por último, a Embaixada do Japão lembra que “apenas 30 cm de água em movimento podem arrastar a maioria dos automóveis”, pelo que se encontrar uma estrada inundada, o melhor é mesmo não arriscar e voltar para trás.
Como está Portugal e a próxima tempestade
Entre a meia-noite e as 8 horas desta sexta-feira, 6 de fevereiro, foram registadas mais 52 ocorrências, segundo a SIC Notícias, a juntarem-se às mais de seis mil feitas desde domingo, dia 1. A maioria destas ocorrências têm que ver com inundações e quedas de estruturas, sendo que as zonas mais preocupantes são mesmo as bacias do Sado, Tejo, Mondego e Guadiana. Alcácer do Sal, em Setúbal, é a zona que mais preocupa, uma vez que o concelho está praticamente debaixo de água, e é provável que a situação só regule daqui a vários dias.
No entanto, as notícias que chegam sobre os próximos dias não são as melhores. Ao que tudo indica, logo nas primeiras horas deste sábado, 7, a depressão Marta vai começar a fazer-se sentir, com uma “acumulação significativa de precipitação na região Sul”, de acordo com o IPMA. Precipitação essa que vai subindo, fazendo com que a Área Metropolitana de Lisboa se depare com uma situação que se vai “agravar”. A garantia é dada por Duarte Costa, especialista em alterações climáticas, que fala de uma “situação de prever e de acautelar o pior”.
A situação deve acalmar no dia da segunda volta das eleições presidenciais, que acontecem no domingo, 8, mas é aconselhável que se prepare a ida às mesas de voto logo pela manhã, uma vez que estão previstos aguaceiros para o final do dia. Na segunda-feira, 9, também se fala em “tréguas, mas na terça-feira tudo piora novamente. “Às seis da manhã temos tempestade de raios na zona de Leiria, mas também no distrito de Santarém. Vamos ter muita descarga de água em Coimbra e em Aveiro“, disse Duarte Costa à SIC Notícias. Desta forma, o Rio Mondego pode subir “muito rapidamente”, prevendo-se o pior em termos de alagamento.
Desta forma, o especialista acredita que “partir do dia 15, e sobretudo a partir do dia 19” é que vai existir mais segurança e menos tempestades, pelo que Portugal poderá estar envolvido neste clima por mais uma semana e meia. Assim, prevê-se uma segunda metade de fevereiro mais amena e com mais sol, a tempo da chegada da primavera no mês seguinte.
