Depois da história da bebé Matilde, que sensibilizou tantos portugueses, o País volta a comover-se com o drama de Tomás Leal, um rapaz de 5 anos que sofre de cancro nos ossos. Os pais, José Leal e Paula Cristina, que passaram por este mesmo problema com a filha mais velha, Marta, de 9 anos, pedem agora ajuda para o tratamento através do Facebook.

A equipa de Ortopedia do Hospital da Estefânia informou os pais de que a única solução para salvar Tomás seria a amputação. Eles não aceitaram e recorreram à Clínica Universidad de Navarra, em Espanha, de modo a encontrarem outro possível tratamento para o filho. E encontraram. No entanto, os tratamentos nesta clínica custam 98 mil euros, valor demasiado elevado para José e Paula.

O caso foi divulgado através das redes sociais e juntou a solidariedade de muitas pessoas — inclusive dos pais da bebé Matilde, que conseguiram juntar 2,5 milhões de euros para os tratamentos da filha. De acordo com o “Correio da Manhã“, Carla Martins e Miguel Sande ficaram sensibilizados com a história e fizeram o pagamento de metade do valor dos tratamentos de Tomás Leal à clínica espanhola.

“Não conseguimos ficar indiferentes a esta causa, assim como já fizemos com outras famílias”, explica Carla Martins à publicação.

Depois do cancro da primeira filha, pais descobrem que o mais novo sofre do mesmo — e pedem ajuda

Segundo José Leal, o Estado não presta qualquer apoio a este caso, visto entender que a melhor solução é a amputação. Os pais de Tomás recusam-se a aceitar esta opção. “Procuro o melhor para os meus filhos”, afirma José Leal ao jornal diário.

Na altura em que a filha de José Leal e Paula Cristina, Marta, foi diagnosticada com cancro nos ossos aos 6 anos, o casal conseguiu pagar os tratamentos com o apoio de amigos e familiares. Desta vez, o cenário é diferente. “Agora, com o Tomás, já não foi possível. Tivemos de recorrer à solidariedade de todos.”

De acordo com o “Correio da Manhã”, o tratamento nesta clínica espanhola consiste em três sessões de quimioterapia e posteriormente a uma cirurgia para a remoção do tumor e colocação provisória de um enxerto. Passados uns anos, deverá ser submetido a uma nova cirurgia para que o osso receba uma extensão definitiva.