Pode ser o fim do Tinder? O Facebook Dating chegou aos EUA

Já está disponível em 18 países, agora com uma novidade: pode colocar as suas fotografias do Instagram na app de encontros.

É o algoritmo que escolhe quem vai aparecer na aplicação de encontros — sempre de acordo com os seus dados

rawpixel.com/pexels

Já chegou ao Brasil no início do ano — mais precisamente em abril — mas só esta quinta-feira, 5 de setembro, é que o Facebook Dating marcou encontro com os Estados Unidos. Só que esta não é a única novidade: juntou-se ao Instagram, permitindo que os utilizadores adicionem as publicações da rede social dedicada às fotografias e vídeos no Facebook Dating. Por enquanto, apenas podem ser partilhadas as publicações do feed, mas até ao final do ano o objetivo é que os utilizadores possam adicionar também os Stories do Instagram.

Mas vamos começar por explicar o que é afinal esta aplicação. Em primeiro lugar, e como em todas as apps de dating, tem de começar por criar um perfil. O primeiro nome e a idade aparecem por definição. “Para outras informações (como o género, em quem está interessado, fotografias, ou outras), escolhe se quer partilhá-las na aplicação de encontros”, refere Erin Egan, chefe de privacidade do Facebook.

No Facebok Dating não há rejeição com um deslizar para a esquerda ou um possível match quando faz o mesmo gesto para a direita. Quando se identifica com o perfil de alguém, fala diretamente com a pessoa ou faz um gosto para que ela saiba que está interessado. Se, pelo contrário, a pessoa não é quem está à procura, há um “X” onde carrega e pode ver a próxima sugestão.

Só que não é qualquer pessoa que lhe aparece — ou pelo menos as que deseja. O algoritmo do Facebook Dating sugere pessoas solteiras de acordo com as suas preferências, interesses, localização e amigos em comum, mostrando-lhe apenas amigos de amigos e não os amigos de Facebook que tem atualmente.

Mas o que é que o Facebook Dating tem mais para oferecer (e que vai além do Tinder)? Pode ver quem é que está interessado nos eventos que estava a pensar ir. Se lhe apareceu nas sugestões do Facebook um festival de música jazz a decorrer no fim de semana, por exemplo, pode ter aqui a oportunidade perfeita para marcar o primeiro encontro.

Além disso, a revista americana “Cosmopolitan” refere que pode sentir-se totalmente seguro ao usar o Facebook Dating: “Se recear encontrar-se com alguém na vida real, tem a opção de partilhar a sua localização com um amigo através do Facebook Messenger.” Basta escolher com quem é que se sente mais confortável para partilhar cada passo do encontro, já que essa pessoa vai saber todos os seus movimentos.

Há ainda outra funcionalidade: imagine que tem uma paixão dos tempos do secundário, e gostaria de se conectar com essa pessoa sem que ela saiba de imediato. Para isso, pode usar a lista de paixões secretas. É um local privado, como o nome indica, onde pode guardar o perfil da pessoa em quem tem interesse, sem que a app envie uma notificação à sua paixão secreta. Se essa pessoa também o adicionar à lista secreta, o Facebook Dating alerta os dois de que houve uma interesse mútuo.

Os portugueses vão ter de esperar para marcar encontros pelo Facebook Dating, porque a app só chega cá em 2020. A aplicação arrancou em 2018 na Colômbia, mas expandiu-se e já está disponível em 18 países: Estados Unidos, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Laos, Malásia, México, Paraguai, Peru, Filipinas, Singapura, Suriname, Tailândia, Uruguai e Vietname.

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