Os 7 filmes que deve ver depois de “Era Uma Vez… em Hollywood”

"A Semente do Diabo", do realizador Roman Polanski, é só uma das sugestões. Mas há outros, e todos influenciaram o novo filme de Tarantino.

O novo filme de Quentin Tarantino estreia-se em Portugal esta quinta-feira, 15 de agosto

Enquanto que em filmes como “Django Libertado”, “Sacanas Sem Lei” e “Kill Bill”, Quentin Tarantino homenageia vários géneros de cinema, “Era Uma Vez… em Hollywood” promete ser diferente ao celebrar uma época. Durante as várias entrevistas que deu para promover o seu novo projeto, o realizador americano explicou que a história se desenrola num período histórico que já não existe, referindo-se à era dourada de Hollywood.

Por celebrar a esta época e fazer menção a figuras e produções importantes do cinema, como Bruce Lee e a série “As Aventuras de Bruce Lee”, este novo filme serve quase como que um museu das influências do realizador que ficou conhecido por produções como “Reservoir Dogs” e “Pulp Fiction”.

“Era Uma Vez… em Hollywood” acompanha uma dupla de atores num contexto em que os crimes do culto liderado por Charles Manson abalaram o país. Uma das vítimas foi Sharon Tate, brutalmente assassinada na casa que partilhava com Roman Polanski em Los Angeles, e que no filme é interpretada por Margot Robbie.

A propósito da estreia marcada para esta quinta-feira, 15 de agosto, em Portugal, estes são os clássicos que deve ver depois de “Era Uma Vez… em Hollywood”. A listagem é sugerida pela “Moviefone”, um plataforma online especializada em cinema, que foi analisar todo o catálogo cinematográfico que influenciou Tarantino para a sua nova longa-metragem.

1. “Navajo Joe”

Segundo a plataforma online, a personagem Rick Dalton, interpretada por Leonardo DiCaprio em “Era Uma Vez… em Hollywood”, é vagamente inspirada em Burt Reynolds.

O ator norte-americano esteve durante vários anos relegado a participações secundárias depois de abandonar o elenco da série “Riverboat”, em 1960.

No entanto, ganhou maior reconhecimento com o filme “Navajo Joe”, lançado em 1966, onde dá vida a um nativo-americano que se vinga de vários mercenários responsáveis pelo massacre da sua tribo.

2. “The Happening”

The Happening” é um dos filmes favoritos de Quentin Tarantino, que fez questão de o exibir no seu cinema em Los Angeles, nos EUA. A história acompanha um grupo de quatro hippies que, para tentarem enriquecer, raptam o chefe de uma das organizações criminosas mais poderosas da cidade.

Além de mostrar como eram caracterizados os primeiros membros de movimentos de contra-cultura no país, tem também Anthony Quinn (“Lawrence da Arábia”) e Michael Parks (que participou no segundo filme de “Kill Bill”, de Tarantino), como protagonistas.

3. “Lady In Cement”

Segundo a mesma plataforma, “Lady In Cement” é outro dos clássicos a ver por mostrar como Tarantino foi capaz de recriar a forma de se fazer cinema entre 1968 e 1969.

Os protagonistas são Raquel Welch (“A Charada da Morte”) e Frank Sinatra, que neste filme é um detetive a tentar resolver um dos casos mais complexos que alguma vez teve de investigar quando uma mulher é encontrada envolta em cimento no fundo do oceano.

As pistas apontam para várias direções e o mistério sobre quem terá sido o responsável adensa-se a cada segredo que vai sendo revelado.

4. “A Semente do Diabo”

Apesar de o filme não ser referido em “Era Uma Vez… em Hollywood”, o facto de ter sido realizado por Roman Polanski é importante.

É que o realizador polaco namorava com Sharon Tate quando esta foi morta pelo culto liderado por Charles Manson. Os crimes, que aconteceram em 1969, fazem parte da nova história de Tarantino e realizador americano já fez saber que não pediu autorização a Polanski para os recriar no filme.

Em “A Semente do Diabo”, Mia Farrow (“Crimes e Escapadelas”) dá vida a uma mulher que descobre que pode estar grávida de um ser demoníaco, depois de o marido fazer um pacto com o Diabo para subir na carreira.

5. “Marlowe”

“Marlowe” conta com Bruce Lee num dos papéis secundários depois de ter ganho popularidade na série “As Aventuras de Bruce Lee” — que é mencionada no filme “Era Uma Vez… em Hollwyood” e que tem vindo a causar polémica.

Apesar de só lhe ter sido dada a devida importância depois do filme “O Dragão Ataca”, lançado em 1973, “Marlowe” valeu-lhe a atenção de um público mais vasto. Aqui a historia é a de uma mulher de Kansas, nos EUA, que contrata um detetive privado para encontrar o irmão.

6. “The Sterile Cuckoo”

“The Sterile Cuckoo”, realizado por Alan J. Pakula (“Os Homens do Presidente”) mostrou aos estúdios de cinema que, em 1969, era possível desenvolver as dinâmicas de uma relação romântica mesmo que isso implicasse usar as convenções de uma comédia.

Segundo a plataforma “Moviefone”, este já é considerado um “filme único” e clássico. Em parte porque mostra como a relação de um casal é testada à medida que os vários obstáculos da vida adulta vão surgindo.

7. “Billy Jack”

Embora a personagem de Brad Pitt em “Era Uma Vez… em Hollywood” tenha sido baseada no ator duplo Hal Needham, Pitt já fez saber que também estudou as performances de Tom Laughlin (“The Born Losers”), protagonista do filme “Billy Jack”.

Neste filme, Tom Laughlin interpreta um veterano da Guerra do Vietname que luta contra as injustiças que os nativo-americanos vão sofrendo numa escola secundária do Arizona, nos EUA.

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