Quando vemos nos filmes ou até nos reality shows duas pessoas que mal se conhecem a dizer que já estão apaixonadas uma pela outra e pensamos “já? Impossível”, podemos estar completamente enganados. É possível e há estudos que o comprovam.

Fisiologicamente, demora apenas um quinto de segundo até que sejam produzidos todos os químicos que nos fazem sentir apaixonados, segundo um estudo publicado no “The Journal of Sexual Medicine“. E basta apenas uma hora com um estranho para nos podermos apaixonar por qualquer pessoa, segundo outro estudo publicado no “Personality and Social Psychology Bulletin“.

Estes factos fazem muitas vezes com que nos apaixonemos por pessoas que não são bem aquilo que pensávamos, porque mal tivemos tempo de as conhecer até ficarmos rendidos. Ainda assim, estar apaixonado é bom. Tão bom que há estudos que comprovam que a combinação de vários químicos de felicidade no cérebro criam uma sensação de euforia comparável à do uso de cocaína.

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A dopamina, oxitocina e serotonina são as três hormonas que fazem parte de todo o processo de quando nos apaixonamos. A primeira é a hormona ligada à expetativa que temos do que vamos receber do outro. A segunda é conhecida como a hormona do amor e ajuda na ligação com o parceiro. A terceira é a hormona está associada ao status, ou seja, à nossa preferência por pessoas com determinada profissão, por exemplo.

O nosso cérebro está naturalmente focado na reprodução, mesmo que não se tenha essa intenção. Está focado na sobrevivência e a reprodução é o pináculo da sobrevivência”, explica Loretta G. Breuning, à “Women’s Health USA”. Pode não ser muito romântico, mas explica muitas coisas.

No que diz respeito a mostrar os sentimentos, os homens esperam em média 88 dias, pouco mais de 3 meses, para dizer “amo-te” à outra pessoa, sendo que 39% deles dizem no primeiro mês. Enquanto que as mulheres demoram em média 134 dias. Mesmo que o seu parceiro ainda não o tenha dito passados estes dias, o mais certo é estar a senti-lo.