Com o turismo na Europa a crescer de forma abrupta, há cada vez mais cidades a adotar medidas de controlo a quem vem de visita. A ideia não é acabar com o turismo, mas sim “devolver” alguns espaços e bairros aos cidadãos.

O caso mais recente é o de Bruges, na Bélgica, que se junta à lista de cidades europeias que se viram obrigadas a impor um certo controlo à chegada de visitantes. As medidas nesta cidade vão passar por deixar de fazer publicidade às excursões diárias e ainda cortar no número de cruzeiros que param no porto de Zeebrugge. “Temos que controlar o fluxo de turistas se não queremos que isto se torne na Disneyland”, explicou Dirk De fauw, presidente da câmara, à “CNN“.

Em Amesterdão, na Holanda, é outra das cidades que decidiu tomar medidas de controlo turístico. No final do ano passado removeu o tão característico “I AMsterdam” que estava junto ao Rijksmuseum e que tinha sempre centenas de pessoas sentadas em cada letra a tirar selfies, como forma de se mostrarem indignados com o turismo em massa. Outra das medidas adotadas foi a limitação do número de dias em que as pessoas podem alugar as suas propriedades privadas a plataformas como o Airbnb e o Booking.

Paris, em França, que é quase todos os anos um dos principais destinos turísticos, também já começou a sentir o aumento súbito de turistas, tendo já fechado o Louvre durante um dia e impedido a entrada de visitantes sem reserva, como forma de protesto.

“O Louvre está a sufocar”. Funcionários queixam-se do excesso de turistas

Também os mercados mais turísticos de Barcelona, em Espanha, já começaram a impor restrições nas visitas. La Boquería, San Antoni e Santa Caterina têm agora limites no número de pessoas a entrar, principalmente a grupos acima das 15 pessoas e ao fim de semana, quando a procura é maior. Qualquer visitante que incomode quem lá trabalha ou impeça a circulação normal dos clientes, poderá também ser expulso. Em Roma, Itália, também os turistas que façam lixo, causem confusão ou que nadem nas famosas fontes, podem ser banidos.