Responsável pela programação da HBO diz que o final de GoT foi “bem pensado”

Em entrevista à revista "Variety", Casey Bloys diz que é "impossível agradar a toda a gente" e que o objetivo nunca deve ser esse.

"É sempre triste quando uma série acaba, mas faz parte do ciclo televisivo", revelou o responsável pela programação da HBO

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A crítica internacional considera-a a temporada mais fraca de toda a série e os problemas apontados são os mesmos que marcaram as temporadas anteriores: decisões narrativas questionáveis e pouco tempo para que os acontecimentos respirassem. Já os fãs apontam sempre o mesmo defeito, e dizem que “A Guerra dos Tronos” se perdeu assim que deixou de ter os livros de George R.R. Martin como base.

E a verdade é que um dos maiores conflitos da história, a ameaça dos mortos-vivos ao reino de Westeros, foi resolvido com um salto à ninja de Arya (Maisie Williams). Mas não sem antes mostrar a batalha mais longa e desinteressante da série, garantem os críticos.

Depois disso, aproximava-se a altura de dizer adeus a todas as personagens mais importantes da história. Jaime (Nikolaj Coster-Waldau) e Cersei (Lena Headey) acabaram mortos nos braços um do outro, Jon (Kit Harrington) matou Daerneys (Emilia Clarke) e foi exilado e Bran (Isaac Hempstead Wright) acabou no trono.

As reações não se fizeram esperar. Fãs e críticos não perdoaram, mas, em entrevista à revista “Variety”, o responsável pela programação da HBO, Casey Bloys, diz que isso é normal. E agradeceu ainda aos criadores David Benioff e D.B. Weiss por terem concluído a adaptação para televisão.

“Acho que eles fizeram um bom trabalho. É sempre triste quando uma série acaba, mas faz parte do ciclo televisivo. Resta seguir em frente, mas estamos muito orgulhosos na série.”

Face às críticas, Casey Bloys diz que já eram expectáveis. É que apesar de defender que é “impossível agradar a toda a gente”, não tem dúvidas de que esse nunca deve ser o objetivo de um projeto deste calibre.

E utilizou o mesmo argumento para responder a todos os que defendem que a qualidade da temporada caiu a pique por ter sido a mais curta de toda a série.

“Lá esta. É impossível agradar a todos. Eles tinham um plano muito bem delineado há muito tempo e este não foi um desfecho que se decidiu em cima do joelho. Não chegámos ao final da sexta temporada e dissemos: ‘Se calhar ficamos por aqui’. Eles deliberaram muito e o final foi muito bem pensado”, continuou.

Apesar das críticas, a verdade é que o último episódio de “A Guerra dos Tronos” foi visto por mais de 19 milhões de espectadores um pouco por todo o mundo.

A partir de agora, a HBO vira as atenções para o seu novo conteúdo, como a nova temporada de “Westworld” ou “Watchmen” — a adaptação dos livros de banda desenhada do mesmo nome assinada por Damon Landelof, o mesmo responsável por séries como “Lost” ou “The Leftovers”.

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