O consumo do fruto popularizou-se um pouco por todo o mundo. É de tal forma que até já há cartéis, no México, a tentar monopolizar aquilo que apelidam de “ouro verdade”. A verdade é que a produção é muito pouco sustentável e as notícias mais recentes continuam a não ser animadoras para os verdadeiros fãs deste alimento.

No programa de quizes “Quite Interesting” da BBC, os participantes tinham de responder quais dos cinco alimentos que lhes foram apresentados eram adequados para uma alimentação vegano. As opções eram cinco: abacate, amêndoas, melão, kiwi e abóbora.

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Apesar de os participantes terem escolhido todas as opções, o programa diz que nenhum dos alimentos deve ser consumido por um vegano. A explicação é simples: por evitarem todo o tipo de produtos de origem animal, para muitos vegano isso implica também evitar o mel já que a sua produção depende sempre das abelhas.

O argumento apresentado no programa é que a produção e comércio dos alimentos como o abacate ou a amêndoa depende sempre, pelo menos em algumas partes do mundo, da criação de abelhas para fins comerciais.

Segundo escreve a “CNN”, em locais como a Califórnia, nos Estados Unidos, não há abelhas ou outros insetos polinizadores suficientes que sejam capazes de polinizar pomares inteiros de amendoeiras ou abacateiros.

“Isto implica o transporte, através de camiões, de colmeias pelas várias quintas de plantação que se encontrem espalhadas numa região. As abelhas podem ir das amendoeiras para os abacateiros, numa parte dos Estados Unidos, e depois para os campos de girassóis a tempo do verão”, lê-se.

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A mesma publicação diz ainda que esta notícia pode levar muitas pessoas a achar que é quase impossível levar uma dieta totalmente vegano, mas refere que este é um problema que se restringe apenas a certos produtos que sejam produzidos comercialmente à larga escala e onde seja necessário a criação e transporte de abelhas.

No Reino Unido, por exemplo, esta é uma prática pouco comum. E mesmo a produção da abóbora, por exemplo, não precisa da criação e transporte de abelhas, prática que, segundo estudos sobre o tema, as pode ferir, matar ou reduzir drasticamente a esperança média de vida da espécie.