Exposições, debates ou festas. 7 eventos a não perder no Festival Feminista de Lisboa

Usa a arte como arma pacífica de combate pela igualdade. Começou no primeiro fim de semana de maio, mas fica na cidade até ao final do mês.

"Inclusivo, interseccional, intercultural, antifascista, antirracista e anticapitalista". É assim o Festival Feminista de Lisboa

A segunda edição do Festival Feminista de Lisboa tem potencial para nos encher a agenda de maio. Arrancou no primeiro fim de semana do mês de maio e, até dia 31, são dezenas de atividades agendadas para sábado e domingo. Apesar de muito diferentes, têm um objetivo em comum: a valorização da mulher e consequente libertação de estereótipos, a luta pela igualdade de oportunidades, pela diversidade de identidades e pela autodeterminação.

Descrito como “inclusivo, intersecional, intercultural, antifascista, antirracista e anticapitalista”, e “utilizando a arte como arma de desconstrução pacífica”, a montar o cartaz há conversas, reflexões, debates, cinema, exposições, performances, feiras, teatro e festas, em vários locais espalhados por Lisboa. Para que não se perca no mar de atividades, a MAGG seleccionou sete.

1. Exposição “Elas Quem”

A partir de 10 de maio, a exposição “Elas Quem“, da artista Sabrina D. Marques, passa a estar em exibição no café e restaurante Cabane. Através de fotografia, de emissões audiovisuais portuguesas, de anúncios publicitários e referências de cinema, a artista cria um retrato sobre a evolução do papel da mulher em Portugal, entre o século XX e o século XXI, contemplando várias esferas da vida, desde a social, política ou jurídica, ao mesmo tempo que destaca nomes determinantes neste processo. Está disponível até 17 de maio, data em que estarão expostos 20 retratos manuais criados pela artista. Para comemorar o final da exposição, haverá comes e bebes veganos.

2. Exposição “Sagrado Profano”

Sara Soares apresenta no Festival Feminista uma exposição em torno da sexualidade, através da utilização de imagens, com especial destaque para azulejos, através dos quais forma diferentes padrões, que, mais do que promover o voyeurismo, pretendem puxar pela auto-reflexão. A exposição, a decorrer na Zona Franca nos Anjos, já está pode ser visitada. Está disponível até 31 de maio.

3. Debate “Como o machismo nos afeta?”

Esta conversa, moderada pela psicóloga especializada em Família e Género, Gabriella Moreno convida quem quiser participar, independentemente do género ou orientação sexual. O tema estará em torno das “causas e efeitos do machismo” na vida de todas as pessoas: desde mulheres hétero e LGBT, a homens, que aqui podem também expressar como é que este estereotipo os afeta. O debate está marcado para 11 de maio, a partir das 14 horas, até às 17 horas, na Fábrica do Braço de Prata.

4. Workshop Aula de Yoga

O Yoga Lab recebe a 19 de maio esta aula, que pretende fomentar uma conexão entre a mulher e o seu corpo, através de exercícios específicos para esse fim. Renata Zanotto é a professora que irá guiar a sessão. A aula começa às 10 horas e termina às 11h30. Tem lotação máxima de 15 pessoas e a seleção é feita por ordem de chegada.

5. Cinema, workshop e debate. “Mulheres Negras no Cinema”

Três atividades numa só, que nos chegam pela Femafro, uma associação dirigida por mulheres negras, que tem como objetivo promover os seus direitos. Marcada para 25 de maio, esta sessão não só vai exibir três curtas metragens realizadas por mulheres negras, como vai incluir um pequeno workshop sobre a elaboração de um roteiro e guião e um debate e reflexão àcerca do tema. Acontece entre as 17 e as 18h30, na associação cultural VALSA, na Penha de França.

6. Workshop Defesa Pessoal

É Tatiane Pereira dos Santos, cinturão negro em Jiu Jitsu, que vai guiar este workshop. Além de ser uma arte que se foca em técnicas de defesa pessoal, ideal para mulheres, uma vez que os movimentos permitem neutralizar oponentes maiores ou mais forte, é, segundo a professora, uma prática que “trabalha a autoconfiança, a autoestima, o corpo e a mente.”Acontece na UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta, a 31 de maio, entre as 17 horas e as 18 horas.

7. Festa “Saturday Feminist Fever”

E assim se diz adeus ao Festival Feminista de Lisboa. É na Fábrica Braço de Prata que se realiza a festa de encerramento da segunda edição do evento, com um cartaz recheado de artistas mulheres: há concerto de Alarido, o coro feminista e LGBT, de Pedra Encantada, na voz de Carolina Umbelino, e ainda Frik São. Marta de Sousa Correia e Las Galegas fecham a noite com DJset. A festa começa às 22 horas e só termina às 4 da manhã. A entrada é livre.

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