João André: “Ter um caso com a Ana Zanatti? E o Edmundo não ter um dedo do pé? Como é que as pessoas não perceberam?”

Não houve orgias nem episódios de porrada, mas as pessoas acreditaram. Falámos com o ator que ficou conhecido com "Morangos com Açúcar".

João André diz que o documentário é todo ele real, o que não quer dizer que não existam brincadeiras previamente pensadas

MAGG

É capaz de o conhecer como Kiko, mas é pelo nome João André que responde. O ator, de 32 anos, foi uma das personagens mais acarinhadas pelos fãs na terceira temporada de “Morangos Com Açúcar”, que estreou em 2005. Apesar do sucesso, João nunca mais voltou a ser chamado para novos trabalhos mas isso não o impediu de se tornar na nova sensação das redes sociais.

Em causa está o facto de o documentário “O Resto da Tua Vida”, assinado por Carlos Coutinho Vilhena, dar a conhecer a história dramática de João André.

Ao longo dos três episódios lançados até agora, João André conta como se teve de sujeitar a trabalhos precários para manter vivo o sonho de representar. No entanto, são várias as pessoas que acreditam que há muita ficção num documentário que se apresenta como verídico. 

A polémica acentuou-se depois de um vídeo publicado no YouTube onde o ator revelava os segredos dos bastidores de “Morangos Com Açúcar”. Desde orgias a momentos de pancadaria, houve de tudo. Problema? Era tudo mentira, mas nem isso impediu que várias publicações fizessem notícia com o vídeo e o assumissem como verdade absoluta.

À MAGG, o ator diz perceber porque o fizeram. “Uma manchete como ‘Ex-Moranguito expõe orgias e caso com Ana Zanatti nos bastidores dos ‘Morangos Com Açúcar’ vende. Eu percebo isso. Não percebo é como é que há pessoas que vão nessa”.

Desde que foi lançado, o documentário gerou muita confusão entre as pessoas porque muitas diziam ser um produto de ficção. Tudo o que vemos é real ou há muita encenação à mistura?
É tudo real. O que está a confundir as pessoas é que, por uma série de felizes coincidências, eu comecei a dar-me genuinamente bem com o Carlos [Coutinho Vilhena]. E eu sempre alinhei nas brincadeiras todas e cada vez que nós gravámos, gravávamos muitas horas. E quando digo muitas horas, digo o dia inteiro.

No entanto, a forma como estas coisas acontecem é muito espontânea e muito natural. Em parte que eu sou confrontado com algumas das coisas que ele me diz”

Se fosse preciso, estávamos entre cinco a seis horas sempre a filmar. E de repente acontecia um bocadinho aquele conceito de reality show em que estávamos tanto tempo a gravar que nem nos dávamos conta disso.

Isto não quer dizer que não existam ideias da parte dele que não estejam pensadas. A brincadeira do Harry Potter, por exemplo, estava previamente pensada. No entanto, a forma como estas coisas acontecem é muito espontânea e muito natural. Em parte porque sou confrontado com algumas das coisas que ele me diz ali, naquele momento, que eu acho que só resultam porque são espontâneas.

A brincadeira de filmar o meu carro com um drone é isso mesmo, uma brincadeira. Mas nem por isso deixa de ser real. Na altura, quando gravámos isso eu disse que andava com o meu carro uma vez por mês. Neste momento não ando, porque ele não anda. Ponto.

Mas percebe esta confusão que se gerou?
Claro que percebo e acho isso ótimo. Ainda bem que existe essa confusão, caso contrário a adesão não teria sido tão grande.

O Carlos é provavelmente uma das pessoas mais inteligentes que eu conheci nos últimos tempos. Ele provoca a situação, mas a forma como aquilo aconteceu é real”

Conheceu mesmo o Carlos Coutinho Vilhena no primeiro episódio?
Eu conheço o Carlos pessoalmente naquele momento em que vou ter com ele a casa e as câmaras já estão a gravar.

Mas há um guião?
Não, é deixar andar. Claro que, a certa altura, há uma interrupção das gravações e nesses momentos o Carlos perguntava-me sempre se eu estava à vontade. Dizia-me: “Se houve alguma coisa de que tu não gostes, diz-me”. Li comentários que diziam que o Carlos fazia pouco de mim. Eu não sou tanso nem parvo.

E o Carlos teve sempre muito cuidado e respeitou-me muito em todas as situações. No início, ele próprio dizia que não sabia o que queria fazer. Tinha só uma certeza: não queria fazer sketches, como tinha feito antes. E era essa a ideia que eu tinha quando fui ter com ele pela primeira vez — que ele poderia querer fazer uma qualquer brincadeira sobre os “Morangos Com Açúcar”.

Quando ele me disse que não sabia bem o que queria, eu aceitei. Como os Queens of the Stone Age dizem: “Go with the flow”.

E o João André foi.
Ya, siga.

Mas até a zanga com o Carlos no terceiro episódio, por exemplo, pode parecer exagerada e encenada. Ou não?
Existiu, de facto, uma zanga, mas não nos chateámos por causa disso.

Mas no momento aquilo foi real?
Sim, aquilo foi 100% real. Nós propusemos um ao outro fazer uma cena onde eu tinha de interpretar um texto do Carlos de quando ele começou a fazer stand-up. Uma coisa datada e até muito segmentada. Em contrapartida, ele teria de interpretar um texto de teatro escolhido por mim.

Eu nunca fiz essa pergunta ao Carlos, mas não sei até que ponto é que ele planeou aquilo. Acho que, de certa forma, ele provoca a situação. O Carlos é provavelmente uma das pessoas mais inteligentes que eu conheci nos últimos tempos. Ele provoca a situação, mas a forma como aquilo aconteceu foi real.

Quando ele me disse que ia interpretar o texto escolhido por mim e me deu a liberdade para o criticar, e pediu sinceridade, então comecei a fazer direção como faria se estivesse com a Bruta [a companhia de teatro de João André]. Disse-lhe várias vezes para não gozar com o texto e ele continuava. E eu estava na boa.

A certa altura ele próprio põe em causa a forma como se diz um texto de teatro e, de repente, estávamos num espaço que era meu. Era o momento de eu me poder impor e talvez daí tenha sido o que se viu no episódio. Mas estivemos ali uma hora e meia e ele esteve sempre a esticar para ver até onde é que eu ia.

Começou a criar-se esta ideia em que assemelharam ao Carlos quase a figura de Deus que, todo o poderoso, teve a capacidade de pegar no pobre e desgraçado do João para o ajudar. Eu não sou coitadinho nenhum”

Foi real, mas foi também uma situação manipulada e provocada pelo Carlos. É isso? A verdade é que aquela cena fechou muito bem o episódio.
É possível, mas vamos lá ver uma coisa: nós não temos nenhuma equipa de produção por trás. É o Carlos a gerir tudo. A própria narrativa acontece mediante aquilo que nós vamos fazendo.

Há muitas coisas que surgem no momento. Cada dia de gravação corresponde a cerca de cinco horas de gravação. São cinco horas brutas de conteúdo. Se cada episódio tem 20 minutos, nós mostramos 5%. Há muita coisa boa que nós poderíamos mostrar, mas aí entra a inteligência da do Carlos que escolhe tudo aquilo que pode resultar.

Se ele pensou naquilo concretamente, não sei. Acho que é capaz de ter sido meio inesperado. Acredito que ele tenha pensado em brincar com aquilo porque não lhe apetecia fazer Shakespeare. Mas se calhar também foi inteligente da parte dele em perceber que eu me estava a sentir picado. A certa altura fiquei meio abanado quando, depois de lhe ter dito para não desrespeitar o texto, ele diz para pararem de gravar. Na altura, ele também não me conhecia muito bem e de repente pensei: “Epá…”

Pensou que tinha estragado alguma coisa?
Não foi bem isso, porque eu nem sequer tomei consciência disso porque aquilo já foi o final do dia. Nós acabámos de filmar e cada um foi para o seu sítio e só mais tarde é que o Carlos me ligou. Naquele dia não o vi mais, mas ficou tudo tranquilo depois disso. Começou a criar-se esta ideia em que assemelharam ao Carlos quase a figura de Deus que, todo o poderoso, teve a capacidade de pegar no pobre e desgraçado do João para o ajudar.

O que acontece nas redes sociais é que as pessoas têm a oportunidade de não refletirem  sobre um determinado assunto. Penei quando vi alguns comentários, até por pena”

Eu não sou coitadinho nenhum. As dificuldades que eu tenho tido no meu percurso profissional não me fizeram mal nenhum, muito pelo contrário. Quando estamos num mundo de espetáculo, não é só maravilhas e borboletas. Existem discussões e ruturas e naquele episódio também houve um momento de rutura. E ainda bem que eles existem.

Olhando para trás, fico contente que aquele momento tenha existido porque percebo que funcionou. Se foi pensado? Se calhar, nos quatro terabytes de vídeo que o Carlos tem em casa, ele achou que devia pegar naquele porque foi um dos momentos chave.

O documentário é também comparado com o “Último A Sair”, da RTP, que na altura serviu como sátira aos reality shows mas que muita gente acreditou ser 100% verdadeiro. Diria que são produções diferentes?
Diria que sim, a começar pelo investimento que ambos os projetos tiveram. Eu vi o “Último A Sair” desde o primeiro episódio e ainda hoje não consigo perceber como é que alguém não entendeu que aquilo era ficção pura.

Da mesma forma que ninguém percebeu que o vídeo sobre as revelações bombásticas sobre os bastidores dos “Morangos Com Açúcar” era a brincar.
Mas esse vídeo, que é independente, foi depois justificado numa série.

Mas fizeram-se várias notícias sobre essas “revelações”.
É verdade e eu andei muito preocupado quando o vídeo saiu. O Carlos disse-me: “Vamos lançar primeiro o teu vídeo” e eu percebi que queríamos criar polémica e aceitei. Não achei que estaríamos a criar uma polémica tão grande, mas acedi.

Mas ter um caso com a Ana Zanatti? E o Edmundo [dos D’zrt] não ter um dedo do pé? Eu, que nunca andei à porrada na minha vida, aparentemente andei à porrada com o Paulo Rocha com quem sempre me dei maravilhosamente bem? Como é que as pessoas não perceberam?

O que é que isto diz de nós enquanto sociedade?
Em primeiro lugar, diz-me que as redes sociais são uma selva. São um bocadinho aquilo que se passa no trânsito quando, em plena hora de ponta, as pessoas transformam-se. O que acontece nas redes sociais é que as pessoas têm a oportunidade de não refletirem sobre um determinado assunto. Penei quando vi alguns comentários, até por pena.

Mas a partir do momento em que o “Correio da Manhã” pega naquilo como sendo verdade absoluta e os meus pais me dizem que se calhar fomos longe demais, começas a pensar no que fizeste. Liguei ao Carlos e ele só me dizia: “Está tudo bem, está tudo bem.” Depois confessou-me que com ele também não estava tudo bem [risos], mas garantiu-me que ia ser tudo justificado.

‘Se tu estás a dizer que aquilo é real, mesmo que o jornalista saiba ou possa pôr em consideração que não é, a partir do momento em que o protagonista diz que é, então é porque é'”

Estava com medo de um processo judicial?
Sim. Eu perguntei-lhe o que é que nos podia acontecer. Expliquei-lhe que podíamos ser processados e que eu não tinha mesmo dinheiro para lidar com isso. E ele só me dizia que estava tudo bem [risos]. Disse-me para desligar as notificações do telemóvel, para não ir ao computador e evitar as redes sociais — o que é difícil numa situação como esta.

Entretanto o episódio saiu mas ainda leio comentários de muitas pessoas que ainda não perceberam que aquilo é humor. Mas eu também não me sinto na obrigação de estar a ensinar ou a educar quem quer que seja. Cada um informa-se da forma que quer, e a partir daí está tudo bem.

Mas foi muito inteligente da parte do “Correio da Manhã” ou de qualquer outro jornal que pegou na notícia, em assumir aquilo como uma verdade absoluta. A minha irmã estudou jornalismo e explicou-me: “Se tu estás a dizer que aquilo é real, mesmo que o jornalista saiba ou possa pôr em consideração que não é, a partir do momento em que o protagonista diz que é, então é porque é.”

E claro que uma manchete como “Ex-Moranguito expõe orgias e caso com Ana Zanatti nos bastidores dos ‘Morangos Com Açúcar’” vende. Eu percebo isso. Não percebo é como é que há pessoas que vão nessa.

O terceiro episódio abre com o genérico da Netflix. Já tiveram alguma proposta para migrar o documentário do YouTube para outra plataforma?
Não.

Gostavam?
Só posso falar por mim. Se uma HBO ou uma Netflix nos dissesse que estava interessada, claro que me sentiria privilegiado.

O facto de eu ter estudado é indiferente, porque se tivesse feito uma boa gestão de carreira teria tido trabalho contínuo”

E em que condições?
Acho que seria muito difícil porque a partir do momento em que fidelizamos um público, é complicado anunciar que vai ser transmitido noutra plataforma privada. Dessa perspetiva, talvez fosse errado fazê-lo agora porque contrariamente ao que se pensa, e o Carlos está constantemente a dizer isto, ele não é santo nenhum e não está preocupado com os problemas do teatro em Portugal.

Ele é humorista.
Que quer fazer outras coisas. E de repente ficou de alguma forma sensibilizado com uma situação e acredita mesmo que a gestão de carreira é mais importante do que ser-se um excelente profissional. O facto de eu ter estudado é indiferente, porque se tivesse feito uma boa gestão de carreira teria tido trabalho contínuo. E o Carlos está muito preocupado com a obra, com o documentário enquanto um todo. Em momento algum, pelo menos por enquanto, isto seria transferido para outra plataforma. No caso de uma plataforma nos convidar a fazer um projeto neste âmbito, a liberdade para com o criador é essencial. Pelo menos no conteúdo e na forma como ele é exposto.

É esse o sucesso de um “Último a Sair”, por exemplo. Acho que se tivessem colocado entraves ao Marco Martins e ao Bruno Nogueira quando fizeram a série “Sara”, muito provavelmente aquilo não tinha resultado.

Eu não gosto de ser inalcançável e quero que as pessoas consigam falar comigo de forma prática e direta, se assim o entenderem”

Tem algum controlo na forma como a história é contada, já que é a sua história?
O Carlos tem sempre o cuidado de me mostrar e de me dizer a narrativa de cada episódio. Isto é uma maluquice, mas ele edita os episódios na véspera de serem lançados e consoante a reação das pessoas. Mas também acho que todos os caminhos vão dar a Roma, porque independentemente das escolhas que ele faça, todas elas são histórias reais e todas elas aconteceram.

Já disse que aceitou o desafio do Carlos Coutinho Vilhena porque conhecia o seu trabalho. Com três episódios já lançados, alguma vez se arrependeu?
Não. A certa altura meti em causa se teríamos feito bem em ter colocado online um vídeo sobre os factos dos “Morangos Com Açúcar” que ninguém conhecia, mas é daquelas coisas em que confiei.

Mas daquilo que ainda não vimos, houve mais alguma coisa?
Não, nada.

Passou de poucos seguidores no Instagram para somar mais de 50 mil. Tem sabido gerir toda esta atenção mediática?
Não é a primeira vez que tenho toda esta atenção mediática, a única diferença é que na altura não havia uma plataforma direta que permite o fã ou o seguidor entrar em contacto comigo.

Quando fiz os “Morangos Com Açúcar” as pessoas eram obrigadas a consumir aquele produtos porque dava antes do telejornal. Agora não e isso é uma grande diferença. Uma diferença muito positiva. Essa gestão na rua faço-a de uma forma muito natural. Nas redes sociais, faço com a ajuda do Carlos. O Carlos é que me diz: “Agora vamos fazer isto”. E fazemos.

Tenho a sorte de isto ser sobre mim, mas não é só sobre mim. É sobre uma classe que para fazer a sua arte pena muito e esse é, para mim, o maior tributo.”

Eu não gosto de ser inalcançável e quero que as pessoas consigam falar comigo de forma prática e direta, se assim o entenderem. Até há uns dias eu respondia a todos os comentários e a todos os pedidos de mensagem que me enviavam.

Agora é difícil.
Muito difícil, porque de repente dei por mim a estar durante quatro horas ininterruptas a responder a pessoas.

Quais têm sido os pontos positivos, além da exposição, que o documentário lhe trouxe?
Acho que um deles, e não temos falado muito disso porque é uma opinião minha e não um objetivo do Carlos, é o facto de estarmos a representar uma classe. Tenho a sorte de isto ser sobre mim, mas não é só sobre mim.

É sobre uma classe que, para fazer a sua arte, pena muito e esse é, para mim, o maior tributo. Tenho a certeza de que daqui a cinco ou dez anos não me arrependerei disto, porque é uma tomada de consciência para um problema que é real, que existe em 2019 e que ultrapassa a classe artística.

A minha irmã é jornalista e não trabalha em jornalismo porque não existem vagas. É o que é. Não é só com os atores. Contrariamente àquilo que se diz e ao que parece na série, eu sou uma pessoa que vê as coisas como um copo meio cheio. Sou um gajo de me fazer às coisas. É assim que nasce a Bruta, a companhia de teatro que eu fundei juntamente com a Carolina [a namorada] e com outras pessoas.

Surge na urgência de criar. Naquela de deixar de chorar, porque as pessoas só se sabem chorar pelos cantos e só sabem queixar. Mas para agirmos não podemos só fazer teatro. Então vamos trabalhar em alguns trabalhos que são precários, uns mais do que outros, e vamos fazer-nos à vida.

Durante o documentário, o Carlos diz que o que lhe fez falta foi uma equipa de gestão de carreira bem oleada. Custou-lhe aceitar que o talento não era suficiente para que fosse reconhecido?
Ainda me é muito difícil aceitar.

Mas partilha dessa visão?
Sim, basta olhar para a televisão portuguesa e não tenho problema nenhum de dizer isto. O pai da minha namorado é o João Maria Pinto, e é um ator muito conhecido. Ele diz-me muitas vezes que nós fazemos televisão para nos podermos dar o luxo de fazer teatro porque a televisão é que paga as contas.

Fiz os “Morangos Com Açúcar” há 15 anos e nessa altura estava à espera de convites. Quando começo a fazer este projeto com o Carlos, pensava que o máximo que me podia acontecer era continuar na mesma”

Porque é que para mim é difícil encarar isso? Porque a partir do momento em que há uma tomada de consciência de que é isto que eu quero fazer e há um investimento para tentar ser o melhor a fazê-lo e depois não existe retorno, é o mesmo que dizer a um médico que não vai ser médico porque há outro que tem uns olhos mais bonitos do que os teus.

Mas sempre teve a consciência de que o talento não era suficiente?
Sim, sempre. E acho que sermos bons profissionais na área passa também pela gestão das redes sociais, mas infelizmente não dei isso no Conservatório.

Gostava de voltar à televisão?
Sim.

Em que formatos?
Gosto mais de séries do que de novelas, a começar pela qualidade do argumento. Acho que já começámos a fazer novelas, pelo menos na área da fotografia, um bocadinho diferentes e com maior qualidade.

No entanto, existe ainda muito pouco dinheiro para se poder investir em novelas de melhor qualidade. Mas é possível fazer novelas com grande qualidade e nós temos um público segmentado. Não nos podemos esquecer das faixas etárias a partir dos 65 anos, sobretudo nos locais com acesso limitado a informação, que exigem a existência das novelas porque estão habituados a consumi-las.

E convites para alguns projetos, já os houve?
Para já ainda não, mas também não estou preocupado. Fiz os “Morangos Com Açúcar” há 15 anos e nessa altura estava à espera de convites. Quando começo a fazer este projeto com o Carlos, pensava que o máximo que me podia acontecer era continuar na mesma.

Quando a série começou a gerar todo este falatório, felizmente tive alguma maturidade para manter os pés assentes na terra. Vou vivendo um dia de cada vez e vamos ver o que acontece.

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