Greve estudantil pelo clima juntou 1,4 milhões de jovens em todo o mundo

Dados foram avançados pelos ativistas ambientais que também revelam que em Portugal se registaram 38 eventos.

Os protestos aconteceram em 2.233 cidades e vilas, em 128 países

Mika Baumeister/Unsplash

Na passada sexta-feira, 15 de março, foram vários os jovens que, por todo o mundo, se uniram em protesto para reivindicar por mais ações na sustentabilidade e defesa do clima. Em Portugal, de norte a sul, foram também muitos os eventos confirmados.

As estimativas mundiais apontavam para nove milhões de jovens. Mas o jornal britânico “The Guardian” avança esta terça-feira, 19 de março, que foram cerca de 1,4 milhões de jovens em todo o mundo que participaram nos protestos, de acordo com os ativistas ambientais. “Provámos que o que tu fazes importa e que ninguém é pequeno demais para fazer a diferença”, disse ao jornal britânico Greta Thunberg, a estudante sueca de 16 anos que iniciou o movimento global no ano passado.

Os protestos aconteceram em 2.233 cidades e vilas, em 128 países, de acordo com dados do site “Fridays for the Future“. A informação mostra que em Portugal se registaram 38 eventos.

As greves pelo clima, inspiradas em Greta Thunberg, foram elogiadas por diversas entidades. “Ela é a prova de que é preciso ouvir a geração mais jovem para um futuro sustentável”, escreveu UN Women, uma organização da ONU, no Twitter.

“Os nossos filhos estão à faltar às aulas a dizer que falhámos com eles. Este é o tipo de clareza e energia que precisamos agora”, disse a Oxfam International Austrália, também no Twitter.

Precisamos de uma maneira totalmente nova de pensar. O sistema político que vocês [adultos] criaram é todo sobre competição. (…) Tudo o que importa é ganhar. Isso tem de acabar. Temos que parar de competir uns com os outros. Precisamos começar a viver dentro dos limites planetários, focar na equidade e dar alguns passos para trás em prol de todas as espécies vivas. Estamos apenas a passar as palavras da ciência. A nossa única exigência é que você comece a ouvi-la e comece a agir”, escreveu Greta Thunberg na sua página de Facebook, dois dias depois dos protestos.

De acordo com o “The Guardian”, já estão previstas outras greves para o dia 15 de abril.

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