E se para conquistar o seu pretendente tivesse de se encontrar com a mãe dele, a sós, para ser avaliado de alto a baixo até conseguir a sua aprovação? É esta a premissa de “Quem Quer Casar com o Meu Filho?”, o novo reality show da TVI que vai substituir “First Dates” de segunda a sexta-feira, ao final do dia.

Apesar de ainda não se conhecer a data de estreia, sabe-se que o programa, que já foi adaptado em países como Noruega, Bélgica e Espanha, vai ser apresentado por Leonor Poeiras e que as gravações já começaram. Além de um formato diário, também haverá galas especiais com eliminações aos domingos.

O primeiro episódio do programa vai mostrar os quatro concorrentes que, logo numa primeira fase, terão de eliminar três dos dez concorrentes que são apresentados. Isto significa que só sete pretendentes vão avançar para as etapas seguintes — onde se incluem vários encontros a sós, não só com os solteiros mas também com as suas mães.

Depois de “Casados”, vem aí um “Quem Quer Casar com o Meu Filho?”

Fomos olhar para a versão espanhola do programa, que estreou em 2012 e conquistou a crítica, e mostramos-lhe tudo o que precisa de saber sobre o novo reality show que promete voltar a trazer intrigas, momentos divertidos, fofinhos e caricatos ao seu serão da noite.

Os concorrentes estão durante um mês rodeados de câmaras

Na versão espanhola é assim: uma temporada é composta por dez capítulos de 90 minutos, sendo que cada um equivale a cerca de 800 horas de gravações.

Os videógrafos e produtores do formato trabalham cerca de 12 horas diárias e há uma preocupação em manter o estúdio o mais natural possível para que pretendentes e concorrentes se esqueçam da presença das câmaras e possam agir sem pressão.

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O casting é intenso e exige muita informação pessoal

Segundo revelou María Recarte, diretora de conteúdos da Eyeworks España (a produtora do reality show) à revista “Cadenaser”, o processo de casting é feito através de uma equipa extensa composta por realizadores, redatores e produtores.

A ideia passa por pôr os redatores a criar um perfil consoante a vontade dos produtores e a visão do realizador para os seus concorrentes. Feito isso, todas as pessoas que forem chamadas às entrevistas terão de corresponder a esse perfil respondendo a um questionário intensivo durante duas horas. Os temas são vários: desde relações passadas à forma de ver o mundo, tudo é material de análise.

Caso os concorrentes sejam mais do que aqueles que foram pedidos, há a possibilidade de lhes serem pedidos vídeos onde falem um pouco sobre si e sobre as motivações para a inscrição no programa.

Não há guião e as histórias são mesmo reais

Apesar de na versão espanhola terem aparecido vários concorrentes ricos, com Ferraris e aviões privados, María Recarte assegura, à mesma publicação, que aquilo que aparece no programa é sempre fiel à realidade. “Não há qualquer guião e são os participantes que gerem o seu tempo e o conteúdo que querem que apareça no produto final.”

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Segundo a diretora de conteúdos da produtora, o formato do programa pede verdade e não “interessa mostrar nada que não seja real”, continua. Chegou mesmo a acontecer um concorrente recusar-se a gravar numa determinada localização por não gostar do sítio.

“Ele disse que o sítio não lhe agradava e ofereceu-se para pagar um melhor e mais luxuoso. Eles são mesmo assim e são eles que produzem todo o conteúdo que vemos”, revela.

Da mesma forma, todas as casas mostradas são reais. O que muda é a quantidade de câmaras e material de estúdio que tem de ser montado.

Os concorrentes recebem uma quantia simbólica pela sua participação

Na versão espanhola, os pretendentes e os solteiros são pagos pela sua participação no reality show, mas em nada se assemelha a um ordenado.

A produtora decide oferecer uma quantia simbólica já que, durante o decorrer das gravações, nenhum dos participantes pode trabalhar por ser necessário que estejam sempre rodeados de câmaras e a gravar.

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“É uma compensação que não é muito nem pouca, mas que serve para que possam deixar o seu trabalho e tenham uma disponibilidade e um à vontade total já que durante um mês ficam sem vida social”, revela María Recarte.

Os concorrentes não podem estar em relações amorosas

Segundo a produtora espanhola, tal como revela à revista “Cadenaser”, a primeira pergunta que é feita aos concorrentes é a sua disponibilidade amorosa. À questão “Vens aqui para te apaixonar ou não?” a resposta devera ser sempre positiva, embora María Recarte reconheça que ninguém vai dizer que não e revelar estar numa relação amorosa.

No entanto, caso a mentira seja descoberta esse concorrente é automaticamente desqualificado do programa e é proibido de participar nas seguintes edições.

“Para entrar no programa é importante que os concorrentes estejam solteiros e disponíveis para encontrar o amor”, e diz Recarte que a ideia passa por fugir à artificialidade de certos reality shows.