Seen. O novo restaurante de Olivier foi pensado para agradar à namorada vegan

Abriu a 7 de novembro no 9.º piso do Tivoli Liberdade. Para além dos pratos vegan, há sushi, carne de alta qualidade e muito mais.

O Seen também tem um DJ residente para animar as noites — e só abre a partir das 18 horas

Primeiro foram os almanaques da Turma da Mónica, seguiram-se as Havaianas, as caipirinhas e até o funk. E agora há mais um conceito nascido no Brasil pronto a fazer sucesso em Portugal — falamos do Seen, o novo restaurante do chef Olivier da Costa.

A marca Seen surgiu em São Paulo, no Brasil, em 2017, pelas mãos do chef e empreendedor responsável por espaços de sucesso como o Olivier Avenida ou o Yakuza. À MAGG, Olivier conta que o espaço original, localizado no 23.º andar do Tivoli Mofarrej, é um sucesso mais do que cimentado na noite da cidade brasileira: “Já foi considerado o melhor rooftop do Brasil, é um dos hotspots de São Paulo e já não tenho mais provas para dar lá”.

Agora em Portugal, mais concretamente no 9.º piso do hotel Tivoli Avenida Liberdade Lisboa (mesmo ao lado do Sky Bar), o Seen Lisboa promete fazer tanto ou mais sucesso do que o irmão brasileiro. Aberto desde 7 de novembro, Olivier explica que o espaço foi pensado para agradar a gregos e troianos, mas também a alguém muito especial.

Seen

Morada: Avenida da Liberdade 185, Lisboa
Telefone: 213 198 640
Horário: 18h-1h (encerra às 2h às sextas-feiras e sábados). Fecha ao domingo

“Esta carta até foi para agradar à minha namorada, que é vegan”, conta com um sorriso, continuando a salientar que no Seen não há regras e que o objetivo é que cada cliente esteja completamente à vontade para fazer a refeição que mais deseja. “Tem muitos pratos diferentes: pode comer um carpaccio de beterraba, um fondue de legumes, mas também pode preferir um bife, um hambúrguer, sushi, o que quiser — pode comer dez pratos ou só um. Não é obrigatório que coma uma entrada, um prato e uma sobremesa, aliás, pode mesmo vir aqui só comer uma sobremesa ou beber um cocktail”, explica o chef, que aposta num conceito de partilha neste novo espaço.

E por falar em cocktails, estes são uma parte incontornável do Seen e do ADN desta marca, com uma grande aposta em opções de assinatura e alta qualidade. No bar 360º, mesmo à entrada do restaurante, é difícil não ficar impressionado com a decoração, que até conta com uma árvore dentro próprio bar. Por detrás do balcão está Lucas Jaques, que vem diretamente da equipa de Heitor Marin, reconhecido bartender brasileiro, responsável revitalizar criações clássicas na carta do espaço de São Paulo.

Em relação à carta do Seen, pronta para satisfazer tanto carnívoros como vegans, há (mesmo) muito por onde escolher. Se não resistir ao sushi bar, com uma incrível vista da cidade de Lisboa, recomendamos-lhe que saia da sua zona de conforto dos nigiris de salmão e sashimi e prove sugestões deliciosas e irreverentes como o taco de caranguejo real, manga e guacamole (14€), a salada de lagosta trufada (25€), o niguiri de torô com caviar (20€) e o niguiri unagui especial, com enguia grelhada (14€).

Também existe um Oyster Bar, com ostras frescas do litoral nacional, e variadíssimas sugestões de pratos para partilhar, entre entradas, pratos vegetarianos, carne, peixe e sobremesas. Para o chef Olivier, há sugestões incontornáveis: “Se gostar de beterraba, mas só se gostar mesmo, tem de provar o carpaccio [12€]. Mas há mais que quero mesmo que experimente, como o crocante de tapioca e queijo curado [7€], os croquetes de cordeiro [10€] e os peixinhos de bacalhau [8€], uma mistura de peixinhos da horta com bolos de bacalhau — queria fazer os dois, por isso misturei.”

Nos pratos ditos principais, o chef ainda sugere o radiatori com camarão (22€) e os gnoques de sêmola com lagosta (26€). A estas sugestões, não resistimos também a um waygu laminado (39€), e ainda deixámos espaço para o souffle de doce de leite (10€) — que demora cerca de 20 minutos a ser preparado, mas merece a espera— e para o seen culpa (7€), uma sobremesa à base de chocolate.

Decidido a não querer criar concorrência entre os seus restaurantes, o chef Olivier explica que fez questão de criar uma ementa completamente diferente para o Seen. “São todos pratos novos, tudo o que tem aqui, só come aqui”, conta, explicando que a excecão só se aplica aos carpaccios. “A única coisa que tenho aqui que existe nos outros restaurantes é o meu carpaccio de novilho e de polvo, mas apenas porque faz parte da minha marca”, afirma.

Dedicado de corpo e alma a todos os seus projetos, Olivier confessa que foi o próprio a desenhar e decorar o Seen: “Não costumo falar muito disto, mas mal entro num espaço, visualizo logo aquilo que quero, o bar ali, as mesas assim, as luzes, o sofá, etc.. Claro que depois tenho de trazer um arquiteto para fazer o projeto, mas penso logo em tudo”.

E sendo um conceito com provas dadas do outro lado do Atlântico e com tudo para correr bem em Portugal, há planos para expandir a marca Seen em território nacional? Olivier diz que não. “Isto é único, eu não replico restaurantes, faço é conceitos todos diferentes”, conclui.

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