Flirt. Estudo conclui que os homens são peritos em confundir as coisas (e encontram insinuações sexuais onde elas não existem)

Um estudo publicado em abril sugere que as mulheres são mais emocionais e que os homens precisam de tudo bem explicado.

O cérebro das mulheres e dos homens é diferente. E a maneira como flirtam também

As mulheres e os homens são diferentes em muita coisa. Diz-se que elas são rainhas do multitasking e que são, naturalmente, mais intuitivas do que eles. Eles são mais diretos, práticos e lógicos. Na lista das coisas que nos distinguem, parece que agora há mais uma: o flirt. A conclusão é de um estudo realizado por Narissra Punyanunt-Carter, da Universidade de Tecnologia do Texas (Lubbock, Texas) e Thomas Wagner, da Universidade Xavier (Cincinnati, Ohio). Publicado a 27 de junho na revista “Psychology Today”, a investigação mostra que as formas de comunicação são muito diferentes entre os dois sexos. E isso tem implicações na hora do flirt.

As mulheres flirtam para se divertir e valorizam muito mais a comunicação. Conseguem captar todo o tipo de sinais não verbais bem melhor do que os homens (que precisam de tudo bem explicado) e são, de facto, muito emocionais. Já os homens são peritos em confundir as coisas e conseguem encontrar insinuações sexuais mesmo onde elas não existem.

O estudo conclui ainda que os smartphones vieram facilitar o flirt porque há mais tempo para construir uma boa mensagem. Até ser enviado o texto é sempre editável, e é muito mais fácil conseguir dizer a coisa certa. Do lado dos smartphones está também o argumento de que uma rejeição por mensagem não magoa tanto a auto-estima — e quanto maior for a distância entre os intervenientes da conversa, melhor.

O problema é que este tipo de comunicação por mensagens incentiva o “small talk” — uma conversa superficial, construída de modo a que os intervenientes nunca entrem em conflito. Além disso, ficarão sempre a faltar sinais não verbais. São precisamente as desvantagens do flirt por mensagens que fazem dele a zona de conforto dos homens — é que de acordo ainda com o estudo, eles têm conversas muito mais factuais do que as mulheres, e são mais fraquinhos no que toca a entender tudo o que não sejam palavras.

O estudo foi realizado com uma amostra de 400 estudantes universitários, que preencheram um questionário. Cerca de metade dos alunos estava num relacionamento.

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