Netflix proíbe equipas de filmagem de “se olharem por mais de cinco segundos”

Há mais regras impostas pelo serviço de streaming, que se diz orgulhoso da sua nova formação anti-assédio na sequência do movimento #metoo.

Os membros das equipas de filmagem devem gritar “para, não faças isso outra vez” se um colega tiver um comportamento inapropriado

Ninguém se pode olhar por mais de cinco segundos seguidos. Não há abraços prolongados, flirt ou pedidos como “dá-me o teu número de telemóvel”. A Netflix impôs novas regras nos sets de filmagens, na sequência do movimento #metoo. Uma das primeiras séries a aplicar a formação anti-assédio recebida é “Black Mirror”, que está neste momento a ser gravada no oeste de Londres.

“A equipa sénior foi a uma reunião de assédio para saber o que é ou não apropriado. Olhar para alguém durante mais de cinco segundos é considerado esquisito”, contou ao jornal “The Sun” um membro da equipa de filmagem, que preferiu não se identificar. “Não se pode pedir o número de alguém, a não ser que tenha sido dada a permissão para que ele seja distribuído. E se vir algum comportamento impróprio, deve reportar imediatamente.”

A regra que proíbe as pessoas de se olharem por mais de cinco segundos seguidos é a que está a levantar mais polémica, ou pelo menos alguns momentos caricatos. “As pessoas começaram a gozar, a olhar uma para as outras, contar até cinco segundos e depois desviar o olhar.”

Além das regras já enumeradas, também não se pode convidar um colega para um encontro se ele já disse que não uma vez e tocar nas pessoas durante longos períodos de tempo. Isto na lista do que não deve fazer. Na lista do que deve fazer está gritar “Para, não faças isso outra vez” se um colega tiver um comportamento inapropriado.

Em declaração ao jornal, a Netflix respondeu: “Estamos orgulhosos da formação anti-assédio que estamos a oferecer às nossas equipas. Queremos que toda a produção da Netflix seja um ambiente de trabalho seguro e respeitoso. Acreditamos que os recursos que oferecemos capacitam as pessoas dos nossos sets a defenderem-se, e isso não deve ser uma trivialidade.”

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