Hiperatividade infantil. Estamos a medicar demasiado os miúdos?

Os pais acusam as escolas de fazerem pressão, os professores alertam para os perigos de ignorar o problema da hiperatividade.

Segundo dados do Infarmed, o consumo diminuiu. Mas o debate continua aceso

Bekah Russom/Unsplash

Quando Jasper estava no terceiro ano do primeiro ciclo do ensino básico, foi-lhe diagnosticado défice de atenção. A meio do ano, a professora sugeriu que a criança começasse a tomar medicamentos. “Eu disse: ‘Ele não toma medicamentos’”, conta Regina, mãe de Jasper, no novo documentário da Netflix, “Take Your Pills: Receita para a Perfeição”. A professora respondeu-lhe: “Nesta escola toda a gente toma medicação”.

Em 2015, o Infarmed lançou o primeiro (e para já único) estudo sobre o consumo de fármacos para a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA). Os números eram alarmantes: cerca de cinco milhões de doses estavam a ser prescritas por ano a miúdos até aos 14 anos. Por outros números, em 2014 tinham sido dispensadas 276 mil embalagens de metilfenidato em Portugal continental.

Metilfenidato. Falamos da substância ativa mais comum em Portugal para tratar a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA). Nas farmácias portuguesas é vendida com os seguintes nomes: Concerta, Ritalina e Rubifen.

Na altura, a Direção Geral de Saúde descreveu os números como “alarmantes”. Felizmente, nos anos seguintes os números melhoraram: segundo o Infarmed divulgou ao jornal “Público” no início deste ano, verificou-se uma diminuição no consumo de medicamentos para tratar a hiperatividade e défice de atenção. Entre janeiro e novembro de 2016 foram vendidas 259 mil embalagens. Em 2017, foram 254 mil.

Os números estão mais baixos, no entanto o debate continua aceso. Para alguns, como a professora do 3º ciclo do ensino básico, Carla Magalhães, há crianças que deveriam estar a ser medicadas e não estão porque os pais não se querem render à chamada “doença da moda”. Precisam de facto de ajuda porque, sem ela, não conseguem aprender ou sequer integrar-se. No extremo oposto, outros defendem que há miúdos mal-medicados ou a serem incentivados a tomar medicamentos prematuramente, com pais a acusarem as escolas de fazerem pressão.

“Eu sei que não era um miúdo fácil, mas não foi a medicação que o ajudou”

Vânia Barreiras é educadora de infância. Aos 37 anos, conviveu de perto com o problema da hiperatividade e défice de atenção. Ou pelo menos acha que sim: um dos seus filhos, hoje com 18 anos, foi diagnosticado com a doença quando passou para o quinto ano numa escola privada em Viana do Castelo. Um médico aconselhou a criança a tomar medicação. Começaram por uma dose baixa de Concerta.

“Eu recebia queixas do género: ‘Ele brinca com tudo, até com a borracha’. Era a forma que ele tinha de se manter atento, precisava de se mexer. Eu notava isso em casa, quando estávamos a estudar o dois estava sempre a abanar as pernas, por exemplo.”

Porém, Vânia Barreiras acabou por aceitar o que os médicos lhe diziam, que a medicação era a única alternativa. No primeiro ano, as coisas pareciam estar a correr bem. Os professores pararam de a chamar à escola, o filho parecia estar mais concentrado, até tinha a letra mais legível. Só que logo a seguir vieram os efeitos secundários, como as dores de cabeça e a falta de apetite.

Quando vinha o corta-mato da escola, dizia que não queria tomar o medicamento porque se não depois não conseguia correr”

“Estava apático, parecia uma crianças doente. Quando vinha o corta-mato da escola, dizia que não queria tomar o medicamento porque se não depois não conseguia correr.”

Até que começou a mentir — farto de se sentir alterado com a medicação, a criança começou a deixar de tomar os medicamentos às escondidas dos pais. Vânia Barreiras apercebeu-se disso e, percebendo a aflição do filho, decidiu cortar com a medicação no 7.º ano.

“No 8.º ano mudou de escola e eles diziam o inverso: nada de medicação. Hoje está a terminar o 12.º ano e não toma nada. Eu sei que não era um miúdo fácil, mas não foi a medicação que o ajudou. Não foi a pressão da escola que o ajudou. Há casos e casos, as coisas têm de ser avaliadas individualmente.”

Aos 18 anos, o filho de Vânia é uma criança perfeitamente normal. Mas nunca mais conseguiu encontrar o equilíbrio com a escola — detesta ler, escrever, tudo o que seja teórico é um martírio. “Mas se forem actividades práticas não há problema nenhum. Ele pratica equitação, por exemplo, e tem um talento natural para acalmar os cavalos. Conseguiu ir ao pódio de um campeonato regional sem qualquer dificuldade.”

Há pressão das escolas para medicar os miúdos?

Joana Esteves, 31 anos, está neste momento a trabalhar na área social, mais precisamente no rendimento social de inserção. Há pouco tempo lidou com um caso de uma criança diagnosticada com PHDA que, inesperadamente, começou a sentir palpitações. Os médicos suspeitaram que podia ser um problema cardíaco, por isso pediram aos pais que parassem com a medicação até serem feitos todos os exames.

“A escola recusou que ele tivesse aulas até voltar a estar medicado”, conta Joana Esteves à MAGG. “A criança esteve em casa até saírem os resultados dos exames e perceberem que o problema não era da medicação.”

Está na moda medicar os miúdos. Fala-se muito nisto: é uma criança agitada, logo se calhar é uma criança hiperativa. Não, se calhar é só uma criança normal que salta, pula”

Joana Esteves trabalhou praticamente toda a vida com crianças, nomeadamente em contexto de ATL. Tal como os números do Infarmed atestam, também ela sentiu uma diminuição no consumo de psicofármacos no ano letivo e 2016/2017. Nos anos anteriores, não tem dúvidas: havia muitas crianças medicadas. Se tivesse de apontar um número, diria entre 15 a 20%.

“Há pressão das escolas para ter as crianças medicadas”, afirma. “Está na moda medicar os miúdos. Fala-se muito nisto: é uma criança agitada, logo se calhar é uma criança hiperativa. Não, se calhar é só uma criança normal que salta, pula.”

Um empresária de 45 anos que pediu anonimato sentiu isso na pele. No ano letivo de 2014/2015, o filho entrou para o primeiro ano num colégio privado em Lisboa. “Senti logo pressão por parte da escola para que ele fosse ao psicólogo do colégio.” Os pais assim fizeram, e o menino foi diagnosticado como tendo défice de atenção. Encaminhado para outro gabinete de psicologia infantil, a avaliação foi completamente diferente — o miúdo estava ótimo, garantiram.

“A única coisa que lhe prescreveu foi um café de manhã para aumentar a concentração. Mas a pressão na escola continuou.”

Nunca ninguém disse abertamente “o menino precisa de tomar medicação”, mas indiretamente parecia ser essa a resposta. Os pais estavam constantemente a receber chamadas de atenção, na escola o rapaz sentia-se inferiorizado. “Ele começou a ser acompanhado por uma psicóloga e a professora dizia que ele estava muitas vezes distraído. ‘Parece que não dormiu, estava deitado em cima da secretária’. Ela nunca percebeu que ele fazia isto, não porque não tivesse dormido à noite, mas porque estava desmotivado — isto foi-me dito pela psicóloga.”

Eles querem miúdos robot, que não olhem para o lado. Uns são mais quietos, outros são mais distraídos. Os mais distraídos são logo rotulados com défice de atenção. No mínimo!”

O filho da empresária esteve no colégio durante o primeiro e segundo anos do primeiro ciclo do ensino básico. A auto-estima da criança estava cada vez pior. Começou a ficar obcecado com as notas, e a fazer comentários em casa como “eu não sou bom, só tive 57%”. Quando a mãe encontrou uns desenhos do filho com as frases “eu não devia ter nascido” e “sou um falhado”, linguagem que ele nunca tinha ouvido em casa, tomaram a decisão de o tirar do colégio. Fizeram-no em janeiro deste ano.

“Hoje em dia as escolas privadas estão muito vocacionadas para rankings. Querem ser as melhores, porque isso vende mais. Eles querem miúdos robot, que não olhem para o lado. Uns são mais quietos, outros são mais distraídos. Os mais distraídos são logo rotulados com défice de atenção. No mínimo! Isto é um massacre para os miúdos.”

Na nova escola, o comportamento do rapaz mudou completamente. “Hoje o meu filho está muito mais feliz. Não teve qualquer problema de adaptação e não tem de tomar nada.”

Marta Calado, psicóloga na Clínica da Mente, no Porto, assegura que a maioria dos casos que chegam à clínica vêm por sugestão das escolas. “Quando os pais chegam aqui com crianças que foram diagnosticadas com PHDA, normalmente isto acontece devido a uma queixa escolar.” Muitas vezes, a clínica recebe estes pais porque eles não conseguem reconhecer os seus filhos após a toma da medicação — eles ficaram completamente diferentes, regra geral pior.

“O pedido de apoio muitas vezes passa por aqui: eu não quero ter o problema que tinha anteriormente mas também não quero este novo problema com que me deparo agora.”

Na opinião de Marta Calado, é muito fácil perceber se uma criança tem ou não hiperatividade. “Conseguimos identificar rapidamente quando há uma limitação que é de âmbito físico ou emocional.” E à pergunta se recebem mais casos de crianças bem ou mal-diagnosticadas, a resposta é imediata: “Mal. Sem dúvida. Temos poucos casos dos ditos ‘verdadeiros’ hiperativos. Cada vez mais são os casos de crianças mal-diagnosticadas.”

“Os professores não querem ter os miúdos medicados”

Carla Magalhães é professora de fisico-química há 23 anos. Neste momento numa escola em Lisboa a dar aulas ao 3.º ciclo, deixa o alerta: no que diz respeito à medicação, estamos a entrar num debate onde de um lado estão as pessoas a favor e no outro as pessoas contra. E isso sim é o mais preocupante: não podemos ser contra ou a favor. Tudo depende dos miúdos.

“Obviamente que não podemos pensar em ter a maioria dos nossos jovens dopados. E preocupa-nos que haja um consumo excessivo. Mas há casos em que é absolutamente imprescindível. Miúdos hiperativos não são miúdos agitados, não são miúdos com mau feitio ou que não sabem estar. Eles sofrem hiperatividade, e a hiperatividade é uma patologia.”

A professora de 46 anos realça que maus profissionais existem em todas as profissões. Não pode falar por uma classe inteira e garantir que não há professores que incentivam os pais a procurarem soluções medicamentosas, no entanto, afirma que esta não é de todo a regra.

“Os professores não querem ter os miúdos medicados. É de facto difícil gerir turmas com 30 ou mais alunos, e também se sabe que a nossa profissão carece de facto de apoio. Antes bastava passar a informação de que o menino estava mal-comportado e o assunto era resolvido, agora se calhar pensa-se primeiro que a responsabilidade não é da criança. Mas não é por isso que vamos agora desatar a caçar miúdos com hiperatividade. Eu pelo menos espero que não seja isso que se esteja a passar.”

Só que o contrário também não pode acontecer: não podemos ter miúdos que precisam de ajuda e não a recebem. “Há alturas em que é aflitivo o sofrimento destas crianças. Se eu pedir a um miúdo agitado para sossegar e dizer-lhe que no final ele pode fazer aquilo que quer — a tal questão da recompensa —, ele consegue. Com um miúdo hiperativo isto não funciona porque ele simplesmente não consegue. E ele fica frustrado, porque quer fazê-lo mas não consegue.”

Carla Magalhães explica que os miúdos hiperativos são, regra geral, extremamente inteligentes. Logo têm consciência que não conseguem fazer aquilo que lhes é pedido, o que os deixa em luta consigo mesmos. Além disso, são muitas vezes usados pelos colegas para causar distúrbio nas aulas — eles sabem que eles não vão conseguir controlar-se —, no entanto, no recreio, são estereotipados e postos de parte. Isto porque até para os colegas eles são demasiado agitados.

Que também há o contrário, há. Há miúdos que quase roçam o abandonado pelos pais quando estes não tentam pelo menos perceber o que se passa com eles.”

“Já tivemos alguns casos em que tivemos de falar com os pais para encaminharem esses miúdos. Porque de facto estavam em sofrimento. O máximo que um professor pode fazer é pedir à mãe ou ao pai para verem, fazerem um rastreio, e depois agirem em conformidade. Que seja generalizado que os professores querem que os miúdos tomem medicamentos, não. Agora, que também há o contrário, há. Há miúdos que quase roçam o abandonado pelos pais quando estes não tentam pelo menos perceber o que se passa com eles.”

“Eu não queria que ele tomasse medicação. Pensei que podia ser só uma fase, todas as crianças são agitadas”

O filho mais velho de Tatiana Gaspar, 32 anos, foi diagnosticado com hiperatividade e défice de atenção há dois anos. No início, a recepcionista em Lisboa foi completamente contra a utilização de medicamentos. “Eu não queria que ele tomasse medicação. Pensei que podia ser só uma fase, todas as crianças são agitadas.”

Só que a situação tornou-se cada vez mais grave. No jardim de infância, Tatiana Gaspar era constantemente chamada à escola pela educadora — o filho não parava quieto, batia nos outros meninos, subia aos móveis, não respeitava nenhuma regra. A educadora chegou a dizer à mãe que, nos dias em que ele estivesse mais agitado, tinha de o ir buscar à escola.

“Já não sabia o que fazer. Acabei por falar com a médica e começámos a dar medicação, primeiro para o défice de atenção e mais tarde para a hiperatividade.”

Tatiana Gaspar notou imediatamente mudanças no comportamento do filho. Não é que de repente se tivesse tornado numa criança calma. Nada disso: continuou agitado, fazia as suas birras, mas pela primeira vez conseguia concentrar-se nas tarefas. Já consegue pintar e fazer desenhos, por exemplo, coisas que não fazia antes.

No início de fevereiro, uma troca na medicação pelo genérico causou o terror lá em casa. “Durante um mês, foi como se tivéssemos começado tudo outra vez. Voltou àquilo que era. Nós perguntávamos-lhe: ‘Porque é que estás assim, porque é que estás a fazer isso?’, e ele respondia: ‘Porque a minha cabeça não para’. ‘Filho, para um bocadinho.’ ‘Mãe, a minha cabeça está maluca’.”

Nenhum pai gosta de tomar a decisão de medicar um filho. No caso de Tatiana Gaspar, foi uma decisão extremamente difícil. No entanto, as melhorias são evidentes: sim, continua agitado e irrequieto mas, nas palavras da mãe, os miúdos também não nasceram para ficar quietos. É normal. O que interessa é que agora já consegue prestar atenção às tarefas que tem de realizar, seja na escola, seja na terapia da fala.

“Tem dado muito resultado. Ficou muito mais interessado nas coisas, mais participativo. Também melhorou bastante na fala e na concentração.”

Eu até digo na brincadeira que ele agora está mais chato, porque quer saber o porquê de tudo. Isso não acontecia antes.”

Uma dos temas tabu que envolvem a questão da medicação é o facto de os miúdos ficarem apáticos, quase sem vida. Isso nunca aconteceu com o filho de Tatiana: “Na terapia, às vezes fica muito quieto, porque é só ele e a terapeuta e não tem outros estímulos. Mas é porque está concentrado, não apático. Eu até digo na brincadeira que ele agora está mais chato, porque quer saber o porquê de tudo. Isso não acontecia antes.”

“Passo mais tempo a tirar medicação do que a pôr”

O grande problema actualmente é olhar para uma criança que se mexe muito e assumir de imediato que ela é hiperativa ou tem um défice de atenção. “Passo mais tempo a tirar medicação do que a pôr”, revela à MAGG Pedro Cabral, diretor clínico do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil, CADIn. “Toda a gente está a utilizar critérios de medicação em função do grau de movimento.” E isso não podia ser mais errado: “Às vezes precisamos de nos mexer para fixar melhor as coisas. O exemplo mais básico é contar pelos dedos: se eu contar pelos dedos, consigo contar até mais tarde e melhor. Estou a recrutar mais circuitos para a mesma tarefa e em sítios diferentes do cérebro.”

O que há mais são miúdos quietinhos a olhar para os professores e a segui-los com os olhos e os professores a pensarem que eles estão muito atentos quando na realidade estão a pensar que ela tem o nariz quase a cair”

Na opinião de Pedro Cabral, há cada vez mais diagnósticos feitos em consulta, nos infantários e nas escolas em que se assume que a criança não está a prestar atenção porque se mexe. Isso não é verdade. Para aprender nós precisamos de estar atentos. Não interessa se nos estamos a mexer muito. “Mas como é que ele pode estar atento se se está a mexer?”. “A pergunta é: ‘Se não para atento, como é que consegue estar quieto?

“O que há mais são miúdos quietinhos a olhar para os professores e a segui-los com os olhos e os professores a pensarem que eles estão muito atentos quando na realidade estão a pensar que ela tem o nariz quase a cair. O facto de a criança estar quieta ou parada não quer dizer que esteja a seguir o raciocínio do professor.”

A forma como as crianças estão a ser educadas também é relevante no que diz respeito aos diagnósticos errados de PHDA. Pedro Cabral sublinha que vivemos tempos em que, quando interrompem os pais, as crianças recebem logo atenção; quando pedem qualquer coisa, recebem-na de imediato. Além disso, há cada vez mais pessoas a interferir na educação dos miúdos — pais, avós, tios, profissionais, todos a opinar sobre as crianças. Às vezes, essas vozes só causam ruído.

Os medicamentos deixam as crianças apáticas?

Marta Calado, da Clínica da Mente, relata que muitas crianças que recebe chegam de facto num estado de apatia. “A criança fica nitidamente diferente daquilo que era antes. Obviamente que isto depende de caso para caso. Se temos uma criança que é ativa e faladora, vamos ter uma criança quase muda; se temos uma criança ativa mas que não é muito faladora, assistimos a uma alteração de comportamento a outro nível.”

“Se os medicamentos deixam as crianças apáticas, então é porque estão a ser dados em excesso. E isso é muitas vezes o efeito procurado pelos pais, professores ou cuidadores porque querem ter as crianças sossegadas e, pensam eles, talvez atentos”, explica Pedro Cabral. “O café e a Ritalina têm exatamente o mesmo efeito ao nível do sistema nervoso. Não é suposto ficar ‘pedrado’.”

E quais são os maiores perigos da medicação? Para Pedro Cabral são dois: os miúdos convencerem-se que só conseguem estudar medicados; e os pais, médicos e professores ficarem contentes esquecendo-se de pensar no que é que não está certo em casa ou no ambiente que rodeia a criança.

“Temos miúdos que às vezes se deitam à uma da manhã ainda com o telemóvel a tocar com o Instagram, WhatsApp e Messenger, a dormir pouco, habituados a ser constantemente bombardeados com estímulos que mudam muito rapidamente e trazem novidades constantes, e depois ficam incapazes de ouvir uma aula de História ou de Filosofia”, lamenta o especialista.

Antes de qualquer medida como medicamentos ou café, é muito mais importante para a criança libertar-se dos ecrãs a partir de determinadas horas, dormir bem, praticar desporto. É que, alerta Pedro Cabral, “a medicação é uma coisa muito séria para ser entregue desta forma a pessoas que não sabem o que é que estão a fazer.”

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