O documentário surge de uma investigação feita a José Jurado Montilla, conhecido nas redes sociais como Dinamita Montilla. Foi acusado de seis homicídios, tendo cumprido 28 anos de prisão, e está agora à espera de um novo julgamento.
Dois episódios, quase duas horas de narrativa e uma história que vai certamente arrepiar. “O Assassino do TikTok”, lançada na sexta-feira, 6 de março, é a mais recente série da Netflix que já conquistou os espectadores, não precisando de muito tempo para chegar ao topo das produções mais vistas – só fica atrás de “A Verdadeira História dos Dinossauros”. Baseada numa história real, é mesmo a série a não perder no próximo serão em casa, e a MAGG conta-lhe tudo.
O documentário surge de uma investigação feita a José Jurado Montilla, conhecido nas redes sociais como Dinamita Montilla. O homem, com agora 65 anos, ficou conhecido no TikTok quando começou a publicar vários vídeos de aventuras e das suas viagens mirabolantes, mais tarde sabendo-se que, décadas antes, tinha sido acusado de matar pelo menos quatro pessoas em Espanha. Em 2023, foi acusado de outros dois crimes de homicídio, e ainda aguarda julgamento.
Mas comecemos pelo início. Ao que tudo indica, de acordo com a revista “People“, José Jurado Montilla foi condenado na década de 80 pela morte de quatro pessoas em Málaga, Espanha, tenho sido sentenciado a 123 anos de prisão. No entanto, foi libertado após 28, em 2013, altura em que se deu uma nova decisão da justiça. 10 anos mais tarde, em 2023, começou então a fazer vídeos no TikTok, onde caminhava por várias zonas de Espanha alegando a sua inocência.
Nesse verão conheceu Esther Estepa, uma mulher de 42 anos que foi brutalmente assassinada e que dá o mote para toda a série “O Assassino do TikTok”. De acordo com a Netflix, a mulher fez amizade com José Montilla depois de ter saído de uma relação alegadamente abusiva, cruzando-se com ele durante uma viagem. Sem qualquer tipo de respostas por parte de Esther Estepa, a família dá a mulher como desaparecida, refazendo os seus últimos passos através de mensagens, vídeos e outros vestígios digitais.
Ao mesmo tempo, o homem de 65 anos informou os seus seguidores deste desaparecimento, e gravou-se a refazer os percursos que os dois tinham feito juntos antes de Esther desaparecer – nesta altura, a família soube da existência de José Montilla depois de este os contactar, dizendo que os dois se tinham conhecido num hostel. A família suspeitou, e o facto de as mensagens enviadas antes de o desaparecimento acontecer não parecerem a linguagem de Esther Estepa só levantou mais as suspeitas.
A história desenrola-se então a partir dessa pegada digital, recorrendo a imagens de arquivo e a entrevistas com as pessoas mais próximas da mulher, que ainda hoje esperam o julgamento do “Assassino do TikTok”. Isto porque o desaparecimento transformou-se num homicídio em 2024, quando os ossos da vítima foram encontrados à beira de uma autoestrada. No entanto, quando foram para prender José Montilla, este já estava detido por um outro assassinato de um jovem de 21 anos.
Desta forma, o homem de 65 anos encontra-se preso e à espera de julgamento, negando o seu envolvimento em qualquer um dos casos. O facto de o caso não estar fechado fez com que a polícia não quisesse colaborar na série documental da Netflix, pelo que Héctor Muniente, o criador, precisou ele próprio de fazer muita pesquisa. “No início foca-se no que ele diz, à procura de contradições e mentiras, mas depois repara-se nos pequenos detalhes. O que nunca esquecerei é a sua capacidade de mudar de emoção num único clique”, disse à “Time“.
