Não apontem o dedo, isso é feio. E já todos saímos “só para apanhar ar”
Estamos todos fartos de teletrabalho, de cozinhar de manhã à noite e de não poder sair de casa. Mas sabem o que é mais cansativo? Os falsos moralismos.
Estamos todos fartos de teletrabalho, de cozinhar de manhã à noite e de não poder sair de casa. Mas sabem o que é mais cansativo? Os falsos moralismos.
Acordar, trabalhar, cozinhar, ver séries, dormir. Acordar, trabalhar, cozinhar, ver séries, dormir. Acordar, trabalhar, cozinhar, ver séries, dormir. Acordar, trabalhar, cozinhar, ver séries, dormir.
Em tempos de crise, a imaginação é uma arma. Não há pão fresco todos os dias? Faz-se em casa. Só há uma lata de grão? Chega. Com ela fiz hambúrgueres, manteiga, omeletes e panquecas. Já vos conto tudo.
São o novo spot mais badalado de Portugal, são o Lux em tempos de COVID: a malta diverte-se, vai para ver e ser vista, encontramos celebridades e o mais provável é sairmos de lá todos bêbados e felizes.
De nada vale comprar a granel, se enchemos a despensa de grão sem deixar nada para o outro. E os saquinhos de pano? Temos é que levar comida ao velhote que vive sozinho no sexto andar. Seja embalada em plástico ou não
A única forma de sairmos daqui vivos e saudáveis é se a banca e o governo encontrarem forma de adiarem o pagamento de prestações de crédito e as grandes empresas perdoarem o pagamento de serviços de primeira necessidade.
Tão importante como sensibilizar a população para a necessidade de ficar em casa, é informar os gerentes de pequenas empresas das soluções que terão ao seu dispor para os ajudar, para que sintam confiança para fecharem portas.
Vendi secadores e varinhas mágicas, doei roupa e comprei coisas em segunda mão. Vamos só esquecer a quantidade de plástico que uma empresa de mudanças usa para envolver a mobília, ok?
Deixem-se de tretas e principalmente de desculpas. Se vão três ruas abaixo para carregar o telemóvel ou pagar a renda, também podem fazê-lo para fazer algo tão simples como pôr o lixo no sítio certo.
Estava tudo descansadinho enquanto o vírus matava do outro lado do mundo e era um problema exclusivo dos chineses. Agora? Agora ninguém sabe quem é que deve evitar.
Por mais que se discuta o feminismo, continuamos a perpetuar os modelos antigos dentro dos nossos lares. Como é que deixamos cair a síndrome de gata borralheira e como é que libertamos o outro da caixinha do machismo?
Toda a gente ficou chocada com as imagens. Temos razões para isso, mas é preciso ir mais longe — o Cantinho da Milú, de onde veio o cão que veem na foto e para onde foram os do toureiro, precisa de toda a ajuda possível.
A única pessoa que não parece estar preocupada com o legado familiar é o meu namorado. Mas por mim está ok. É que nem sempre a entrada nos 30 representa o timing favorável.
Esta é a história do meu irmão, que comia meio quilo de bife ao jantar e nem a alface do hambúrguer do McDonalds provava. Não deixou de comer carne, mas aprendeu que há outros sabores.
A despenalização da eutanásia em Portugal está de volta ao Parlamento. Aconteça o que acontecer, deixem-me contar a história da minha tia Maria.
Pois é, achavam que de brócolos e de peitinho de frango grelhado se fariam os vossos 30. Estávamos bem enganados.
Nesta jornada para reduzir o desperdício, há que recusar muita coisa. Dizer não ao saco de plástico, à colher para mexer o café ou ao cartão de visita. Mas não há porque fazê-lo de forma agressiva.
Portugueses a viver em Wuhan? Continuem por lá. Chineses em Portugal? Está na hora de irem embora. Turistas? Se arriscam a viagem, não voltem. Até quando vamos continuar a ser este tipo de pessoas?
Na nova crónica semanal da MAGG, disserta-se sobre as vicissitudes e atropelos da altura da vida em que se é confrontado com a realidade: já somos “adultos” sem “jovem”.
Não falta informação. Não faltam imagens de tartarugas perfuradas com palhinhas. Não faltam ecopontos espalhados por todo o lado. Sabe o que também não faltam? Desculpas. Mas vamos dar cabo delas.
Nesta luta por diminuir a pegada ecológica, faço muitos quilómetros a pé. É que os transportes são responsáveis por quase 30% das emissões de dióxido de carbono.
Levantamos com leviandade a bandeira do racismo, mas esquecemo-nos de que é ao fazê-lo que estamos a silenciar cada vez mais as verdadeiras vítimas.
Aparentemente, não tem nada de mal fazer uma sugestão, mas cada pessoa deve ser vista como uma página em branco. A psicóloga Sara Ferreira ajuda a perceber a questão.
Chama-se dumpster diving e, quem é adepto, não o faz porque não tem dinheiro para comer. A ideia é evitar que comida de qualidade vá para o lixo. E, acredite, isso acontece muito.