“A gente nasceu para fazer música”. O pagode contagiante dos Menos é Mais está a chegar a Portugal

O grupo, composto por Duzão, Paulinho, Ramon e Gustavo, falou com a MAGG sobre os seus concertos em Portugal, que acontecem já em maio. Entre a comida portuguesa e a missão de fazer as pessoas felizes, saiba do que se falou.

De salas esgotadas no Brasil a concertos em nome próprio em Portugal, o percurso dos Menos é Mais tem sido feito de crescimento constante – e de ligações que ultrapassam fronteiras, seja pela língua, pelo ritmo das músicas ou pela sua alegria constante. Agora, o grupo regressa ao País que marcou a sua estreia europeia com duas atuações quase esgotadas da digressão Puro Suco do Brasil, para duas das maiores salas de espetáculos de Portugal: a SuperBock Arena, no Porto, e a Meo Arena, em Lisboa. Prometem, claro, uma energia sem igual.

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“A memória afetiva que a gente tem aqui com Portugal, que foi o primeiro show na Europa em que teve muita gente, é que nos faz voltar. Então, a primeira vez que a gente tocou aqui foi incrível. E, segundo, a comida daqui não tem jeito. Essa memória que a gente tem de comer bem. A verdade é que a gente se apaixonou por Portugal, não tem como“, começou por dizer o grupo, composto por Paulinho, Ramon, Gustavo e Duzão à MAGG – sendo que este último admitiu inclusivamente que prefere os pastéis de Belém aos pastéis de nata.

Além disso, o facto de o público português já ser fã de música brasileira ajuda, até porque como as culturas não são extremos opostos, o pagode é sempre bem aceite. “O que surpreende é que, quando a gente vai para outros países, acaba tocando muito para a comunidade brasileira. Aqui, desde a primeira vez, a gente tocou não só para brasileiros, mas para portugueses também. Então ter esse contacto e se sentir um pagodeiro internacional é bem maneiro. A receção do público sempre foi muito incrível com a gente aqui”, disseram.

Mas certamente não são só portugueses e brasileiros que ouvem Menos é Mais – e a confirmação está no Spotify, onde o grupo conta com mais de 17 milhões de ouvintes mensais. Isto significa que 17 milhões de pessoas diferentes ouviram pelo menos uma música dos Menos é Mais ao longo dos últimos 28 dias, o que deixa bem claro a dimensão do grupo.

“A viragem aconteceu na pandemia, quando começámos a fazer diretos”, dizem, acrescentando, no entanto, que já tinham “números grandes”. Contudo, houve um que contou “com mais de 500 mil pessoas”. “Chorámos de emoção, porque não tem como mensurar isso“, admitem.

“Mas não há um momento específico de ‘cair a ficha’, acho que são vários momentos. Quando entrámos no avião e lembrámos que viemos para Portugal para compromissos com a imprensa portuguesa? Isso é surreal, e temos que estar sempre nesse exercício de não normalizar e dimensionar o que está vivendo, senão vive tudo no automático e não aproveita”, acrescentaram. E o que é que faz o público, afinal, conectar-se com o grupo Menos é Mais de uma maneira tão viciante? A resposta estava na ponta da língua.

Quando você se propõe a fazer algo que seja você mesmo, que seja o que você gosta, você vai se conectar com alguém. E, graças a Deus, foi com muita gente. A gente busca sempre fazer música boa e mostrar a nossa verdade nas músicas e nos vídeos”, explicaram, acrescentando ainda que o sonho sempre esteve lá, mas que nunca pensaram chegar onde já chegaram. “O sonho de viver de música é bem ingrato. A gente brinca que parece muito com carreira de jogador de futebol no Brasil: muita gente talentosa, pouco espaço”, começaram por dizer.

“Então a gente foi sonhando com as etapas acontecendo. Fomos investindo nas gravações, nos vídeos na internet, e aquilo foi mostrando um caminho. Começámos a trabalhar outras vertentes, a sair de casa para fazer pagode em outros estados, pessoas foram com a gente, tiveram de deixar as famílias para estar junto com a gente. Depois começámos a ir para outros países e a coisa foi escalando. Mas nunca imaginámos que fosse chegar até Portugal dessa forma, tão grande”.

E a verdade é que, pelo menos em Portugal, todo o fenómeno do grupo Menos é Mais explodiu depois de “Coração Partido”, uma versão pagode da música já muito conhecida “Corazón Partío” de Alejandro Sanz. Aliás, ainda antes de sair, o próprio artista espanhol teve a oportunidade de a ouvir, e foi com a sua benção que uma das músicas mais virais do grupo se tornou real. Tem, atualmente, mais de 400 milhões de visualizações no Youtube e quase 450 milhões de reproduções no Spotify , sendo claramente um divisor de águas.

“A gente já vivia um bom momento, mas essa música levou o Menos é Mais para vários lugares. Colocou o pagode no primeiro lugar do Spotify e abriu portas para novos projetos. Foi uma ponte para o que a gente vive hoje, inclusive poder fazer shows próprios com mais de 10 mil pessoas“, disseram, referindo-se também ao concerto na Meo Arena, em Lisboa. Desde aí que têm saído sucessos atrás de sucessos, como “P do Pecado”, “Pela Última Vez”, “Lapada Dela” e “Aquele Lugar”.

“A nossa energia, a alegria que a gente coloca na música, torna a canção Menos é Mais. Não é um exercício racional, e quando a gente traz para a nossa batucada e para os nossos arranjos, naturalmente vira uma música com a nossa cara”, continuaram. “A gente nasceu para fazer música. Independentemente de qualquer coisa, queremos fazer música boa, levar energia boa, transformar vidas. Já recebemos mensagens de pessoas que melhoraram de momentos difíceis por causa da nossa música. Essa é a nossa missão”.

Espreite as fotos do grupo.

E essa missão vai, então, passar por Portugal, onde os espetáculos prometem ser inovadores e cheios de surpresas. “A gente sabe a dimensão do que vai acontecer, e queremos mesmo viver isso intensamente. Não vai ser uma noite normal. Vai ser um momento especial, com músicas novas, com a nossa família junto. Um momento para contar para os nossos netos”. Posto isto, pode fazer parte desta festa, cujos bilhetes de 45€ a 75€ já estão disponíveis, já nos próximos dias 22 e 23 de maio, no Porto e em Lisboa.

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