“O Café Sem Nome” é um romance sobre recomeços, amizades e a importância das pequenas coisas da vida, construindo um retrato delicado daquilo que é ser humano. Saiba tudo.
Entre as novidades literárias que têm conquistado leitores um pouco por toda a Europa, há um livro que se destaca pela sua escrita simples e profundamente humana – falamos de “O Café Sem Nome”, do escritor austríaco Robert Seethaler. O romance, que chegou a integrar a lista de finalistas do Prémio Internacional Man Booker, um dos mais prestigiados, tem sido elogiado não só pela sua sensibilidade como pela forma como retrata as vidas de pessoas comuns, sendo certamente uma mais-valia na sua estante.
Isto porque a narrativa acompanha Robert Simon, um homem discreto que trabalha como auxiliar no mercado de Karmelitermarkt, em Viena, depois da Segunda Guerra Mundial. Um dia, ao reparar num espaço abandonado, decide arrendá-lo e abrir ali um pequeno café, e sem grandes objetivos – e até sem um nome escolhido -, o estabelecimento começa a ganhar vida. Entre cervejas, pão, pickles e conversas, o café transforma-se assim num ponto de encontro para as pessoas do bairro.
Ao longo do romance, o leitor vai ficando assim a conhecer várias personagens que passam por aquele espaço modesto, e elas está Mila, que começa a trabalhar como empregada no café e se torna uma presença importante no dia a dia de Robert Simon. Há também figuras como Johannes Berg, o talhante do outro lado da rua, além dos clientes regulares como Rose Gebhartl, que regressam noite após noite sempre com as histórias mais fascinantes.
Ou seja, mais do que uma simples história cheia de acontecimentos mirabolantes, “O Café Sem Nome” vai acompanhar o quotidiano de todas estas personagens, mostrando como uma conversa ainda é dos mais poderosos atributos dos humanos. É uma obra feita de momentos simples, com silêncios partilhados e acontecimentos por vezes nem tão interessantes, mas é o espelho de que, ao longo dos anos, as comunidades também vão evoluindo.
No fundo, é um romance sobre recomeços, amizades e a importância das pequenas coisas da vida, construindo um retrato delicado daquilo que é ser humano – não surpreende, assim, o facto de ter sido um dos finalistas do Prémio Internacional Man Booker, que é atribuído a um autor de ficção vivo de qualquer nacionalidade com o objetivo de promover a literatura traduzida. Em Portugal, o livro foi publicado pela Clube do Autor, e já está disponível em todas as livrarias por um custo de 18€.
