Costuma ir a Tróia muitas vezes (e gastar bastante no bilhete)? Governo admite incluir ferry de Setúbal no Navegante

A travessia fluvial, conhecida por ser uma das mais caras da região, está a ser avaliada pelo Ministério das Infraestruturas para integrar o sistema de passe Navegante.

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Viajar entre Setúbal e a Península de Tróia pode vir a sofrer uma revolução nos preços. O Governo confirmou que está a avaliar a integração da ligação fluvial da Atlantic Ferries no sistema tarifário do passe Navegante, uma medida que, a avançar, promete aliviar consideravelmente a carteira de quem faz este trajeto com regularidade.

A garantia foi dada pelo Ministério das Infraestruturas e Habitação, liderado por Miguel Pinto Luz, em resposta a um requerimento do Bloco de Esquerda. O executivo assumiu estar a estudar alterações à concessão do transporte “incluindo a integração daquela ligação no sistema Navegante, para melhorar a acessibilidade, as tarifas e a sustentabilidade” do serviço, conforme avançou o “ECO”.

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Esta avaliação surge na sequência de recomendações da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), que já tinha defendido publicamente a renegociação do contrato para que o ferry deixasse de ser uma “exceção” cara nos transportes da região e passasse a beneficiar do passe metropolitano.

Apesar de a possibilidade estar em aberto, o governo avisou que o processo não será imediato e recusou adiantar qualquer calendário para a renegociação. “A concretização de soluções desta natureza depende da articulação entre as entidades com competência nas áreas dos transportes, da política tarifária e do financiamento, bem como da existência dos correspondentes mecanismos de compensação financeira”, sublinha o Ministério, citado na mesma publicação.

O sucesso da medida depende assim de um acordo entre o Estado, as autarquias e a transportadora sobre quem vai pagar as “compensações financeiras” à Atlantic Ferries para suportar o custo real das viagens.

Por enquanto, a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS) continua a analisar o enquadramento do contrato, com o Governo a garantir que qualquer futuro modelo de exploração terá de assegurar o “equilíbrio económico-financeiro da concessão”.

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