A pergunta para um milhão de euros mantém-se: será que estamos sozinhos no universo? Durante anos este tem sido um tema que divide cientistas, fãs de ficção científica e teóricos da conspiração. Mas será que alguém chegou a uma conclusão que pareça, no mínimo, convincente? Ainda não.

Em 2018, um físico russo, Alexander Berezin, do MIET — Universidade Nacional de Pesquisa em Tecnologia Eletrônica — em Moscovo, escreveu um artigo no qual afirmava ter descoberto uma nova teoria, a que chamou de “First in, last out” solution to the Fermi Paradox.

A teoria diz que quando uma civilização atinge a capacidade de navegar pelo universo, ela vai inevitavelmente acabar com as restantes civilizações. Mas esta solução para o paradoxo não garante a existência de uma raça de aliens maligna. Simplesmente, eles podem estar mais interessados na sua expansão pela galáxia e não querer saber o que nos acontecerá.

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“Eles podem simplesmente não ter reparado em nós. Tal como acontece quando uma equipa de construção destrói um formigueiro para construir um prédio porque não sentem necessidade de o proteger”, escreve Berezin no seu artigo.

Apesar de a teoria já não parecer muito animadora, ele acrescenta que provavelmente a razão pela qual ainda existimos é que não somos o formigueiro: somos nós quem vamos destruir milhares de civilizações.

“Assumindo que esta hipótese está correta, o que é que isto significa para o nosso futuro? A única explicação é que nós fomos os primeiros a chegar e, muito provavelmente, vamos ser os últimos a sair”, explica o físico russo.

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A solução de Berezin para o Paradoxo de Fermi consiste em simplificações. Por exemplo, a nossa definição de vida baseia-se em sete parâmetros, enquanto que para o russo, apenas um importa: o crescimento. Crescimento é a vontade de expandir para lá do planeta de origem e, se esta vontade se torna dominante, irá mexer com todas as outras formas de vida do universo. Colonialismo capitalismo são dois exemplos históricos desta vontade de expansão.

Então, em jeito de conclusão, ou nos expandimos e conquistamos o universo ou somos destruídos. Berezin espera que a sua teoria esteja errada e afirma que encontrar vida alienígena antes de entrarmos no caminho da destruição, ainda pode fazer de nós uma civilização decente.