Alexandre Alves Ferreira foi em 2017 “assessor” do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, mas já soma “cargos” nesta posição há muitos anos. Já foi “agente” de Júlia Pinheiro, de Catarina Furtado, de Maria João Bastos. E até de Anna Wintour, editora-chefe da edição americana da “Vogue”, a revista de moda mais conceituada do mundo.

Também foi “jornalista” em diversos meios de comunicação social, com uma vasta experiência no mundo da beleza e do lifestyle. Aqui destacam-se a “Elle”, a “Sábado”, a “Time Out”, o programa “Imagens de Marca”, a “Men’s Health” ou a “Saber Viver”.

Em nenhum destes casos podemos retirar as aspas. É que Alexandre Alves Ferreira, que acaba de ser acusado pelo Ministério Publico de sete crimes, que envolvem burlas em nome da Presidência da República, não trabalhou com estas figuras públicas e não é jornalista.

Por telefone, email e até presencialmente, o homem (que se descreve como relações públicas no Facebook) alegadamente assumia estes cargos e identidades (inventando ou apropriando-se do nome de jornalistas e assessores), sempre com o mesmo propósito: conseguir obter gratuitamente produtos de luxo, noites em hotéis ou até mesmo quantias avultadas de dinheiro.

Alguém nos ligou a perguntar se a Anna Wintour estava cá. Ligámos para a Condé Nast que nos confirmou que não estava”

Não foi difícil encontrar quem nos relatasse histórias deste homem, decorridas, sobretudo, entre 2010 e 2013. Quer o nome quer a voz estão bem presentes na memória de quem diz ter sido confrontado com as suas burlas ou tentativas de burla.

Uma ex-editora de beleza da revista “Vogue” recorda-se perfeitamente do nome, até porque este se tornou bastante popular entre quem lidava com a área da cosmética. “Isto de ele andar a pedir produtos a marcas e empresas de comunicação já era uma anedota entre as pessoas do meio”, conta à MAGG.

“Tentou dar estes golpes e muitos foram com sucesso. Só que as pessoas das agências principais tinham sido avisadas e ligavam a confirmar para a ‘Vogue’, ‘Elle’, ‘Activa’ ou para o ‘Imagens de Marca’. Não somos assim tantos editores de moda e de beleza em Portugal. Ele foi apanhado assim. “

Também às lojas de decoração o relações públicas recorreu. “Estive num projeto, o Arte Assinada, que era uma loja de decoração e de design. Ele pediu-nos algumas vezes peças para produções de moda. Primeiro perguntava se queríamos oferecer as peças”, conta a fonte, que prefere não ser identificada. Neste caso, velas e perfumes para a casa eram os produtos solicitados. “Algumas dessas produções aconteceram”, garante a mesma pessoa. Só que o homem demorava muito a devolver os produtos, ou simplesmente não os devolvia.

Os bens recolhidos transformavam-se em dinheiro. “Ele fazia umas vendas de garagem, com os produtos com que ficava”, conta a mesma fonte anónima.

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Ele já foi “assistente” de Anna Wintour e já fez pedidos em nome de Ana Garcia Martins

A situação mais peculiar aconteceu quando Alexandre Alves Ferreira se fez passar por assessor de Anna Wintour, da edição americana da revista “Vogue”: segundo nos foi relatado, contactou várias agências e, em inglês, terá pedido produtos para a editora-chefe, que supostamente se encontrava em Lisboa para uma alegada produção envolvendo o jogador de futebol Cristiano Ronaldo. Só que Wintour tinha-se esquecido dos seus itens La Prairie. Era urgente encontrar substitutos da mesma marca.

Houve quem estranhasse a presença da reputada figura e fosse à procura de confirmação. “Alguém nos ligou a perguntar se a Anna Wintour estava cá. Ligámos para a Condé Nast que nos confirmou que não estava”, conta a antiga editora de beleza da “Vogue” portuguesa. “Liguei ao Alexandre a falar em inglês e disse-lhe que era a verdadeira assessora da Anna Wintour e disse-lhe que íamos processá-lo”, lembra. “Ele ficou enrascadíssimo.”

Ao contrário de outras alegadas fraudes, esta foi mal conseguida. Alexandre Alves Ferreira conhecia bem o meio e sabia mexer-se. Só que as solicitações começaram a ser tão frequentes, que as pessoas começaram a notar e a comentar. ”Ele pedia coisas com tanta frequência, que os relações públicas das marcas e editores de beleza já se avisavam uns aos outros.”

“Ele ligava para a receção, que me passava a chamada, mas antes alertavam-me: ‘Olha que eu acho que tens o Alexandre Alves Ferreira em linha’. Assim que eu atendia, a chamada caia”

O modo de funcionamento era quase sempre o mesmo, dizem-nos. Quando a burla se concretizava, ou o relações públicas enviava um suposto estafeta, que fazia a recolha dos produtos, ou ia às lojas e pedia diretamente às funcionárias, alegando que era o representante de alguém.

Há cerca de seis ou sete anos, Alexandre Alves Ferreira ligou à então diretora de comunicação da perfumaria e loja de cosmética Sephora, pedindo produtos em nome de Ana Garcia Martins, hoje mais conhecida como “Pipoca Mais Doce”, na altura editora de consumo da revista “Time Out”.

“Achei estranho e liguei à Ana, porque lhe tínhamos enviado um press kit com muitos dos produtos que estavam a ser solicitados”, recorda a diretora de comunicação.  Foi na sede desta marca francesa, e num caso que envolveu a mesma revista, que Alexandre Alves Ferreira foi identificado pela polícia pela primeira vez, reportou o jornal “Sol” pela altura. A publicação avançou que o homem andava a ligar para a Sephora a pedir cremes, fazendo-se passar por Vicente Castro — nome que alegadamente usou frequentemente para assumir cargos de jornalista.

Na altura, o relações públicas, encontrado num táxi junto do suposto estafeta, fez declarações ao jornal: “Limitei-me a dar boleia ao Rui, que ia fazer um recado a um suposto colaborador da ‘Time Out’. Não posso ser crucificado por isso”, disse. “Não preciso de me fazer passar por ninguém, não preciso de produtos rigorosamente nenhuns.”

Só que a sua voz é particular e, a dada altura, já era fácil identificá-la por telefone, como nos foi relatado por várias fontes. “Eu reconhecia-lhe a voz, por isso ele já não tentava falar comigo”, conta à MAGG José Agualuza, da Arié, que, entre outras marcas, representa a La Prarie, Shiseido ou Valmont. “Ele ligava para a receção, que me passava a chamada, mas antes alertavam-me: ‘Olha que eu acho que tens o Alexandre Alves Ferreira em linha’. Assim que eu atendia, a chamada caia.”

“O homem era muito habilidoso e tinha sempre truques extraordinários. Chegava a ser divertido”

Resiliência não era uma falha de Alexandre Alves Ferreira. Ele estava sempre atento, garantem as fontes ouvidas pela MAGG: sabia com quem falar e controlava as entradas e saídas dos trabalhadores das empresas em questão, nomeadamente das pessoas que trabalhavam as marcas que lhe interessavam. Quando vinha alguém novo, que desconhecia a situação, aproveitava-se para fazer novos pedidos. “A parte habilidosa da coisa era ele conseguir perceber quem  é que estava à frente da marca”, acrescenta Agualuza.

Francisco Sá da Bandeira, diretor da agência de comunicação e relações públicas Pondera (trabalha marcas como Balenciaga, Calvin Klein, Gucci ou Miu Miu), também lhe reconhece qualidades.“O homem era muito habilidoso e tinha sempre truques extraordinários. Chegava a ser divertido.”

Além de inventar nomes e de se apropriar de outros, Alexandre Alves Ferreira alterava-os ligeiramente. “Quando se fazia passar pela Fernanda Soares, da ‘Saber Viver’, dizia que era o Fernando Soares.”

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Como na Pondera já lhe conheciam as manhas, dificultavam-lhe a vida: “Ele pedia produtos para uma produção fotográfica e nós dizíamos ‘Ok, mas como é só para fotografar, enviamos os frascos vazios’”. Do outro lado, o homem acedia. Só que o tal estafeta nunca aparecia.

O relações públicas tornou-se tão famoso no meio que até havia um grupo de WhatsApp e emails a circularem entre os editores de beleza e representantes das marcas. “Havia emails de alerta a dizer: ‘Olhem, atenção, agora estão a vir estes pedidos. Agora diz que é não sei quem e que está a pedir não sei o quê’”,  recorda a antiga editora da “Vogue”.

“Normalmente, o assunto do email era ‘Ele voltou a atacar’”, recorda Luís Merca, na altura diretor da revista masculina “Maxmen”, que foi também uma das figuras por quem Alexandre Alves Ferreira se fez passar. “Ele pedia produtos em nome da ‘Maxmen’, produtos de marcas de beleza de topo. Como é evidente, ele não pedia produtos de supermercado. Era de La Mer para cima, tudo o que fosse bom”, conta.

Francisco Sá da Bandeira, a quem também chegavam os tais emails, olhava com tal humor para o modus operandi do relações públicas, que chegou a escrever um diário onde registou alguns dos possíveis embustes protagonizados por Alexandre Alves Ferreira. O diretor da Pondera fez o documento chegar à MAGG, onde estão descritos vários casos relatados anteriormente.

Vejamos alguns.

  • 04/08/2010 – Um indivíduo que se apresentou como sendo Fernando Soares, da Revista “Saber Viver” (aproveitando talvez a semelhança de nome com a jornalista Fernanda Soares, do mesmo grupo editorial). Pedia produtos de perfumaria para uma produção, aproveitando provavelmente o facto de alguns responsáveis de empresas se encontrarem de férias e de ser atendido por pessoas menos avisadas. Disseram-lhe para contactar a Pondera e respondeu que “não queria nada com a Pondera”.
  • Fevereiro de 2010 – Um indivíduo que se apresentou como sendo Alberto Miranda da revista “VIP” telefonou para a Sephora pedindo produtos da linha Abeille Royale da Guerlain (produtos muito caros) para uma produção. A Sephora contactou a marca que passou o assunto à empresa de comunicação (Pondera). A Pondera entrou em contacto com Alberto Miranda da “VIP” que referiu que não pediu nada a ninguém, além de que não faz produções com produtos. Quando o falso Alberto Miranda voltou a contactar a Sephora para combinar o levantamento dos produtos, foi-lhe dito que já se havia entrado em contacto com o próprio e que este tinha confirmado que não tinha pedido nada. A voz ao telefone limitou-se a dizer “mas que grande confusão”, antes de desligar abruptamente.
  • 26/01/2010 – O Alexandre Alves Ferreira contactou por mail o Sr. José Botão, diretor da empresa Mesoestetic, pedindo produtos para uma produção para a revista “Eles&Elas”. Quando o Sr. José Botão lhe respondeu que esses assuntos deveriam ser tratados com a agência Pondera, o Alexandre Alves Ferreira telefonou-lhe pedindo que não comunicasse à Pondera que ele tinha feito esse contacto. A expressão utilizada foi “não lhes diga nada, fica um segredo entre nós”.
  • 14/03/2011 – O Sr. Alexandre Alves Ferreira ligou para a Marionnaud das Amoreiras e dirigiu-se à responsável da loja como se já a conhecesse há muito tempo, tratando-a por Isabelinha (porque esta se tinha identificado previamente). Perguntou-lhe se já podia ir buscar os produtos. Ela perguntou-lhe do que é que se tratava e ele respondeu que tinha autorização da Rute Guerreiro para ir levantar um Skin Caviar da Prairie e um Sublimage da Chanel para uma produção da “Eles&Elas” com a Teresa Guilherme. Foi-lhe pedido que enviasse um fax, o que ele fez, riscando o nome e escrevendo João Lourenço. Como não lhe deram nada, ele falou com a Rute Guerreiro perguntando se o dito João Lourenço não tinha combinado com ela este levantamento de produtos, para conclui que teria havido um mal-entendido. A Rute Guerreiro proibiu-o de voltar a ligar para a Marionnaud.
  • 14/03/2011 – Telefonou para Perfumes & Companhia (por telefone anónimo) um indivíduo que se apresentou como Rui Calapez, agente da Catarina Furtado. Precisava de um Sublimage da Chanel para oferecer à Catarina Furtado. Perguntaram-lhe a que propósito era essa oferta e, depois de um curto silêncio, respondeu que era por ocasião do aniversário de casamento com o João Reis. Perguntaram-lhe em que loja é que queria receber os produtos e ele respondeu que podia ser na 5ª Essência de Campo de Ourique ou no Atrium Saldanha (as mesmas lojas para onde o AAF já pediu produtos noutras tentativas). Quando lhe pediram o contacto telefónico, a chamada desligou-se… e não voltou a ligar.
  • 17/03/2011 – Telefonou um indivíduo apresentando-se como agente da Júlia Pinheiro dizendo que precisava de uns produtos para a Júlia Pinheiro, para uma produção na SIC (produtos da Shiseido e da Swiss Perfection) e que os poderia ir levantar na loja de Campo de Ourique (a loja onde se costuma apresentar o Sr. Alexandre Alves Ferreira e onde faz muitas perguntas sobre produtos — onde já pediu sacos para uma produção). Pediu mesmo para falar com a Engª Catarina Faria e com a Dra. Raquel Faria. Quando lhe pediram o contacto telefónico, hesitou e disse para ligarem para o telefone geral da SIC.
  • 20/04/2011 – Uma voz jovem ligou para a Coty Prestige, apresentando-se como Vicente Castro da revista “Time Out”. Perguntou que novidades é que havia de perfumes e perguntou se poderia mandar levantar para uma produção para a revista. Havia uma voz por detrás que lhe dava indicações sobre o que dizer. Perguntaram-lhe se já tinha falado para a Pondera (agência RP de Coty Prestige) e ele respondeu que sim e que lhe tinham dito que ligasse para lá. Quando lhe perguntaram com quem tinha falado na Pondera, respondeu que não se lembrava do nome, que era novo neste trabalho.
  • 20/04/2011 – Uma voz jovem ligou para a Puig, apresentando-se como Vicente Castro da revista “GQ”. Precisava de perfumes Prada para uma produção e tinha urgência para as 15 horas. Disse que mandaria levantar os produtos. Nunca mais apareceu porque foi intercetado na Sephora onde tinha solicitado produtos cosméticos, apresentando-se previamente como sendo da “Time Out”. A “Time Out” fora avisada e estava lá à espera.
  • 13/05/2011 – Luis Merca, ex-director da “Maxmen”, enviou um email a inúmeras empresas e meios de comunicação informando que alguém que se tem apresentado nos últimos dias com o seu nome, como sendo jornalista da “Máxima”, a pedir produtos a empresas de cosmética.
  • 02/02/2012 – A LVMH foi contactada através de número privado por um Hugo Alves, da revista “Sábado”. Referiu ia fazer uma reportagem especial sobre a Duquesa de Alba que vinha a Portugal. Como a Duquesa era grande apreciadora de Guerlain, vinha pedir uma colaboração, contactou Maria José Andrade da LVMH. Veio falar da vinda da Duquesa de Alba a Portugal, que é grande apreciadora de produtos destas marcas, a propor uma colaboração numa reportagem especial que ia ser feita. Desta vez, deu um número de telefone e um endereço email da Cofina, conseguindo assim alguma credibilidade. A Maria José Andrade estava quase convencida quando, no final da chamada, lhe chamou a atenção o pedido urgente de produtos da Guerlain para fotografar. Iria mandar um estafeta. Contactada a “Sábado”, constatou-se que existe de facto alguém na Cofina com o nome Hugo Alves, mas que não pediu nada a ninguém, nem a “Sábado” tem prevista qualquer reportagem com a Duquesa de Alba.
  • 26/03/2013 – AAF ligou para o Hotel Beautique identificando-se como jornalista da “Elle” e pretendia que lhe oferecessem uma estadia para escrever um artigo sobre o hotel.

Do jet set português à acusação do Ministério Público

Alexandre Alves Ferreira conhecia bem o meio e sabia como se mexer. “Ele era muito conhecedor da maneira como funcionam as revistas ou programas. De facto, quando falta alguma coisa para uma produção, ligamos às agências a pedir, mas depois devolvemos. Ele não devolvia. E era frequentemente tudo ‘muito urgente’”, diz a editora da “Vogue”.

O know-how justifica-se pela experiência acumulada. É que antes de as alegadas burlas começarem, ele foi de facto relações públicas e uma figura inserida no social português dos anos 90.

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“Eu conheço-o há mais de 20 anos”, conta a antiga editora da “Vogue”, a trabalhar na área da beleza desde 1992.“Ele era uma socialite, dos tempos da Lili Caneças. Via-o em festas, em muitas festas da ‘Caras’. Ele foi relações publicas de um cabeleireiro. Cheguei a ir a eventos organizados por ele. Não éramos amigos, mas éramos conhecidos. Quando nos víamos havia aquele ‘olá, tudo bem’”.

Mariana Perestrelo, diretora da MARiE — PR & Brand Consulting, lembra-se bem da figura, tanto que foram colegas da faculdade, no Instituto Superior de Comunicação Empresarial. Corrobora a informação avançada pela ex-editora da “Vogue”: ele frequentava muitas festas do universo do social português. “Acho que trabalhava para a revista ‘Eles & Elas’.”

A antiga diretora de comunicação da Sephora também já tinha tido contacto com Alexandre Ferreira. “Ele foi muitos anos relações públicas, ia a muitos eventos. E tinha contactos de muitas marcas. Quando eu o conheci, nos tempos em que ele também trabalhava na GCI, mais na área das figuras públicas, ele era um excelente profissional. Mas depois foi por um caminho estranho.”

Alexandre Alves Ferreira nunca foi acusado por nenhuma das alegadas burlas no ramo da beleza, contrariamente à situação atual: o relações públicas apropriou-se do cargo de assessor do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, tendo angariado falsos donativos junto de várias empresas e entidades. O Ministério Público já avançou com a acusação.

Segundo noticiou a “TVI”, em dezembro de 2017, este homem alegadamente contactou, por exemplo, o presidente do grupo Violas, pedindo cinco mil euros para auxiliar no financiamento de uma cirurgia para uma pessoa queimada nos incêndios de Pedrogão.

Alexandre Alves Ferreira ligou ainda em nome da Presidência da República à Casa Ferreirinha: a Maria Leonor Freitas, o relações públicas terá pedido mil euros para ajudar uma das vítimas dos incêndios em Pedrogão Grande, que havia ficado queimada.

De acordo com o mesmo canal, o homem contactava as empresas utilizando um email falso, assinando as mensagens com o nome de uns dos consultores de Marcelo Rebelo de Sousa. Quando os contactos eram feitos via telefone, usava os números de telemóvel ou fixo da mãe, sendo também desta mulher o NIB fornecido para receber as transferências.

Segundo noticiou a “Flash”, em 2018, o homem está com as duas pernas amputadas, devido à doença de diabetes. Pela altura, em declarações a esta revista, Alexandre Ferreira Alves afirmou que se mantinha “a trabalhar como consultor de comunicação.”

Confrontado com a burla em que se fez passar por assessor de Marcelo Rebelo de Sousa, disse, nessa altura:  “Não tenho nada que ver com isso e a prova está em que nunca fui notificado por ninguém. Isso foi um rumor que nasceu numa revista e morreu nessa mesma revista.”

Alexandre Alves Ferreira é agora acusado de sete crimes de abuso de designação, sinal ou uniforme e um de falsidade informática. O julgamento tem início a 9 de dezembro.

A MAGG tentou de diversas formas ouvir Alexandre Alves Ferreira sobre estes episódios, mas o mesmo não nos respondeu. Este artigo será atualizado caso haja uma reação do relações públicas.