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Com este guia, são os grupos de Facebook que lhe mostram o Porto

Este guia apresenta o Porto pelos olhos de quem criou grupos de Facebook dedicados à cidade. Eles dizem onde comer a melhor francesinha e quando arranca a próxima exposição.

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Há uma páginda de Facebook que se dedica à discussão sobre qual será a melhor da cidade. A do Santiago está no topo do ranking

Há uma páginda de Facebook que se dedica à discussão sobre qual será a melhor da cidade. A do Santiago está no topo do ranking

Toda a gente sabe que no Porto se comem francesinhas, tripas e bifanas. Podem inventar os ramens e os tacos que quiserem, é destes pratos que a cidade é feita. Mas sabe exatamente onde ir para provar o melhor de cada um destes pratos? Tome nota.

Para as tripas, o melhor é ir à Adega Viseu, onde lhe servem o prato com a dose certa de cominhos. Já a francesinha, a melhor é da Bugatti Caffe, e a bifana, cortada na mesma espessura que uma fatia de fiambre, só mesmo na Cervejaria Astro.

Não pensem que somos nós os especialistas. Todas estas dicas são dadas por quem é fã do Porto mais tradicional, nomeadamente Pedro Tsou, que decidiu transportar para o Facebook a sua arte, bastante elogiada pelos amigos, em escolher sempre o restaurante certo. Foi assim que nasceu o “Tascas no Porto”, um dos grupos de Facebook que ajudam a compor um novo guia com recomendações de 22 comunidades presentes na rede social que selecionaram como e onde percorrer a cidade, através de páginas e grupos dedicados a cada tema.

Estamos arrumados na parte da comida tradicional, mas do lado do Porto mais trendy, há que selecionar o melhor brunch e aí a escolha da página “O Porto Cool” recai no Zenith e no Diplomata, por exemplo. Já para comida vegetariana, o grupo de Facebook “Vegan Hood” sugere o Apuro ou Vegana By Tentugal.

Neste guia, são os grupos de Facebook que mostram a cidade

Mas nem só de comida vive este guia. São várias as comunidades a recomendar espaços e experiências no Porto, consoante os seus interesses.

Joana de Abreu, por exemplo, criou o “Preencher Vazios” com o intuito de preservar os azulejos de rua. Através de intervenções artísticas preenche os espaços vazios nas fachadas com novos azulejos e frases de escritores portugueses. Já Manuel de Sousa decidiu criar o “Porto Desaparecido” em 2012 de forma a partilhar a história da cidade.

E como há mesmo grupos para tudo, há um que se dedica apenas a tudo o que acontece na Rua Miguel Bombarda, conhecida pela vertente artística de quem lá escolhe abrir negócio. Neste caso, é Ana Alves da Silva que trata da comunicação de tudo o que acontece nesta artéria da cidade, impulsionada pelas galerias de arte e projetos comerciais alternativos.

Joana de Abreu dedica-se a preservar os azulejos de rua

Não querendo voltar à gastronomia, mas já voltando — afinal, estamos no Porto — há uma página dedicada apenas à francesinha. Clóvis Alves confirma: sempre que se fala de francesinhas começa de imediato uma tremenda discussão. Em 2011 decidiu criar uma comunidade que serve exclusivamente para debater qual a melhor francesinha da cidade. Desta lista fazem parte restaurantes como o Santiago, o Santa Francesinha e o Pombeiro.

Para ajudar a digerir isto tudo, nada como espreitar a página que Duarte Costa Pereira criou dedicada aos melhores sítios para provar bom vinho no Porto, até porque este especialista em enologia garante: “Não há maus vinhos, existem paladares diferentes”.

Ao todo, destas comunidades fazem parte cerca de 1,4 milhões de pessoas. Agora, a informação que cada uma delas partilha pode ainda chegar a mais gente com o lançamento deste guia, que passa a estar disponível na versão online e também na versão impressa disponível nos postos de turismo da Sé, dos Aliados e na Associação de Turismo do Porto.

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