Todos temos aquela série que gostamos de odiar mas que, quando ninguém nos está a ver e a julgar, é o nosso guilty pleasure preferido que nos faz companhia nos dias tristes, aborrecidos e monótonos. Nesta descrição, geralmente encaixam séries que parecem ter sido propositadamente mal escritas, exageradas e inverosímeis.

No entanto, há qualquer coisa nelas que nos faz não ser capaz de desligar. Queremos saber o que acontece a seguir, quem são aquelas personagens e de que forma vão conseguir lidar e resolver os seus dilemas.

E se embora o surgimento de cada vez mais e novas plataformas de streaming tornou mais fácil o acesso a novas séries de televisão, também é verdade que há mais conteúdo mau nos seus catálogos — especialmente na Netflix, que cada vez mais quer marcar pela diferença ao apostar na ideia de que há sempre qualquer coisa nova para ver. Mesmo que seja má.

Porque é que as legendas de filmes e séries estão cada vez piores?

É o caso de “What/If”, a série da Netflix que conta com Renée Zellweger como protagonista, e que parece ter sido mal escrita de propósito. As personagens são desinteressantes e as linhas narrativas secundárias não têm qualquer ligação com a história principal. No entanto, a verdade é que mesmo sendo uma série pouco interessante, somos incapazes de deixar de a seguir.

O primeiro episódio começa por mostrar um casal que, em risco de perder a empresa, decide aceitar o investimento de uma milionária arrogante e desequilibrada que cede o dinheiro em troco de um favor. Só que ao aceitar o dinheiro, o casal entra também numa espiral de violência e desunião que coloca em risco a relação.

Aqui há jogos de poder e a típica sedução suja e desconexa presente em produções de segunda dos anos 80. E não faltam elementos risíveis.

Por exemplo, está sempre a trovejar quando a personagem de Renée Zellweger olha pela janela nos momentos mais dramáticos. Além disso, no primeiro episódio a personagem principal começa a fazer tiro com arco no meio da cozinha. Porquê? Não se sabe e nunca saberemos.

As linhas temporadas de “What/If” são difusas e é fácil perder a noção do ponto em que nos encontramos da história, mas é difícil não acompanhá-la até ao fim — precisamente porque queremos perceber o que terá acontecido para que uma só personagem tenha conseguido ter tanto poder e influência sobre duas pessoas.

Embora este seja o exemplo mais recente, não é a única série estranha a fazer parte do catálogo da Netflix.Por 13 Razões” é uma das mais populares da plataforma que também tem vindo vindo a perder qualidade desde a primeira temporada — que nunca foi incrível.

Mostramos-lhe as 12 séries na Netflix que são más mas que não conseguimos deixar de ver.

13 fotos