Os reality shows foram criados para que as pessoas conversem sobre eles. Para que se debatam e escrutinem todos os concorrentes. Para que os espectadores escolham um preferido, um odiado, que se comovam com os seus problemas, que vivam as suas alegrias. Também foram criados para que se goze um bocadinho com os disparates que todos os elementos vão dizendo e cometendo — é impossível que eles não saibam disso. Resume-se a isto: os reality shows foram criados para entreter.

A diretora da MAGG Marta Miranda e a jornalista Ana Luísa Bernardino cumpriram o ritual mais cliché de domingo à noite, numa onda assim muito à lá Bridget Jones: sozinhas e cada uma em sua casa (provavelmente de pijama e com mantas), ligaram a televisão em horário nobre e assistiram ao reality show da SIC “Casados à Primeira Vista”. Só que como estes programas foram criados para entreter — o que implica estar a comentá-lo com um amigo em tempo real — mantiveram-se ligadas pela janela de chat do WhatsApp, a participar de uma pequena tertúlia a dois.

Duas amigas, centenas de mensagens e 41 fotografias.

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